Como descobrir se meu filho é alérgico ?

Hoje, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia , cerca de 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia, sendo a maior parte dos diagnósticos de alergia do tipo respiratória ou alimentar.

Descobrir a causa nem sempre é uma tarefa fácil . Não existe um único exame capaz de detectar e diagnosticar o alergeno ( substância que provoca a alergia ) , por isso uma boa observação dos pais é fundamental . As respostas imunológicas, entretanto, nem sempre são óbvias. Quando uma pessoa alérgica a cosméticos usa esmalte, por exemplo, a reação não vai aparecer na unha, mas no pescoço e nas pálpebras , por exemplo .

Em geral, as reações podem ser bem diversas: tosse , nariz entupido , manchas, inflamações, coceira, inchaços, bolhas, descamação da pele e urticária em qualquer parte do corpo — em casos mais graves, é possível que ocorra um choque anafilático, o que pode até levar à morte.

Descobrindo a causa

Os sintomas das reações alérgicas variam de organismo para organismo, ou seja, enquanto alguém pode reagir à ingestão de camarão com inchaços e coceira, outra pessoa pode apresentar falta de ar. O tempo de reação também varia. Os sintomas podem ocorrer em segundos, minutos, horas ou até mais tempo, por isso é preciso ficar atento.

Grande parte das alergias se dá por conta de dois agentes principais: proteínas específicas ( leite de vaca e ovo ) nos casos alimentares; e ácaros, nos respiratórios. Vale lembrar que o causador da reação alérgica não é o microrganismo em si, mas os anticorpos que o nosso próprio corpo cria para se defender.

Alergias respiratórias

Ao surgimento dos sintomas , faça um recordatório dos últimos dias . Procure lembrar atividades diferentes , que saíram da rotina : foi na casa da avó que tem cachorro ? Mudou de casa ? Trocou o cobertor ? Isso ajuda muito na pesquisa das alergias respiratórias. Quadros de tosse ou nariz congestionado , sem sintomas gripais , podem começar de uma hora para outra e persistirem apesar das medicações utilizadas .

Principais alergenos :

• ácaros : troque travesseiros , use edredom. Não tenha bichos de pelúcia , carpetes, tapetes e cortinas em casa . Use produtos para eliminar ácaros;

• produtos de limpeza e maquiagem ;

• pó e poeira : evite usar ventilador e limpeza da casa com vassouras . Utilize aspirador de pó com pano úmido e limpe as pás dos ventiladores com frequência .

Alergias alimentares

O leite de vaca, soja, amendoim, ovo, castanhas, trigo, peixes e frutos do mar são responsáveis por 90% das alergias. Mas atenção ! Alguns produtos podem não ser associados com a urticária , mas após uma boa análise , é comum os pais identificarem estes alimentos no recordatório. Por exemplo : barra de cereais ( contém uma grande variedade de grãos , como as castanhas ) , bolos ( nozes , amêndoas, leite e ovos ) , nutella ( castanhas , cacau e leite ) .

Seu filho apresentou uma reação alérgica ? Lembre-se das últimas refeições e se você identificar algum alimento , ofereça novamente e observe possíveis reações .

Nas reações mais graves , procure um alergologista para uma investigação mais ampla e não faça testes caseiros .

Alimentos naturais como kiwi e tomate podem provocar alergia , mas os produtos industrializados estão mais associados com urticárias , devido a presença de corantes e estabilizantes . Após uma crise alérgica , retire tudo que seja artificial , mesmo que a criança já tenha comido anteriormente.

Não seria melhor fazer exames de alergia ?

Segundo os especialistas , exames de pele e sangue podem e devem ser usados para:

• Confirmar uma suspeita de alergia após observadas reações clínicas sugestivas. Por exemplo, crianças com asma moderada a grave devem ser testadas para pólen, mofo, pelos de animais, baratas, ratos e ácaros

• Monitorar a evolução de alergias alimentares estabelecidas por testes periódicos. Medir os níveis de anticorpos pode determinar se alguém ainda é alérgico ou não

• Confirmar alergia a veneno de insetos após uma picada que cause choque anafilático – reação alérgica com risco de vida, em que há dificuldade para respirar, tontura e urticária

• Determinar alergias a vacinas (apenas por testes cutâneos)

Por outro lado, testes de pele e sangue NÃO deve ser indicados:

• Para procurar alergias em crianças e adultos sem sintomas

• Em crianças com histórico de reações alérgicas a alimentos específicos. Nesse caso, o teste não acrescenta valor diagnóstico

• Para testar alergia a medicamentos. Geralmente, os exames de sangue e pele não detectam anticorpos aos remédios.

Criança pode comer carne de porco?

A carne de porco é vista, muitas vezes, como uma carne gordurosa e que pode transmitir doenças. Mas isso mudou muito .

