Masturbação na infância

A masturbação na infância é um assunto complicado e cheio de tabus . O texto foi um dos mais complexos que já fiz , porque não há muito material para pesquisa. Mas , ao contrário do que você pensa , é uma prática muito comum . E deixa muita mãe e pai de cabelo em pé , sem saber como agir .

Podemos dividir a infância em 3 grandes blocos , para analisar psicologicamente , como ela interage em cada etapa da sua vida :

Primeiros anos : Aos 3 e 4 anos a criança percebe a existência das partes que formam todo a sua estrutura corporal, a cabeça, o tronco, os membros e descobrem os órgãos genitais. Nesta fase de autodescoberta , algumas crianças começam a manipular os órgãos genitais e sentem prazer no toque . Ato puramente mecânico , sem nenhuma conotação sexual.

Idade de socialização : Aos 6 e 7 anos essa experiência de autodescoberta diminui e a criança passa a investir suas energias para descobrir a existência do outro, dos amigos . A energia que estava voltada para ela, agora será direcionada para o mundo a sua volta. É uma fase de latência , a criança que se masturbava , diminui ou pára , pois encontra prazer em outras atividades sociais .

Adolescência: Por volta dos 11 e 12 anos, surge a puberdade com uma explosão de hormônios. A voz muda, os pelos surgem, o corpo se transforma e, de novo, as crianças voltam sua energia para si mesmas e toda a atenção se volta novamente para a sexualidade. Agora a masturbação está associada ao sexo .

CALMA! NEM TODOS PASSAM POR TODAS AS FASES

Quando as crianças iniciam a manipulação dos genitais , aos 4 anos , os pais não sabem como proceder , principalmente quando acontece com as meninas. E não há muita informação , mas sobra preocupação : ” o que eu faço?” / ” é normal ?” / ” aprendeu onde ?” e preconceito ( ” imagina , isso não é coisa de criança “!).

Essa preocupação será uma experiência diferente em cada família , pois vários fatores tem influência sobre o assunto . Depende da nossa criação , da nossa forma em ver a sexualidade . Mas veja , na criança isso é um processo normal do desenvolvimento , uma auto descoberta do próprio corpo .Não há nenhuma conotação sexual .

Realmente assusta . Mas faz parte do desenvolvimento normal da criança . O menino ou a menina que se masturba , pode ter uma sensação semelhante ao orgasmo , sem ejaculação .

Essa relação com o corpo persiste até a pré-adolescência, quando meninos e meninas, com as sensações mais apuradas, já vêem a masturbação como fonte de prazer sexual.

DEVO PROIBIR OU FINJO QUE NÃO VEJO ?

Nosso desafio diante da masturbação infantil é o de ajudar as crianças na compreensão de que as partes que ficam escondidas do nosso corpo com a calcinha, cueca, sutiã ou roupa de banho, são partes que ninguém vê ou toca, além da gente mesmo. Explorar o próprio corpo, tocar e perceber as regiões prazerosas que existem nele é muito valioso para se conhecer e crescer de uma maneira saudável.

Se reprimir as crianças atrapalha seu desenvolvimento sexual, deixar que se masturbem em qualquer lugar cria problemas para todos.

Devemos ensinar a questão da privacidade: explique que certas coisas são feitas somente em lugares privados , como fazer xixi – ninguém faz na rua ou no chão – e que o ato dela se tocar também deve ser feito no quarto, em lugar privado, sem outras pessoas perto.

Tente agir com normalidade.Afinal a criança não entende como uma coisa libidinosa ou ruim , pois o que esses meninos e meninas precisam entender é que o pênis e a vulva são partes do corpo para serem lidados quando eles estiverem sozinhos. Esse recado ajuda as crianças a irem percebendo que o corpo é exclusividade delas. Dessa forma, os pais estão trabalhando, inclusive, a prevenção de abusos .

