Tudo sobre natação para bebês

A natação para bebês é uma modalidade que vem sendo cada vez mais procurada por pais que querem estimular e acelerar o desenvolvimento de seus filhos. Estudos já mostraram que a atividade treina a coordenação motora, estimula o sistema cardiovascular, aumenta a capacidade pulmonar e reforça o sistema imunológico.

Normalmente, os pais interessados em colocar seus bebês na natação tem algumas dúvidas que os impedem de dar o primeiro passo. Pensando nisso, separei algumas dúvidas mais comuns sobre o assunto :

1.O contato precoce com a água fará com que ela não desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

Não . O receio de entrar na água é adquirido depois de um trauma ou por causa dos pais, que repassam seus próprios medos à criança.

2. Bebês que frequentam a piscina têm mais chance de desenvolver problemas no ouvido?

Sim. A dor de ouvido acontece devido a umidade no canal auditivo. Uma atitude que ajuda a evitar o problema é enxugar bem o ouvido da criança e não usar cotonete. Isso porque a cera protege o ouvido contra as bactérias , fornecendo-nos barreira natural a água e reduzindo a umidade.

3. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam com a natação ?

Sim. A natação fortalece a musculatura torácica e reduz os problemas respiratórios crônicos , como a asma . Mas a piscina não deve ser tratada com cloro.

4. Piscina com cloro ou ozônio?

Depende . Para as crianças com problemas respiratórios ou quadros alérgicos ( rinite , dermatite ) a piscina com cloro está contra indicada . Para as demais crianças , o uso do cloro está liberado.

5. A partir de qual idade o bebê pode fazer natação ?

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é a partir dos 6 meses de vida, pois nessa idade o pequeno já terá tomado boa parte das vacinas (estando bem imunizado) e o duto do ouvido estará bem desenvolvido, o que diminui o risco de infecções.

6. Quanto mais cedo , mais rápido ele irá aprender a nadar?

Não. O objetivo é apenas estimular a coordenação e desenvolvimento de várias áreas como os sentidos, tato, a audição, o olfato, e a visão. A coordenação motora e o aprendizado só vem após os 4 anos de idade.

7. Tudo bem a criança usar boia?

Não . A utilização da boia durante as aulas de natação não é indicada porque pode limitar a aprendizagem do pequeno.

Lactobacilos x imunidade

Certamente você já ouviu falar sobre lactobacilos vivos, porém você sabe o que eles são? Basicamente são um gênero de bactérias benignas ao nosso organismo. Além disso, eles são muito importantes para o bom funcionamento do sistema digestivo.

Esses microorganismos vivos agem na flora intestinal e ajudam na absorção dos nutrientes . Eles melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro.

Alimentos como iogurte, queijo fresco , coalhada e kefir contêm lactobacilos vivos, os mesmos do leite fermentado, mas em quantidades diferentes .

Eles impedem a multiplicação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão e fortalecem o sistema imunológico. Além disso, eles podem combater as substâncias tóxicas e causadoras do câncer.

Principais alimentos com lactobacilos

Iogurte

Quando o assunto são probióticos, o leite fermentado por bactérias, mais conhecido como iogurte, é um dos alimentos mais lembrados. Ele possui, em geral, dois tipos de lactobacilos vivos: o Lactobacillus bulgarius e o Streptococus thermophilus.

Kefir

Parece um iogurte, mas há diferenças no sabor e na consistência. O kefir pode ser comprado ou feito em casa. Ele é obtido através da mistura dos grãos de kefir (compostos por bactérias e leveduras) com uma bebida, leite ou água .

Leite fermentado

Qual criança resiste ao sabor azedinho de um leite fermentado ? É um leite que sofre fermentação de bactérias –geralmente lactobacilos. Além de conter micro-organismos benéficos para o intestino, o alimento é fonte de proteínas e cálcio, nutrientes presentes no leite. Vale lembrar que o kefir também é um tipo de leite fermentado. 

Lactobacilos são todos iguais?

Não .Os lactobacilos recebem este nome porque vivem no leite , mas há varias espécies de deles : no Yakult temos o L. Casei Shirota , já no Actimel o L.Casei Danone . Ambos são criados em laboratórios e modificados geneticamente para sobreviver a acidez no estômago e viver no intestino do ser humano.

Existem os lactobacilos presentes nas medicações para diarreia ou cólicas , como o Lactobacillus reuteri , Lactobacillus rhamnosus GG (LGG) e o Saccharomyces boulardii . Amplamente utilizados na Pediatria , não possuem efeitos colaterais e auxiliam sim , na imunidade .