Acredite, a carne de porco é muito saudável! A dieta dos rebanhos se tornou mais balanceada , sem as famosas lavagens . Os porcos comem ração de milho e farelo de soja, com vitaminas e minerais. Graças a esta mudança , a carne suína ganhou teores mais brandos de gordura e uma porção de micronutrientes vantajosos ao corpo humano.

Muito além do sabor e da textura marcantes, a carne de porco possui vitaminas, potássio, zinco e ferro. As vitaminas do complexo B melhoram as atividades cerebrais, enquanto o potássio regula a pressão e o zinco fortalece as defesas imunológicas.

Atualmente, o nível de colesterol contido na carne de um suíno é semelhante às outras carnes (bovinos e aves) e está perfeitamente adequado às exigências do consumidor. É importante saber que a quantidade de colesterol não está diretamente relacionada à quantidade de gordura.

Um exemplo claro disso é o camarão, que apesar de ter menos gordura do que o suíno, apresenta taxas maiores de colesterol – de 97 a 164 mg/100g, enquanto a carne suína tem entre 56 e 97 mg/100g de colesterol.Outro exemplo: O nível de gordura em 100g lombo cozido é de aproximadamente 6,7g, enquanto em 100g de filé mignon cozido chega a 10g

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a carne suína é uma excelente opção por ser uma fonte de ferro e maior custo / benefício do que as outras carnes disponíveis no mercado. Os especialistas recomendam que a proteína seja preparada em porções menores, moída ou desfiada, e com temperos naturais.

Pode ser inserida na dieta durante a introdução alimentar , a partir do sétimo mês de vida .

E a doença do verme do porco?

A neurocisticercose é uma doença muito comum que ataca o cérebro e causa infecção no sistema nervoso central. Conhecido popularmente como “bicho do porco”, é uma infecção causada pela forma cística da Tênia do porco, a Taenia solium, que ataca o sistema nervoso central (SNC). A doença, no entanto, é erroneamente associada exclusivamente ao consumo de carne suína mal preparada. Na verdade, este tipo de carne ou qualquer alimento contaminado e mal preparado pode ser um transmissor dos vermes causadores da doença.

A contaminação do porco ocorre quando ele come fezes de um ser humano infectado.Com a melhoria nas condições de higiene do animal , sendo mantido em local fechado e alimentado com ração , o risco da transmissão da doença é muito reduzido.

Mesmo assim, a recomendação é sempre consumir a carne bem cozida (preparada acima dos 71ºC) e, de preferência, comprar cortes certificados e de origem controlada .

Qual parte da carne de porco e mais saudável?

Nem todos os cortes suínos fazem bem a saúde. Dê preferência ao lombo , que é a parte mais magra do animal Esse corte pode ser consumido até duas vezes por semana.

Já os embutidos, como salames , linguiças e o toucinho devem ser evitados. As carnes embutidas estão associadas a maior incidência de câncer de intestino e provocam mais alergia , devido ao uso de corantes e conservantes . São mais calóricas e possuem um alto teor de gorduras , podendo elevar o colesterol e a obesidade.

Fica a dica !

Anemia não tratada vira leucemia?

A anemia é frequente na infância.Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) , em países em desenvolvimento mais de 50% das crianças menores de 4 anos apresentam deficiência de ferro.

Mais comum entre crianças de 9 meses a 2 anos de idade, pode levar a sintomas como falta de apetite , palidez , sonolência excessiva .A causa mais comum é a anemia por falta de ferro .

A infância é uma época em que se faz a introdução da dieta da família .Muitas vezes essa fase de transição não é “bem aceita” pela criança, simplesmente porque é uma questão de aprendizado, e os pais, por inexperiência ou falta de orientação adequada, interpretam como a criança não gostando dos novos alimentos e deixam de insistir na oferta de alimentos saudáveis justamente numa fase da vida em que eles são tão essenciais.Oferecer alimentos saudáveis nem sempre é fácil.

Quais são os tipos de anemia?

Anemia ferropriva

Causada por uma concentração baixa de ferro nas hemoglobinas é a anemia mais comum na infância . Geralmente, a condição é desencadeada pela baixa ingesta de alimentos que possuem ferro como ovos, carne vermelha ou vegetais de coloração verde escura como o espinafre, além de leguminosas como o feijão e a soja.

Muitas crianças apresentam deficiência de ferro mesmo com uma boa alimentação. O que pode estar ocorrendo é a ingestão de leite e derivados após as refeições : um almoço rico em ferro será aniquilado se logo após a criança for alimentada com leite , materno ou não . O leite bloqueia a absorção de ferro!

O tratamento indicado para esse tipo de anemia é a reposição do ferro sob orientação médica.