Em momentos de descanso, na hora de assistir TV ou antes de dormir, pode ser que as crianças usem a mãozinha lá onde elas gostam para relaxar ainda mais. Se isso virou um hábito freqüente e acontece excessivas vezes ao longo do dia, podemos auxiliar as crianças a ampliar o leque de possibilidades de sentir prazer de outras formas como, por exemplo, fazendo cafuné no próprio cabelo, lendo algo que goste ou ouvindo uma música .

E QUANDO ISSO ACONTECE TODA HORA?

Caso esteja acontecendo em excesso , pode ser um sinal de ansiedade . A criança com algum problema mal resolvido , na escola ou em casa , pode se masturbar como forma de obter prazer e relaxamento , pois não tem outro meio de extravasar esse sentimento. Neste caso , procure manter um canal de comunicação fácil com o seu filho e se necessário procure um pediatra.

Dica : Desvie a atenção dessas crianças para os prazeres da escola, como pintar, tocar um instrumento, brincar, correr, dançar e jogar. Valorize a imagem e melhore a auto-estima delas, elogiando suas tarefas e dando-lhe atenção , pois isso reduz a necessidade de procurar a masturbação como forma de relaxamento.

Já trocou de leite e não deu certo ?

Seu bebê nasce e, antes mesmo de deixar a maternidade, vai passar por uma série de exames com o objetivo de diagnosticar possíveis problemas que possam comprometer a saúde dele. Nos primeiros dias de vida, o recém-nascido vai receber as vacinas e muitas outras picadas virão até ele chegar à adolescência, fase em que o sistema imunológico se iguala ao de um adulto.

Há também outra medida mais simples e natural de fortalecer a imunidade do seu filho : a amamentação.Os benefícios são inúmeros, a começar pelo conteúdo nutricional, já que o leite materno, você sabe, é o alimento mais completo e equilibrado para o bebê.

Mas e para aqueles casos aonde será necessário a complementação de fórmulas ?

Criada em 1865 por um químico alemão , as fórmulas lácteas mudaram muito desde então . Com base no leite de vaca , foram acrescentados óleos essenciais ao desenvolvimento neurológico e muitas vitaminas . Tudo para torná-lo o mais próximo do leite materno .

Qual leite escolher ? Nem sempre será uma tarefa fácil ( e até já escrevi posts sobre o assunto ) e tem muita mãe fazendo a “farra do leite” por aí . Mas vamos ver o porquê você não deve fazer isso .

Não troque as marcas de leite , por favor !

Atendo muitas dúvidas pela minha página do Facebook . São mães que , desesperadas , já trocaram as fórmulas dos seus bebês 3 até 4 vezes . Iniciam a marca orientada na maternidade e vão realizando trocas até encontrarem a “fórmula ideal”.

O motivo principal de tanta troca ? Cólicas e constipação são as principais causas , seguido do fator financeiro .

Constipação , será mesmo ?

Veja , claro que existem diferenças entre as principais marcas do mercado : Aptamil , Nan , Enfamil . Mas , na maioria esmagadora dos casos , o bebê nem é “ressecado”.

Bebês ao sair da maternidade evacuam a cada mamada , mas após o primeiro mês de vida , as fezes podem vir somente a cada 3 ou 5 dias e tudo isso ser normal ! Sim, desde que a consistência seja pastosa , está tudo bem com o seu bebê e a fórmula não deve ser trocada .

Cólicas , será mesmo ?

É tanto remédio para cólica que tem muita gente botando a culpa no leite . Será ? Sabemos que muitos recém nascidos terão cólicas e apresentarão melhora com uso de remédios . Mas e quando o bebê ainda sofre ?

Se você já trocou duas vezes o tipo de fórmula , está na hora de parar . Provavelmente a causa da dor não é o leite . Esta criança deve ser examinada e ser avaliada outras possibilidades diagnósticas , como refluxo gastroesofágico ou alergia a proteína do leite de vaca .

Por que não devo trocar de leite ?

Os primeiro anos de vida do bebê são fundamentais para o seu desenvolvimento. Fazer trocas constantes de fórmulas lácteas pode levar à perda de peso , falta de ingestão de nutrientes , uso excessivo de remédios e acabar caindo na tentação de oferecer leite de vaca mesmo , o famoso ” Ninho”.