O Lactobacillus reuteri , por exemplo , produz a reteurina , uma substância antimicrobiana que mata as bactérias invasoras .

Entretanto , a melhor forma de aumentar as nossas bactérias do “bem” não é recorrer ao uso de medicações ou fórmulas de manipulação , mas sim através dos alimentos .

Somente através de uma dieta rica em frutas e verduras é que os lactobacilos destes alimentos irão se proliferar e colaborar com a nossa saúde .

Fica a dica .

Por que a Vitamina D é mais importante do que a C?

Muitas mães iniciam a suplementação de vitamina C para prevenir gripes e resfriados nas crianças . Mas o que elas não sabem é que esse tratamento não tem comprovação científica e que existem vitaminas muito mais importantes , como é o caso da vitamina D.

Sua atuação vai além da função de promover a a absorção do cálcio e ação no metabolismo dos ossos. Um artigo da Universidade de Brasília aponta que a vitamina D participa da regulação do genoma humano, desempenhando um importante papel na atividade de sistemas como o imunológico, o cardiovascular e o metabólico.

Surgiram tantas novas atuações que há quem acredite que a vitamina D seja mais do que uma vitamina, mas um hormônio.

Ela é fornecida, em quantidades mínimas, pelos peixes, entre eles, sardinha e atum, além de leite e derivados. Mas a dieta não é capaz de suprir nem 10% das necessidades diárias infantis. Os banhos de sol deveriam assegurar a maior parte da produção, já que os raios solares incidem sobre a pele, promovendo a conversão de substâncias presentes ali na vitamina D propriamente dita. Quinze minutos de exposição, com braços e pernas descobertos, são suficientes.

Entretanto, existem dois obstáculos: o melhor horário para sintetizar a substância (entre 10 da manhã e 3 horas da tarde) período crítico para a ocorrência do câncer de pele e o uso de protetor solar , que reduz a produção da vitamina D.Além disso, quanto mais escura for a pele, menor é a produção do nutriente.

Por isso , a Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza, além das brincadeiras ao ar livre ,a suplementação de 400 UI diárias para bebês de até 12 meses, e de 600 UI, para crianças de 12 a 24 meses. A recomendação serve para os bebês em aleitamento materno e artificial .

E as crianças maiores ?

Infelizmente, cerca de 80% das pessoas que vivem em um ambiente urbano, são carentes em vitamina D. Isto porque as crianças passam grandes períodos de tempo em locais fechados e não se expõem ao sol. Principalmente no isolamento provocado pelo coronavírus .

Por isso , pediatras têm incluído nos exames de rotina , a dosagem da vitamina D e com frequência , a sua deficiência está ligada à problemas de infecções respiratórias de repetição , como gripes e resfriados .

As necessidades diárias para cada faixa etária :

Benefícios da vitamina D

Ossos mais fortes

A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos. Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta. O cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes. A deficiência deste nutriente pode causar o raquitismo na infância e a osteoporose na vida adulta.

Menos infecções respiratórias

Recém-nascidos com baixos níveis de vitamina D têm seis vezes mais chances de ter infecção no pulmão, porque , segundo os cientistas, a vitamina D protege o sistema respiratório dos bebês.

Uma pesquisa japonesa, que contou com a participação de 340 crianças , observou que os riscos de contrair gripe diminuiu no grupo que ingeriu o suplemento de vitamina D , demonstrando que o efeito protetivo da vitamina D em bebês , se estende também a crianças maiores .

Fica a dica

Qual melhor mordedor para aliviar os dentinhos ?

Um bebê com 3 meses já começou a levar tudo que encontra na frente à boca, inclusive mãos e pés. Este é o início da fase oral da criança e permenece até o segundo ano de vida do bebê. Coincide com o nascimento dos primeiros dentinhos. E é exatamente nesse período que um objeto simples começa a ter uma grande importância para a vida do seu filho: o mordedor.

É nessa fase também (mais especificamente a partir dos seis meses) que os primeiros dentinhos começam a apontar na gengiva do bebê podendo causar coceira, um pouco de irritação e até dor. Aliás, esse é mais um motivo para as crianças quererem colocar objetos na boca: a tentativa de coçar ou aliviar esses sintomas desagradáveis. E é aí que os mordedores entram. 

Feitos de plástico, silicone, tecido ou vinil, eles podem ser encontrados em formatos variados como bichos, personagens de desenhos infantis, figuras geométricas e partes do corpo e, além de úteis para a saúde bucal, também funcionam como brinquedos e uma boa distração para o bebê. 