Anemia megaloblástica

Este tipo da doença pode ser acarretada pela deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico, devido a carência da ingestão de alimentos ricos nessas duas substâncias como carnes, ovos, leite e seus derivados, leguminosas como lentilha e feijão-preto, além de vegetais de cor verde escuro, como o espinafre. Comum em dietas restritivas e vegetarianas.

As formas mais comuns de tratamento são, além da reeducação nutricional, a administração de medicamentos para repor os níveis de ácido fólico e da vitamina B12.

Anemia falciforme

Assim como as anemias hemolíticas, a falciforme também é hereditária. Os exames capazes de identificar a condição são o teste do pezinho e a  eletroforese de hemoglobina.

Traço falciforme não é doença! Trata-se somente de uma condição genética que irá determinar se a próxima geração terá ou não chance de filhos com a doença. Exemplo : pessoa com traço falciforme casada com outra pessoa também traço falciforme tem 25% de chance de filho com anemia falciforme.

Mas anemia vira leucemia?

Não. Anemia não vira leucemia . Leucemia é um câncer que afeta a produção de várias células no sangue , inclusive das células vermelhas .O que acontece é que um dos primeiros sinais da leucemia é a anemia , mas nesta doença , todas as células sanguíneas estarão afetadas e ao exame , a criança apresentará mais sinais .

Quais alimentos devo dar ou não para evitar ou tratar de anemia?

A anemia pode ser evitada desde o nascimento. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses supre a necessidade de ferro do bebê, porque o mineral presente no leite da mãe é bem aproveitado pelo organismo. Se você não puder amamentar, peça ao pediatra que receite uma fórmula – todas têm um aporte extra de ferro. O erro é dar à criança leite de vaca integral nos primeiros anos, porque ele é pobre no mineral.

Depois da introdução de alimentos sólidos, ofereça ao seu filho carne vermelha, caldo de feijão e verduras escuras, como brócolis e rúcula. Essas são ótimas fontes de ferro! Uma dica é combinar tudo com vitamina C, que facilita a absorção do nutriente pelo organismo. Pode ser uma fruta ou um suco de morango, laranja, mexerica . Mas sirva na hora, porque a vitamina se perde rapidamente em contato com o oxigênio e a temperatura ambiente.

O leite de vaca consumido em excesso não dá anemia . O que ocorre nestes casos é que o leite bloqueia a absorção de ferro se ingerido logo após as refeições , como almoço e jantar. Uma dieta rica em leite também geralmente tem poucos nutrientes : uma criança que mama muito , come pouco e com baixa qualidade .

Fica a dica.

Meu filho parou de comer. E agora?

Aquele bebezão que comia de tudo agora com 2 aninhos não quer mais saber de comer direito ? Rejeita tudo e você já apelou para a vitamina e até o Biotônico mas nada parece dar certo?

Fique tranquila. É só mais uma fase!

Entre 1 e 5 anos de idade muitas crianças apresentam um ganho de peso de somente 2 a 3 quilos por ano mesmo tendo ganho cerca de 7 a 8 quilos no primeiro ano de vida. E por isso parece que seu filho nunca sai dos “13kg” .

Isso ocorrer porque, uma vez que elas não crescem tão rápido nesta fase , a necessidade de calorias é menor e por isso aparentam ter uma diminuição do apetite. Sim, aparentam, porque na verdade , elas estão comendo o suficiente.

E não adianta apelar para o remédio de apetite ou vitamina : a quantidade que uma criança decide comer é determinada pelo centro de apetite no cérebro portanto, comem a quantidade necessária para o crescimento e gastos.

Confie no centro do apetite de seu filho. A razão mais comum para algumas crianças aparentarem não sentir fome é que a oferta de snacks , mamadeira e guloseimas é tanta que nunca sentem realmente fome. Por isso é tão importante mater as refeições em horários definidos, a cada 3 hs .

Ofereça a seu filho duas guloseimas nutritivas por dia, no máximo, e somente se ele pedir. Se seu filho sente sede no intervalo das refeições dê água para aliviar a sede e não suco ou mamadeira . Limite a ingestão de sucos para no máximo 200 ml por dia e deixe seu filho uma ou duas refeições sem comer, caso deseje, então observe o retorno do apetite. Perder uma refeição nãoéo fim do mundo.

VAMOS PARA MAIS DICAS ( E QUE FUNCIONAM MUITO MAIS DO QUE QUALQUER REMÉDIO)

• Não brigue ou ameace . O tempo das refeições deve ser agradável e não uma guerra.

• Deixe comer com a mão e fazer sujeira a vontade: comece a oferecer alimentos na mão de seu filho aos 6 ou 8 meses de idade, tais como frutas, biscoitos, legumes que permitem que se alimente, mesmo antes de ser capaz de usar uma colher. O erro mais comum é pegar a colher ou garfo da criança e tentar colocar comida na boca dela e as vezes sob ameaça.