Lembre-se de que o leite de vaca não é o alimento ideal no primeiro ano de vida .

Fica a dica .

Meu filho anda de carro e passa mal , o que eu faço ?

Com a pandemia , uma grande parte das crianças começou a desenvolver enjoo e outros sintomas ao andar de carro . Mesmo sem nunca apresentar este tipo de sintoma antes da quarentena . O que fazer e por que isso acontece ?

Essa indisposição é uma resposta fisiológica do corpo a situações de movimento, quando o campo visual se move dando a falsa sensação de movimento. Esse problema, que não chega a ser uma doença, é conhecido como cinetose, ou enjoo de movimento.

O primeiro sinal de que algo não vai bem é a palidez, frequentemente seguida por bocejos, inquietação, suor frio acima do lábio superior ou em todo o rosto. Depois disso, pode ocorrer náusea, salivação excessiva, desconforto físico, fadiga, dor de cabeça ( queixa muito comum em crianças ) ou tontura, terminando em vômitos.

As pessoas com cinetose, além sentir enjoo ao andar de barco, avião e até em carro, geralmente passam mal também em brinquedos como roda-gigante, carrossel, montanha-russa, gira-gira, balanço e gangorra.

Essa doença afeta principalmente crianças, entre 2 e 12 anos de idade. A cinetose pode desaparecer ao longo da infância, mas em muitos casos persiste até a vida adulta , sendo as pessoas com enxaqueca as mais susceptíveis a desenvolver o problema. Tem se tornado muito comum na pandemia devido ao uso excessivo de eletrônicos e a redução da locomoção por veículos .

Algumas crianças também podem referir os mesmo sintomas ao jogar videogame , em jogos de 3 dimensões ou óculos de realidade aumentada . O mecanismo de ação é o mesmo do enjoo ao movimento .

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da cinetose é feito pelo pediatra , que avalia o histórico clínico do paciente e pode solicitar uma avaliação como o otorrinolaringologista . Alguns exames podem ser realizados, como a videonistagmografia e o videoteste de impulso cefálico, mais comuns em adultos .

O que eu faço ?

O mal-estar é tratado com medicamentos que podem ser empregados tanto na prevenção quanto na eliminação dos sintomas. O Dimenidrato ( Dramin ) é a medicação mais comum .

Seguem algumas dicas para reduzir os episódios:

• garanta que a alimentação do seu filho antes da viagem seja leve e que ele coma menos.

• posicione o seu filho sentado para a frente, de preferência no assento do meio do banco de trás, porque ver as coisas se movendo pode contribuir para o enjoo;

• evite o uso de tablets ou videogames, pelo mesmo motivo;

• tente utilizar alguns medicamentos, como o dimenidrinato, que devem ser administrados cerca de uma hora antes da viagem;

• não use máscaras dentro do carro ( se estiver somente com membros da mesma família );


• se possível, aponte o fluxo do ar-condicionado do veículo na direção da criança .

Faça algumas paradas durante o trajeto , especialmente nas viagens mais longas. Tente reduzir a velocidade nas curvas, sempre que possível. E evite ao máximo oferecer alimentos e bebidas dentro do carro, ao longo do trajeto.

Como fazer o seu bebê dormir a noite inteira

Eu sei que você já deve ter ouvido alguma colega ou vizinha dizer que o bebê dela dorme a noite inteira e nunca deu um pingo de trabalho . Mas saiba que isso é muito raro.

Nos primeiros meses , o estômago do bebê é pequeno e por isso a mamada é de livre demanda : ele mama na hora que desejar. A frequência das mamadas ocorre mais ou menos a cada 3 horas e por isso será inevitável que você tenha um sono restaurador neste período .

Especialistas afirmam que neste período o bebê ainda não produz o hormônio regulador do sono , a melatonina , e por isso o ciclo dia e noite pode estar invertido – bebês que dormem durante o dia e ficam acordados durante a noite . Então saiba que isso também é normal .