Com massageador e tamanho compacto precisam ser higienizados diariamente

Alguns modelos vão mais longe e até auxiliam na higienização da boquinha do bebê – modelos com cerdas para também ajudar na limpeza. Mas, na prática, o ideal é que a partir do primeiro dentinho, os pais comprem uma escova de dente infantil para bebês e iniciem a escovação com ela. 

Qual o melhor modelo ?


Para não ter problemas com esses objetos é importante ser exigente na hora de comprar um para o seu bebê. O ideal é que eles sejam feitos com materiais específicos, livres de BPA (substância tóxica encontrada no plástico), higienizáveis e sem peças conectadas para que não possam se soltar na boca do bebê.

Seguem outras dicas :

● GELADINHO

Como a dentição pode ser dolorosa, a temperaturas fria é ideal para aliviar o inchaço na gengiva. Bebês adoram morder, então encontre um brinquedo que seja um pouco macio, mesmo depois de passar um tempo na geladeira.

Para os mordedores ficarem gelados, elas indicam refrigerá-los na geladeira por 5 minutos, antes de ser oferecido à criança. É importante não colocar no freezer ou congelador, para evitar queimadura térmica na face e boca da criança.

● TELINHA

Esse tipo de alimentador infantil tem uma redinha presa a um anel resistente. Você coloca alguns alimentos frios na redinha – por exemplo, morangos ou bananas deixados por um tempo na geladeira – e fecha o compartimento antes de entregar o alimentador ao bebê. A redinha permite que quantidades seguras de sabor e polpa passem através dela, enquanto o alimento frio alivia a dor na gengiva ao mesmo tempo.

Contraindicado pelos nutricionistas .Não substitui a papinha de fruta e não serve para o BLW

● NANINHA

As naninhas com mordedor, que são, ao mesmo tempo, um item de conforto e um brinquedo de morder, são perfeitas para quando seu bebê precisar de um pouco de amor extra. Muitas vezes, as naninhas ou mantinhas de apego são macias, mas são emborrachadas nos cantos para que seu filho pequeno possa abraçar e morder ao mesmo tempo. Procure por naninhas com áreas para morder de texturas diferentes, que possam ser exploradas pela gengiva em desenvolvimento.

São leves e muito mais fáceis de segurar do que um mordedor .

● TAMANHO PROPORCIONAL

O tamanho do mordedor é outro item que precisa ser considerado, pois é necessário que o bebê possa segurar o brinquedo com as mãos sem dificuldade. O formato também precisa ser anatômico, para não machucar a gengiva do bebê, e ainda a textura do brinquedo precisa ser ao mesmo tempo macia e firme.

Modelo tradicional é muito pesado para grande parte dos bebês

Não use colar mordedor

São acessórios de vários formatos e feitos de silicone, usado pelas mães enquanto carregam seus filhos. Habitualmente apresentam fecho e podem se romper com facilidade , propiciando a ingestão acidental de pequenas peças.

Tão perigoso e inútil quanto o colar de âmbar!

Para amenizar esse desconforto muitos pais optaram por colocar um colar de âmbar ao redor do pescoço do bebê. A ideia que embasa tal procedimento é a de que o âmbar verdadeiro possui uma grande quantidade de ácido succínico que contem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, que seriam liberadas quando o âmbar, em contato com a pele do bebê, fica aquecido. Toda vez que vejo um colar destes eu fico muito brava .

Além de não ter nenhum respaldo científico ele é reportando pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo FDA – agência regulatoria americana- depois do relato de crianças que faleceram em decorrência do engasgo com as bolinhas do âmbar e em decorrência de relatos de asfixia provocada pelo colar.

A Associação Brasileira de Odontopediatria posicionou-se contra o uso do colar de âmbar por não haver literatura científica que comprove seus benefícios.

Porque as mães usam ? Não sei . Mas sei que eu nunca arriscaria a vida dos meus filhos por um modismo fútil e perigoso.

Fica a dica .

Comer doce dá anemia?

Não existe um pediatra no mundo que não tenha ouvido esta reclamação :” Meu filho só quer saber de doce”. E isso acontece por que ?

Infelizmente não existe uma medicação que faça o doce se tornar amargo , somente um bom feitiço! Os doces são feitos para serem saborosos , irresistíveis e dar aquela vontade de quero mais . Às vezes os pais associam essa vontade com alguma doenças , vamos ver o que é verdade ou mito?

Verdade ou mito?