Limite a ingestão de leite a cerca de 500 ml por dia : leite é tão calórico quanto a maioria dos alimentos sólidos. Beber leite demais pode suprimir o apetite, principalmente se oferecido próximo ao horário do almoço e jantar

Sirva pequenas porções , bem menores do que aquelas que o seu filho irá comer : o apetite de seu filho é suprimido se for servido mais do que ele é capaz de comer ( estranho não é mesmo ?). Se servir a seu filho uma pequena quantidade de alimento em um prato grande é mais provável que ele termine de comer e tenha um sentimento de cumprimento do dever. Se quiser mais comida, espere que peça.

Torne o horário das refeições agradável : atraia seu filho para conversas durante a refeição. Evite a transformação da hora das refeições em momentos de discussão ou em uma sessão de tablets e celulares.

Não prolongue o horário da refeição : bastam 40 minutos de espera. Não force a se sentar à mesa após toda a família já ter se alimentado.

Por que NÃO devemos dar Miojo Lamen as crianças ?

O sal na dieta aliado a baixa prática de atividade física , virou uma verdadeira “bomba-relógio” para a saúde das crianças .Na prática do consultório eu tenho presenciado um número cada vez maior de crianças e adolescentes com pressão alta . E isso realmente é preocupante !De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia , cerca de 10% das crianças e adolescentes têm pressão alta.

Você sabia que até o sorvete de chocolate tem sal? Sim! Não é preciso ter um gosto salgado para ser composto com esse ingrediente, introduzido na culinária pelo seu potencial de conservação . Esse é o chamado sódio oculto.

Meu filho adora Miojo, faz mal para saúde doutora?

Em muitos lares , o macarrão instantâneo ( Miojo Lamen) faz parte das refeições das crianças . Mas o que muito pais não sabem , é que ele pode sim, fazer muito mal à saúde .

Exames feitos com 10 marcas de “miojos” brasileiras mostrou que a maioria delas possuía mais sódio nos pacotinhos de tempero do que o necessário para um adulto no dia inteiro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a ingestão máxima de sal por dia deve ser de apenas 4 gramas por dia, o que equivale a uma colher rasa de café e cada embalagem de macarrão instantâneo traz pelo menos o dobro deste valor.

Ah , doutora ! Mas eu não uso o tempero , só o macarrão …

Embora a maior parte do sódio esteja no tempero pronto o próprio macarrão não é uma opção saudável e por isso a refeição apesar de rápida está cheia de aditivos, corantes artificiais e toxinas, como glutamato monossódico que prejudicam a saúde, à longo prazo.

O miojo é um alimento pobre em fibras e proteínas . Contém glutamato ( para realçar o sabor ) que está associado a alguns tipos de câncer e gordura hidrogenada , que pode levar a deposição de gordura nos vasos sanguíneos , elevando a incidência de infarto e derrames .

Opções rápidas e saudáveis podem ser realizadas com o macarrão comum , a base de farinha de trigo , com legumes .

Sintomas de excesso de sódio

O sal colabora para a retenção de líquidos no corpo e promove aumento da pressão . São doenças “silenciosas” – com pouco sintoma no início – o que prejudica o diagnóstico e o tratamento.

Para identificar o que acontece se comer muito sal, basta prestar atenção aos sinais do corpo: inchaço nas pernas, mãos e tornozelos, falta de ar, dores ao caminhar, pressão alta e retenção urinária.

Seja o exemplo

O conselho é dar preferência a alimentos não industrializados, que possuem uma menor número quantidade de sódio .O ideal é que, no preparo da refeição, não se adicione pouco sal.Se a criança é acostumada a refeições salgadas, seu paladar vai se adaptar a esse padrão.

A orientação para os pais é retardar e reduzir a oferta dos industrializados à meninada, tirar o saleiro da mesa e servir de modelo. São medidas que contribuem para criar um garoto que não vai depender tanto das pitadas de sódio para sentir prazer à mesa .

Incentivar um estilo de vida saudável e funcional entre todos os membros da família faz com que a criança perceba, por meio do exemplo, a importância de se preocupar com a própria saúde. Monitorar o ganho de peso, manter-se sempre dentro do peso ideal, praticar atividades físicas, consumir alimentos sem excesso de sal e gordura são alguns hábitos que garantem uma vida mais saudável, tanto para crianças quanto para adultos.

5 super dicas

1 .Evite comer fora com frequência, porque é impossível saber a quantidade de sal contida nos alimentos preparados nos restaurantes.

2- Não libere refrigerantes e outras bebidas doces diariamente. Restrinja o consumo a ocasiões especiais.

3- Toda criança adora salgadinho. Para não privá-las deste prazer, compre um pacote de vez em quando e divida-o para a semana toda. Assim, seu filho mata a vontade sem prejudicar a saúde.

4- Use a criatividade na hora de temperar os alimentos. Em vez do sal, invista em ervas e outros condimentos naturais, como o limão, por exemplo.

5- Se for fazer um lanche rápido para as crianças, evite os embutidos, como salsicha, presunto e hambúrguer. Prefira sempre o pão integral, que contém menos sódio, e aproveite para incluir alimentos que tenham valor nutricional, como alface, tomate, ovo cozido e algum queijo magro.

Fica a dica .

5 alimentos indispensáveis para alimentação do seu filho

Existem alimentos que são indispensáveis na dieta do seu filho .

1. Peixe

O peixe pode fazer parte do cardápio do seu bebê já nessa fase. Essa é uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Se você está preocupado com os riscos de alergias, a recomendação dos especialistas é que essa proteína seja oferecida aos poucos. Isso porque, caso a criança apresente alguma reação, fica mais fácil identificar o que causou o problema.

Com relação às espinhas, o ideal é escolher os peixes que têm poucas ou que não as tenham, como cação, linguado ou badejo. Se não for possível, deve-se retirá-las com cuidado e atenção, e sempre checar mais uma vez antes de oferecer ao bebê.

As chances de ter um sono de qualidade e um QI mais alto são maiores para as crianças que consomem peixe ao menos uma vez na semana, aponta estudo recente da Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA).

2. Ovo

A ciência afirma: o ovo é, sim, benéfico à saúde. É um dos alimentos mais nutritivos da natureza e excelente fonte de proteínas de alta qualidade. É um alimento quase perfeito: possui 13 vitaminas essenciais, minerais, proteínas de alta qualidade, gorduras insaturadas (saudáveis) e antioxidantes, e todos os nove aminoácidos fundamentais ao bom funcionamento do organismo, com apenas 70 calorias (um ovo cozido).

Deve ser oferecido a partir do sétimo mês , com a introdução da papa salgada , clara e gema e de preferência cozido e com a gema bem durinha.

Ovo de codorna é tão nutritivo e benéfico à saúde como o de galinha. No entanto, esses pequenos ovos possuem mais colesterol, considerando-se a mesma quantidade. Cinco ovos de codorna equivalem a um ovo de galinha.

3. Abacate

O abacate é um excelente alimento para ser oferecido aos bebês, principalmente durante o período da introdução alimentar.Fonte de vitaminas A, C e E, possui uma gordura muito boa que diminui o colesterol ruim (LDL), ajudando a reduzir a glicose no organismo.

Você pode misturar o abacate com outras frutas ou oferecer ele puro, mas sempre sem açúcar.Por ser rico em fibras, o abacate ajuda a regular o trânsito intestinal naturalmente, limpando e garantindo que o bebê não sinta dores por não conseguir evacuar normalmente.

É mais simples (e milhões de vezes mais nutritivo) do que oferecer uma papinha industrializada. Basta descascar, amassar e servir.

4. Brócolis

Muitos pais ainda não conhecem os benefícios do brócolis para crianças. Trata-se de um dos alimentos mais recomendados para complementar sua nutrição. É uma fonte importante de vitaminas, minerais, fibra e outros nutrientes chave para o desenvolvimento das crianças.

É um grande aliado do sistema imunológico, pois ajuda a reforçar as defesas para evitar doenças. Possui uma grande quantidade de fibras , melhorando o trânsito intestinal e uma grande quantidade de ferro , atuando na prevenção de anemias .

Adicionar brócolis na dieta infantil pode apoiar o processo de crescimento e fortalecimento dos ossos. A combinação de cálcio, magnésio e zinco que este vegetal oferece age de forma direta sobre a estrutura óssea, o que diminui o risco de fraturas.

5. Mel

O mel é o melhor remédio para a tosse. Isso é o que diz os estudos. Os cientistas dizem que os componentes encontrados no mel e reconhecidos pelas suas propriedades terapêuticas, matam micróbios e agem como antissépticos e antioxidantes.

O alimento também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de microorganismos benéficos. Por ser rico em carboidratos e açúcar, ele é ótima fonte de energia.

Lactobacilos x imunidade

Certamente você já ouviu falar sobre lactobacilos vivos, porém você sabe o que eles são? Basicamente são um gênero de bactérias benignas ao nosso organismo. Além disso, eles são muito importantes para o bom funcionamento do sistema digestivo.

Esses microorganismos vivos agem na flora intestinal e ajudam na absorção dos nutrientes . Eles melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro.

Alimentos como iogurte, queijo fresco , coalhada e kefir contêm lactobacilos vivos, os mesmos do leite fermentado, mas em quantidades diferentes .

Eles impedem a multiplicação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão e fortalecem o sistema imunológico. Além disso, eles podem combater as substâncias tóxicas e causadoras do câncer.