1. Comer doce dá anemia ?

Mito. Chocolate , sorvete , sobremesas não dão anemia . O que acontece é a troca de alimentos saudáveis , uma maçã por um pudim , por exemplo. A criança que tem pouca variedade de frutas e verduras com certeza irá desenvolver alguma deficiência nutricional.

2. Muito doce leva a diabetes ?

Talvez. O diabetes é uma doença aonde a enzima que digere o açúcar , a insulina , está em falta ou com um nível baixo . Com isso , a taxa de açúcar , ou glicose , se eleva e o organismo passa a sofrer : bebemos mais água , aumenta a vontade de fazer xixi e perda de peso. Se você come um doce a taxa de glicose também aumenta , mas a insulina entra em ação e logo volta ao nível normal. É assim com todo alimento .

O que acontece é que a pessoa que come muito doce geralmente é obesa e o aumento da gordura corporal dificulta a ação da insulina , levando ao diabetes , tipo 2. Por isso algumas pessoas associam doce com diabetes .

3. Vontade de doce é verme ?

Mito. As verminoses têm fama de causarem diversos sintomas : mancha na pele , ranger os dentes à noite e vontade de comer doce . Ah , se uma lombriga tivesse tanto poder!

Crianças com verminoses tem carências nutricionais , porque uma parte dos alimentos que ela come ,vai para o parasita no intestino. Isso pode levar a anemia , que dá vontade de comer coisas estranhas ( reboco de parede , tijolo, terra) , mas não de doce.

4. Vitamina aumenta apetite para doce ?

Talvez. Os remédios para abrir o apetite e as vitaminas aumentam a fome para qualquer alimento, não somente para sobremesas. Criança que come mal , toma remédio para aumentar a fome e continua a se alimentar de forma inadequada . Hábito saudável se adquire com paciência e persistência , não com um toque mágico de alguma medicação.

5. Vontade de comer doce é ansiedade?

Verdade. Quando você come algo açucarado , o organismo libera substâncias que dão uma sensação de prazer. O problema é quando isso vira uma “muleta” para os problemas do dia a dia , e se torna um vício…

Açúcar faz mal?

O açúcar, que está presente nos doces, não faz mal. Ele é, inclusive, importante para a produção de energia para o corpo. Ele está presente nas frutas, no leite, no mel.Mas qualquer substância, quando consumida em excesso faz mal.

O problema é que quando tem glicose demais, o corpo não consome tudo. Daí essa sobra vira gordura a fica acumulada no organismo, causando doenças no coração, obesidade, pressão alta, entre outras.Além disso, nas crianças, o excesso de doces pode causar hiperatividade, ansiedade, dificuldade de concentração e irritabilidade.

E ainda: se não escovar bem os dentinhos, causa cáries. Isso porque quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, que se forma nos dentes, eles produzem  ácidos que destróem os minerais do dente. Assim, os dentes ficam fracos e mais expostos à cárie.

O que fazer?

Em primeiro lugar é preciso investir na comida de verdade, voltar para os conceitos básicos de alimentação. Coma a cada 3 horas e coloque uma fruta em cada refeição, pois elas ajudam a regular a nossa compulsão por doces; coma cereais, leguminosas, frutas, verduras e legumes no almoço e no jantar, para ter acesso a todos os nutrientes que o organismo precisa e tome muita água ao longo do dia, ela ajuda a oxigenar o cérebro e fazer com que ele capte mais glicose. Inclua na sua rotina alimentos como abacate, batata doce, linhaça e chia, eles ajudam a regular a liberação de energia.

Por último o mais difícil, evite comer açúcar. Parece estranho mas quanto mais se come açúcar, mais necessidade o organismo sente dele.

O açúcar derruba os níveis de cromo, um mineral determinante para a ação da insulina, cuja falta gera um enorme desejo por doces. A opção para aqueles que querem diminuir o açúcar sem cortar os doces, é procurar fazer doces sem açúcar. Em casa dá pra fazer frutas como banana, maçã, pêra ou abacaxi cozidas com mel e/ou canela, na rua dá pra levar bananadas prontas e sem açúcar, que se encontra facilmente nos mercados. Só não substitua o açúcar pelos adoçantes artificiais porque eles podem conter aspartame, sacarina sódica ou sucralose, que também podem aumentar a resistência à insulina.

Fica a dica.

Por que o “sopão da mamãe “ não é uma boa ideia ?

Você sabia que cerca de 90% das crianças não cumprem as recomendações diárias de consumo de vegetais nos Estados Unidos? E não Brasil isso também não é muito diferente .