Principais alimentos com lactobacilos

Iogurte

Quando o assunto são probióticos, o leite fermentado por bactérias, mais conhecido como iogurte, é um dos alimentos mais lembrados. Ele possui, em geral, dois tipos de lactobacilos vivos: o Lactobacillus bulgarius e o Streptococus thermophilus.

Kefir

Parece um iogurte, mas há diferenças no sabor e na consistência. O kefir pode ser comprado ou feito em casa. Ele é obtido através da mistura dos grãos de kefir (compostos por bactérias e leveduras) com uma bebida, leite ou água .

Leite fermentado

Qual criança resiste ao sabor azedinho de um leite fermentado ? É um leite que sofre fermentação de bactérias –geralmente lactobacilos. Além de conter micro-organismos benéficos para o intestino, o alimento é fonte de proteínas e cálcio, nutrientes presentes no leite. Vale lembrar que o kefir também é um tipo de leite fermentado. 

Lactobacilos são todos iguais?

Não .Os lactobacilos recebem este nome porque vivem no leite , mas há varias espécies de deles : no Yakult temos o L. Casei Shirota , já no Actimel o L.Casei Danone . Ambos são criados em laboratórios e modificados geneticamente para sobreviver a acidez no estômago e viver no intestino do ser humano.

Existem os lactobacilos presentes nas medicações para diarreia ou cólicas , como o Lactobacillus reuteri , Lactobacillus rhamnosus GG (LGG) e o Saccharomyces boulardii . Amplamente utilizados na Pediatria , não possuem efeitos colaterais e auxiliam sim , na imunidade .

O Lactobacillus reuteri , por exemplo , produz a reteurina , uma substância antimicrobiana que mata as bactérias invasoras .

Entretanto , a melhor forma de aumentar as nossas bactérias do “bem” não é recorrer ao uso de medicações ou fórmulas de manipulação , mas sim através dos alimentos .

Somente através de uma dieta rica em frutas e verduras é que os lactobacilos destes alimentos irão se proliferar e colaborar com a nossa saúde .

Fica a dica .

Comer doce dá anemia?

Não existe um pediatra no mundo que não tenha ouvido esta reclamação :” Meu filho só quer saber de doce”. E isso acontece por que ?

Infelizmente não existe uma medicação que faça o doce se tornar amargo , somente um bom feitiço! Os doces são feitos para serem saborosos , irresistíveis e dar aquela vontade de quero mais . Às vezes os pais associam essa vontade com alguma doenças , vamos ver o que é verdade ou mito?

Verdade ou mito?

1. Comer doce dá anemia ?

Mito. Chocolate , sorvete , sobremesas não dão anemia . O que acontece é a troca de alimentos saudáveis , uma maçã por um pudim , por exemplo. A criança que tem pouca variedade de frutas e verduras com certeza irá desenvolver alguma deficiência nutricional.

2. Muito doce leva a diabetes ?

Talvez. O diabetes é uma doença aonde a enzima que digere o açúcar , a insulina , está em falta ou com um nível baixo . Com isso , a taxa de açúcar , ou glicose , se eleva e o organismo passa a sofrer : bebemos mais água , aumenta a vontade de fazer xixi e perda de peso. Se você come um doce a taxa de glicose também aumenta , mas a insulina entra em ação e logo volta ao nível normal. É assim com todo alimento .

O que acontece é que a pessoa que come muito doce geralmente é obesa e o aumento da gordura corporal dificulta a ação da insulina , levando ao diabetes , tipo 2. Por isso algumas pessoas associam doce com diabetes .

3. Vontade de doce é verme ?

Mito. As verminoses têm fama de causarem diversos sintomas : mancha na pele , ranger os dentes à noite e vontade de comer doce . Ah , se uma lombriga tivesse tanto poder!

Crianças com verminoses tem carências nutricionais , porque uma parte dos alimentos que ela come ,vai para o parasita no intestino. Isso pode levar a anemia , que dá vontade de comer coisas estranhas ( reboco de parede , tijolo, terra) , mas não de doce.

4. Vitamina aumenta apetite para doce ?

Talvez. Os remédios para abrir o apetite e as vitaminas aumentam a fome para qualquer alimento, não somente para sobremesas. Criança que come mal , toma remédio para aumentar a fome e continua a se alimentar de forma inadequada . Hábito saudável se adquire com paciência e persistência , não com um toque mágico de alguma medicação.

5. Vontade de comer doce é ansiedade?

Verdade. Quando você come algo açucarado , o organismo libera substâncias que dão uma sensação de prazer. O problema é quando isso vira uma “muleta” para os problemas do dia a dia , e se torna um vício…

Açúcar faz mal?