Apesar de alguns pais acreditaram no “poder” dos remédios para aumentar o apetite , este tipo de medicação não faz mágica : uma refeição de qualidade necessita de verduras e folhas !

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que é necessário ingerir pelo menos 400 gramas de verduras todos os dias.

Muitos pais dizem que os filhos não gostam de comer verduras e legumes, mas não existe segredo para inserir estes itens com sucesso no menu dos pequenos. A melhor maneira de implantar na criança o gosto pela alimentação saudável é oferecer e expor esse tipo de comida o tempo todo e estimular o contato o quanto antes , como nas primeiras papinhas .

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que, a partir dos 6 meses de idade, período exclusivo de aleitamento materno, sejam introduzidos novos alimentos na dieta do bebê, em forma de papas e sopinhas. Primeiro, vêm as frutas e, depois, as verduras e legumes. Muitas vezes, ao primeiro sinal de rejeição da criança, os pais voltam atrás. 

Na aflição de o filho não comer, os pais desistem de oferecer o ‘alimento novo’ e dão a opção que sabem que o filho aceita, como o leite ou mamadeira. Esse comportamento reforça à criança que ela não precisa dos novos sabores.

Os especialistas da American Society for Nutrition recomendam que as crianças provem o mesmo alimento pelo menos entre 8 e 12 vezes antes de dizerem que não gostam. No entanto, a maioria dos pais desiste lá pela terceira ou quarta tentativa, não é mesmo ?

É claro que insistir para que seu filho experimente um alimento novo não é uma tarefa das mais fáceis: tem choro, reclamações e muita birra . No entanto, é preciso resistir ! Nascemos com o paladar apurado para o doce. Já, para os demais sabores (azedo, amargo e salgado), é preciso aprendizado .

Essa resistência a alimentos novos não acontece apenas com legumes e verduras. No consultório, quando digo que é preciso dar fígado para a criança, muitas mães fazem uma cara horrorosa, na frente do filho… então , como esperar que a criança coma de bom grado um alimento que os próprios pais abominam?

Isso leva a outro aspecto do problema. Uma travessa de couve, de brócolis ou de alface não vai parar em cima da mesa espontaneamente. Alguém deve comprá-los, lavá-los, cozinhá-los… Preparar verduras e legumes dá trabalho – ainda mais quando os próprios pais não têm o hábito de comer esse tipo de alimento. Lembre-se de que você é o primeiro modelo de comportamento do seu filho. Ele aprende a andar vendo você caminhar, a falar vendo você conversar e a se alimentar observando como – e o quê – você come.

Dicas para seu filho comer melhor

1) Seja um masterchef : invente e saia da rotina. Crie pratos com texturas e sabores diferentes – use e abuse de temperos naturais , como alecrim e manjericão . Fuja da mesmice , do arroz com feijão .

2) A cara da comida às vezes não agrada. Antes de experimentar para ver se o gosto agrada ao paladar, muitas crianças torcem o nariz antes de experimentar. Por isso, vale investir em apresentações criativas para montar pratos coloridos e atraentes.

3) Perceba se o problema não é a comida em si, mas a atenção. Toda refeição vira aquele circo: seu filho que não quer mais comer, se levanta da mesa, você acaba perdendo a cabeça e seu almoço se transforma em uma verdadeira guerra…a hora da comida deve ser prazerosa e nunca um momento de brigas e ameaças .

4) Não tente esconder no prato aquilo que a criança não gosta e por favor , pare com o famoso “sopão”. Nada de tentar camuflar uma rodela de beterraba embaixo do bife ou esconder pedacinhos de couve em meio ao purê como quem não quer nada.

A criança pode ficar desconfiada e ela precisa saber o que está comendo. Uma estratégia totalmente diferente (e bem mais eficaz) é enriquecer receitas com vegetais. Por exemplo, preparar um molho de tomate com diversos legumes batidos no meio ou rechear uma torta de frango com uma porção de legumes. Vale também insistir em diferentes modos de preparo. Se o seu filho não comeu brócolis cozido, tente prepará-lo gratinado, refogado, em forma de purê, em forma de bolinhos, como recheio de uma massa.

5) Criança com fome come .Essa máxima nunca falha. Se quando seu filho estiver realmente com apetite houver escolhas saudáveis disponíveis, ele vai comer. Mas, se ele souber que há sempre um pote de sorvete por perto ou uma mamadeira cheia de leite com chocolate ,você já sabe o que acontece.

Seu filho tem 2 anos e não fala ?