O açúcar, que está presente nos doces, não faz mal. Ele é, inclusive, importante para a produção de energia para o corpo. Ele está presente nas frutas, no leite, no mel.Mas qualquer substância, quando consumida em excesso faz mal.

O problema é que quando tem glicose demais, o corpo não consome tudo. Daí essa sobra vira gordura a fica acumulada no organismo, causando doenças no coração, obesidade, pressão alta, entre outras.Além disso, nas crianças, o excesso de doces pode causar hiperatividade, ansiedade, dificuldade de concentração e irritabilidade.

E ainda: se não escovar bem os dentinhos, causa cáries. Isso porque quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, que se forma nos dentes, eles produzem  ácidos que destróem os minerais do dente. Assim, os dentes ficam fracos e mais expostos à cárie.

O que fazer?

Em primeiro lugar é preciso investir na comida de verdade, voltar para os conceitos básicos de alimentação. Coma a cada 3 horas e coloque uma fruta em cada refeição, pois elas ajudam a regular a nossa compulsão por doces; coma cereais, leguminosas, frutas, verduras e legumes no almoço e no jantar, para ter acesso a todos os nutrientes que o organismo precisa e tome muita água ao longo do dia, ela ajuda a oxigenar o cérebro e fazer com que ele capte mais glicose. Inclua na sua rotina alimentos como abacate, batata doce, linhaça e chia, eles ajudam a regular a liberação de energia.

Por último o mais difícil, evite comer açúcar. Parece estranho mas quanto mais se come açúcar, mais necessidade o organismo sente dele.

O açúcar derruba os níveis de cromo, um mineral determinante para a ação da insulina, cuja falta gera um enorme desejo por doces. A opção para aqueles que querem diminuir o açúcar sem cortar os doces, é procurar fazer doces sem açúcar. Em casa dá pra fazer frutas como banana, maçã, pêra ou abacaxi cozidas com mel e/ou canela, na rua dá pra levar bananadas prontas e sem açúcar, que se encontra facilmente nos mercados. Só não substitua o açúcar pelos adoçantes artificiais porque eles podem conter aspartame, sacarina sódica ou sucralose, que também podem aumentar a resistência à insulina.

Fica a dica.

Por que o “sopão da mamãe “ não é uma boa ideia ?

Você sabia que cerca de 90% das crianças não cumprem as recomendações diárias de consumo de vegetais nos Estados Unidos? E não Brasil isso também não é muito diferente .

Apesar de alguns pais acreditaram no “poder” dos remédios para aumentar o apetite , este tipo de medicação não faz mágica : uma refeição de qualidade necessita de verduras e folhas !

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que é necessário ingerir pelo menos 400 gramas de verduras todos os dias.

Muitos pais dizem que os filhos não gostam de comer verduras e legumes, mas não existe segredo para inserir estes itens com sucesso no menu dos pequenos. A melhor maneira de implantar na criança o gosto pela alimentação saudável é oferecer e expor esse tipo de comida o tempo todo e estimular o contato o quanto antes , como nas primeiras papinhas .

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que, a partir dos 6 meses de idade, período exclusivo de aleitamento materno, sejam introduzidos novos alimentos na dieta do bebê, em forma de papas e sopinhas. Primeiro, vêm as frutas e, depois, as verduras e legumes. Muitas vezes, ao primeiro sinal de rejeição da criança, os pais voltam atrás. 

Na aflição de o filho não comer, os pais desistem de oferecer o ‘alimento novo’ e dão a opção que sabem que o filho aceita, como o leite ou mamadeira. Esse comportamento reforça à criança que ela não precisa dos novos sabores.

Os especialistas da American Society for Nutrition recomendam que as crianças provem o mesmo alimento pelo menos entre 8 e 12 vezes antes de dizerem que não gostam. No entanto, a maioria dos pais desiste lá pela terceira ou quarta tentativa, não é mesmo ?

É claro que insistir para que seu filho experimente um alimento novo não é uma tarefa das mais fáceis: tem choro, reclamações e muita birra . No entanto, é preciso resistir ! Nascemos com o paladar apurado para o doce. Já, para os demais sabores (azedo, amargo e salgado), é preciso aprendizado .

Essa resistência a alimentos novos não acontece apenas com legumes e verduras. No consultório, quando digo que é preciso dar fígado para a criança, muitas mães fazem uma cara horrorosa, na frente do filho… então , como esperar que a criança coma de bom grado um alimento que os próprios pais abominam?

Isso leva a outro aspecto do problema. Uma travessa de couve, de brócolis ou de alface não vai parar em cima da mesa espontaneamente. Alguém deve comprá-los, lavá-los, cozinhá-los… Preparar verduras e legumes dá trabalho – ainda mais quando os próprios pais não têm o hábito de comer esse tipo de alimento. Lembre-se de que você é o primeiro modelo de comportamento do seu filho. Ele aprende a andar vendo você caminhar, a falar vendo você conversar e a se alimentar observando como – e o quê – você come.