Todo bebê começa a se comunicar com os pais desde os primeiros dias de vida. Embora não fale, ele chora, solta gritinhos e sorri. Até que, por volta de 1 ano de idade, as tão esperadas primeiras palavras aparecem. E qual pai ou mãe não se enche de alegria ao ouvir aquele “mamá” ou “papá”?

Mas e quando isso não ocorre? Será que realmente a fala irá surgir com o tempo? Será que a criança, ao frequentar a escolinha, vai mesmo evoluir com a fala ?

Saber o que é normal e o que não é normal no desenvolvimento da fala e da linguagem pode ajudá-la a entender se há motivo para preocupação ou se seu filho apresenta um desenvolvimento adequado.

O PRIMEIRO ANO DE VIDA


Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais. Surge o famoso “angu“.
Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação. A boca e seus movimentos chamam muito a atenção da criança.

Crianças imitam os pais e reagem as suas brincadeiras

Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.
A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.


ENTRE PRIMEIRO SEGUNDO ANO DE VIDA


Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras.
Compreende a palavra “não” e segue ordens; Combina duas palavras e surgem as primeiras frases; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Identifica partes do corpo.

SINAIS DE ATENÇÃO

E quando devemos nos preocupar? Conheça os principais sinais de atenção de que algo não está dentro do esperado para o desenvolvimento:

• O bebê que não responde aos sons e não vocaliza;

• A criança não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos aos 12 meses;

• Prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses;

• Apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses;

• Não imita a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea;

• Só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva;

• Não consegue seguir instruções e ordens simples ;

O QUE EU FAÇO?

O atraso na fala nem sempre significa que a criança tem uma doença. Mas, é fundamental fazer uma investigação para verificar qual é a causa. Pode ser apenas o tempo da criança ou uma necessidade de estimulação com profissionais.

Segundo a SBP, mesmo que não saibam exatamente o que está ocorrendo, em geral, os pais estão corretos em 80% das vezes. Por isso, é essencial que os pediatras valorizem o relato dos pais.

Dentre as possíveis causas desse atraso no desenvolvimento da fala, estão a dificuldade de audição ou falta de estímulos adequados – como as crianças que ficam muito tempo ligadas nos eletrônicos.

A partir do relato dos pais, médicos e terapeutas poderão fazer uma investigação para identificar o que está causando o atraso na fala. Primeiramente, deverão ser excluídos alguns diagnósticos como o Transtorno do Espectro Autista, deficiência auditiva, déficit intelectual, dificuldades no estímulo da criança e outros fatores ambientais .

Porém, é sempre bom enfatizar: ao perceberem algum atraso, os pais devem procurar ajuda de profissionais da saúde e estimular. É melhor estimular do que esperar.

Perninha torta? Saiba quando você deve se preocupar

Qual a mãe que não fica preocupada quando o seu filho parece um patinho andando ? Aquelas perninhas gorduchinhas e parecendo um alicate?

Até que ponto uma perna torta é normal ou apenas uma herança genética? Criança com a perna torta cai mais? Atrapalha na educação física?

Vamos lá tirar algumas dúvidas

Fases dos desenvolvimento das pernas

Recém nascido até 2 anos

Assim que os bebês conseguem ficar em pé surge a primeira dúvida das mães : a perninha parece um alicate. Realmente as pernas dos bebês são arqueadas , e naturalmente , quando se inicia o desenvolvimento da deambulação (andar) as perninhas vão voltando para o lugar , adquirindo uma posição mais neutra.

Dos 2 a 4 anos

Nesta fase temos a situação inversa : a perna em tesoura . O joelho fica para dentro e os pés mais distantes . Essa fase é temporária e sem a necessidade do uso de palmilhas ou notas ortopédicas.

A partir dos 5 anos

As pernas devem estar alinhadas , sem desvios . Se não for o caso , deve-se seguir uma avaliação com um ortopedista.

Principais deformidades das pernas

Raquitismo

O raquitismo é uma doença que afeta o desenvolvimento dos ossos das crianças, deixando-os amolecidos, frágeis ou com deformações, que causa sintomas como problemas nos dentes, dificuldade para andar e atraso no desenvolvimento e no crescimento da criança.

Esta doença pode ter diversas causas, porém as mais comuns envolvem a carência de vitamina D ou de cálcio, e o seu tratamento é feito através da tomada de suplementos multivitamínicos orientados pelo médico.  As crianças entre 3 a 24 meses são as mais propensas a sofre a deficiência de vitamina D , por isso é fundamental o uso desde o nascimento até 1 a 2 anos de idade , para prevenir a doença.