Dicas para seu filho comer melhor

1) Seja um masterchef : invente e saia da rotina. Crie pratos com texturas e sabores diferentes – use e abuse de temperos naturais , como alecrim e manjericão . Fuja da mesmice , do arroz com feijão .

2) A cara da comida às vezes não agrada. Antes de experimentar para ver se o gosto agrada ao paladar, muitas crianças torcem o nariz antes de experimentar. Por isso, vale investir em apresentações criativas para montar pratos coloridos e atraentes.

3) Perceba se o problema não é a comida em si, mas a atenção. Toda refeição vira aquele circo: seu filho que não quer mais comer, se levanta da mesa, você acaba perdendo a cabeça e seu almoço se transforma em uma verdadeira guerra…a hora da comida deve ser prazerosa e nunca um momento de brigas e ameaças .

4) Não tente esconder no prato aquilo que a criança não gosta e por favor , pare com o famoso “sopão”. Nada de tentar camuflar uma rodela de beterraba embaixo do bife ou esconder pedacinhos de couve em meio ao purê como quem não quer nada.

A criança pode ficar desconfiada e ela precisa saber o que está comendo. Uma estratégia totalmente diferente (e bem mais eficaz) é enriquecer receitas com vegetais. Por exemplo, preparar um molho de tomate com diversos legumes batidos no meio ou rechear uma torta de frango com uma porção de legumes. Vale também insistir em diferentes modos de preparo. Se o seu filho não comeu brócolis cozido, tente prepará-lo gratinado, refogado, em forma de purê, em forma de bolinhos, como recheio de uma massa.

5) Criança com fome come .Essa máxima nunca falha. Se quando seu filho estiver realmente com apetite houver escolhas saudáveis disponíveis, ele vai comer. Mas, se ele souber que há sempre um pote de sorvete por perto ou uma mamadeira cheia de leite com chocolate ,você já sabe o que acontece.

Bicarbonato elimina 96% dos agrotóxicos nas frutas

Já que nem sempre é possível comprar alimentos orgânicos, uma pesquisa recente mostrou uma alternativa simples e eficaz para retirar agrotóxicos de frutas: o bicarbonato. E seu uso não precisa ser restrito às frutas. Ele também serve para limpar os agrotóxicos de legumes e verduras.

De acordo com a pesquisa, o bicarbonato foi capaz de remover 96% dos agrotóxicos da casca de uma maçã .

Pode ser utilizado até para frutas menores e sem casca , como os morangos e amoras : basta mergulhá-las em uma tigela com água e bicarbonato de sódio, 1 colher de sopa por litro d’água. Deixe de molho por 15 minutos. Enxáque-as bem e se necessário, enxugue-as.

Os agrotóxicos , quando usado além dos níveis permitidos pela legislação, podem provocar tumores, câncer, problemas no fígado, rins e sistema nervoso. Contudo, essa não deve ser a única preocupação quando se fala da limpeza de frutas, verduras e legumes. Todos os alimentos possuem agrotóxicos, mas também estão contaminados com os germes.

Como lavar frutas e verduras

Que é preciso lavar frutas e verduras antes de comer, todo mundo sabe (ou pelo menos deveria saber). Mas qual o jeito certo para livrar esses alimentos de possíveis vírus, bactérias, fungos ou parasitas?

Lave em água corrente e para as frutas com casca , como a maçã , utilize uma bucha e detergente.Para se livrar do maior número de bactérias, vírus e fungos, o recomendado é deixar os alimentos de molho em um recipiente com água e hipoclorito de sódio ou água sanitária.

É recomendado uma colher de sopa de hipoclorito para um litro de água. Feita a mistura, basta adicionar as frutas, as verduras e os legumes pré-lavados e deixá-los em descanso por pelo menos 15 minutos.

Após os 15 minutos no hipoclorito, é importante lavar os alimentos mais uma vez.

E o vinagre ?

A ação do vinagre contra os micro-organismos é muito pequena. Ajuda a desprender os ovos de vermes , facilitando a remoção, mas não pode ser considerado um substitutivo do hipoclorito ou da água sanitária.

E a lavagem com iodo ?

Na internet proliferam “receitas milagrosas” para remoção de resíduo de agrotóxico em alimentos. A mais recente delas é o uso de soluções contendo a substância química iodo.

Seu uso está contra indicado pelo Ministério da Saúde . Além de não haver dados científicos originados de análise laboratorial que confirmem a eficácia desta prática, é importante saber que o iodo possui ação oxidante.

Assim, pode oxidar não somente os resíduos de agrotóxicos como também vitaminas, flavonoides e outros compostos benéficos presentes na superfície dos alimentos, o que levará à diminuição de seu conteúdo nutricional.