As pernas ficam arqueadas , sem melhora com a idade , sendo uma deformação permanente e irreversível.

Joelho hiperestendido

Neste caso o joelho fica com um arqueamento para trás , devido uma uma hiperextensão da musculatura e ligamentos . Proporciona curvas bonitas as bailarinas , mas deve ser tratado com fisioterapia para evitar lesões.

Isso acontece devido a uma fraqueza dos músculos da parte de trás , sendo realizado um fortalecimento da panturrilha e alongamento da musculatura da parte da frente da perna .

Atenção!

Em crianças com qualquer deformidade somente em uma perna , ou seja , apenas uma perna está desviada , a criança deve ser levada a um ortopedista. No caso da perna arqueada e do joelho em tesoura comentados anteriormente , sempre a alteração ocorre nas duas pernas .

Luxação congênita de quadril

Nesta doença a cabeça da perna não está adequadamente encaixada no quadril , geralmente somente umas das pernas fica afetada , apresentando um desvio : a perna fica rodada para fora .

Diagnosticada no recém nascido , o tratamento se inicia o mais rápido possível

Se não diagnosticado , pode evoluir com o desvio da perna e encurtamento , com uma perna menor em comparação com a não afetada. Neste caso , o tratamento será cirúrgico e muito mais complexo.

Fica a dica!

Atraso escolar e a deficiência intelectual

A criança com Deficiência Intelectual tem dificuldades para aprender, entender e realizar atividades que são comuns e rotineiras para a maioria das pessoas. Seus sinais podem não ser claros aos pais , mas diante de uma suspeita do pediatra , devem acatar as orientações para uma elucidação diagnóstica precoce .

Fique atento aos sintomas abaixo para que você tenha condições de ajudar algum familiar que possa ter Deficiência Intelectual a tempo de receber um tratamento adequado. Aliás, quanto antes o transtorno for diagnosticado, maiores são as chances de a criança (e o adulto) ter mais qualidade de vida.

1. Atraso no desenvolvimento

A criança que demora para sentar, engatinhar ou falar deve ser investigada. Para isso o pediatra deve estar atento e realizar um acompanhamento rigoroso.

2.Falta de curiosidade

A curiosidade é um traço comum na infância. Crianças que não se envolvem com nada e ficam alheias ao ambiente precisam de uma avaliação.

A criança “boazinha” que fica quietinha no berço ou carrinho nem sempre tem o desenvolvimento adequado.

3.Atraso escolar

A criança apresenta limitações de aprendizado, como para a alfabetização e para a matemática. Os sintomas mais comuns são:

– Confusão no uso de palavras que indicam direção (dentro, fora, em cima/embaixo, direita/esquerda)

– Dificuldade de coordenação motora grossa (tropeça, colide com objetos, cai muito)

– Dificuldade de coordenação motora fina (não pega corretamente o lápis, não sabe usar a tesoura)

– Dificuldade para reconhecer cores, números e letras

– Dificuldade de associar letras a sons

– Dificuldade com sequências (1,2,3…)

– Dificuldade para contar

– Dificuldade para memorizar fatos numéricos (quantos anos tem)

– Dificuldade para aprender cantigas infantis com rimas

– Frases ditas de maneira confusa, com erro de pronúncia das palavras

4. Medo excessivo

Toda criança tem medo. Isso ocorre por estar em um processo de descoberta do mundo. Por isso, o medo nessa fase é normal. Mas, se o medo começa a ser uma constante e interfere no aprendizado, diversão ou em outras atividades é importante investigar.

5. Irritabilidade

É parte do crescimento aprender a controlar as emoções e os impulsos. Quando a irritabilidade machuca outros, causa problemas escolares e familiares é necessário buscar ajuda, antes que o problema se agrave.

TIPOS DE DEFICIÊNCIA

A deficiência intelectual costuma ser classificada em leve, moderada e profunda. Pessoas com uma deficiência intelectual leve podem chegar a realizar tarefas mais complexas e desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação que lhes permite adaptarem-se ao mundo em que vivem.

Sua aprendizagem escolar é mais lenta e, embora possam frequentar classes comuns, precisam de um acompanhamento especial.

As crianças com quadro moderado são capazes de alguma autonomia pessoal e social, mas não chegam a dominar as técnicas de leitura, escrita e cálculo.

Já nos casos mais severos , as crianças têm grandes problemas de comunicação com o meio e são dependentes dos outros em quase todas as atividades.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente é feito uma solicitação da escola , principalmente nos casos leves , por atraso no processo de aprendizagem.

A criança passa a realizar acompanhamento psicológico e neurológico . Aonde é avaliado o Quociente de Inteligência (QI), obtido por testes psicológicos padronizados. Nos casos de deficiência intelectual o QI está situado em 75 pontos ou menos.

EXISTE TRATAMENTO ?

A deficiência intelectual é uma condição irreversível. No entanto, a pessoa comprometida deve receber acompanhamento médico e estimulação de suas capacidades. As limitações existentes podem ser minimizadas por meio da estimulação sistemática de atividades escolares, profissionais e sociais.

Não tenha medo ou vergonha e procure ajuda . Questione , estude , acompanhe e explore o máximo do potencial do seu filho.Fica a dica.

Origami : uma brincadeira que você deve ensinar ao seu filho

Quem nunca fez um barquinho de papel ? O origami é uma arte milenar japonesa amplamente difundida pelo mundo.

A arte consiste em obter representações de seres e objetos por meio das dobraduras de papel. Essa arte vem sendo praticada a séculos e ganhou o mundo devido à sua inventividade e beleza. Também é notável sua grande função terapêutica para quem a pratica, pois exige concentração e ordenação, promovendo, assim, a persistência, disciplina e calma.

Veja 10 vantagens do origami para o desenvolvimento infantil:

1. Desenvolvimento da escrita

Para a execução da dobradura no papel , a criança necessita da coordenação motora fina , ou seja , do domínio motor finos dos dedos , principalmente do polegar e indicador , os mesmos músculos utilizados na escrita .

2. Estímulo a concentração

Concentração é necessária para um origami . Se você não dobrou de forma certa , ou esqueceu algum passo , o seu trabalho será em vão. Existem alguns trabalhos indicando o origami para crianças hiperativas e com problemas de aprendizado , com bons resultados . O trabalho é lúdico e estimulante , perfeito para as crianças nas primeiras séries do ensino fundamental.

Crianças com TDAH, hiperatividade e dislexia têm uma ajuda muito grande no processo de alfabetização quando, por exemplo, produzem, por meio de dobraduras, as letras do alfabeto, gravando melhor a imagem da letrinha em sua mente, uma vez que ele não simplesmente a copiou no caderno, mas a confeccionou.

3. Desenvolvimento da paciência

Sim , falta muito hoje em dia ! Nossa vida agitada priva as crianças de atividades de menor intensidade , como desenhar e dobrar umas folhinhas de papel …

Mesmo seguindo os passos das dobras, a criança, vez ou outra, vai se confundir e a figura não sairá como esperado. Isso é natural e exigirá persistência e perseverança para começar de novo.

4. Possui efeito calmante

… de acalmar , relaxar a mente . Adultos e idosos praticam a técnica como forma de relaxamento . Afinal quem não gosta de ver um trabalho bem feito no papel ?

5. Ensino da matemática

O origami frequentemente envolve instruções como para cima, para baixo, direita, esquerda, meio, para frente, para trás, além de “forme um triângulo”, “forme um retângulo”, “divida o papel em duas partes”.Com as dobraduras ensinamos muitas figuras geométricas , proporção , números , uma grande aplicação da matemática . As figuras passam a ter movimento , um quadrado se transforma em um triângulo só com uma dobra !

6. Criatividade

Não há estímulo somente pela formação da figura desejada , mas também podem ser utilizadas em um contexto maior , como nas histórias formadas pelos personagens de papel . São infinitas aplicações .💗

7. Valor do trabalho

O ato de fabricar, produzir, criar e confeccionar suas próprias coisas faz com que a criança entenda o objetivo e função do trabalho. No caso, ela se manterá empenhada em uma atividade, começará de novo caso erre alguma instrução e insistirá até obter a dobradura que escolheu fazer. Depois, desfrutará de seu esforço, ou seja, brincará com uma figura que ela própria confeccionou.

8. Satisfação pessoal

Obter um animalzinho, uma florzinha ou um objeto de papel por suas próprias mãos fará com que a criança sinta uma satisfação pessoal muito grande e se sinta capaz de exercer outras atividades mais complexas.Melhora a auto estima de qualquer um.

9. Ativação da memória

Ao seguir as instruções todas as vezes em que for realizar determinada dobradura, a criança acabará por decorar as instruções, o que colocará sua memória à prova.

10. Diminui o uso de eletrônicos

Tem muita coisa divertida além do vídeo game e do tablet! Passar um tempo junto do seu filho também pode ser uma atividade prazerosa e estimulante !Fica a dica!