No desespero por um descanso , muitos pais recorrem a chás de todos os tipos, reforçam a mamadeira com engrossante ( farinha láctea ou mucilon ) , acrescentam mamadeiras ou mamadas de madrugada e até chegam a dar remédios para o bebê dormir.

Pensando nisso surgiram os chamados “consultores do sono” que através de técnicas diversas prometem dar algum alívio para as noites mal dormidas . Será que realmente funcionam ?

Apenas 10% dos bebês a partir dos 3 meses dormem a noite inteira – cerca de 5 horas seguidas . Seja em aleitamento ou mamadeira .

O Método de carinho

Esta metodologia de Elizabeth Pantley, autora do livro “Soluções para Noites Sem Choro”, visa a adaptação gradual do bebê. As estratégias baseiam-se em inibir as associações do sono – embalar para dormir . No caso dos bebês que dormem apenas se forem embalados, a ação deve ser diminuída gradualmente.

Já os que têm o hábito de mamar para dormir, a mãe deve retirar gentilmente o mamilo da boca do pequeno quando perceber que ele não está mais mamando com vigor. Não há problema se ele procurar o mamilo e mamar novamente desde que você retire o mamilo quantas vezes forem necessárias para ele entender que não dormirá enquanto mama.

Vantagem : baseada no carinho , não há sofrimento para o bebê.

Desvantagem : demanda tempo e muita paciência .

Método do choro controlado

Do pediatra Richard Ferber, neste método o bebê é colocado no berço sonolento, ainda acordado. Os pais só voltam ao quarto se ele chorar forte, esperando de dois a três minutos até aparecer novamente e confortá-lo brevemente, sem a intenção de acalmá-lo ou de fazê-lo parar de chorar. A visita é apenas para mostrar que ele não está sozinho e que é hora de dormir. Faça isso por até um minuto e saia, mesmo que o bebê continue chorando. O processo deve ser repetido sempre que necessário e não é aconselhado dar colo.

Vantagem : técnica com resolução em menor tempo

Desvantagem : choro e sofrimento do bebê podem ser devastadores para as mães e pais nos primeiros dias

Método da encantadora dos bebês

A técnica da enfermeira Tracy Hogg, conhecida como encantadora dos bebês, se baseia em ma organização de rotina através de uma sequência que deverá ser seguida durante o dia: o bebê mama, brinca e dorme. Se ele chorar, tente acalmá-lo sem tirá-lo do berço. Se necessário, faça a técnica de pegar no colo e colocar no berço, até ele aprender a dormir ali. A tática é a criança ir para o colo apenas para se acalmar e depois para a cama. Faça isso até ela dormir.

Vantagem : incentiva a rotina e o ritual de sono , por isso tem maior eficácia a longo prazo .

Desvantagem : alguns bebês ficam mais estressados de serem pegos e colocados de volta no berço. O método costuma demorar mais tempo e exige paciência.

Método da cadeira

A técnica de Kim West ensina a colocar uma cadeira ao lado do berço para o cuidador se sentar, sem conversar até que o bebê durma. Você pode até tocá-lo em alguns momentos, mas não o tempo todo, pois o objetivo é dissociar o toque e o colo do sono.

Quando ele acordar, você voltará para a cadeira e dali continuará confortando-o, com menos contato físico e fala. Depois de três noites, a cadeira deverá ser movida para o meio do quarto, Em mais 3 noites, ela deverá ficar na porta. Nessa técnica, o bebê poderá chorar, mas não estará sozinho.

Vantagem : semelhante ao método do choro controlado , mas neste caso você pode confortar a criança .

Desvantagem: se você ficar tocando e conversando com seu filho, ele continuará dependente de você e dificilmente não irá para o colo .

Qual o melhor método ?

A melhor técnica irá variar para cada binômio mãe-bebê . Não há uma reposta única , por isso existem tantos métodos e cursos .

Não dormir não é brincadeira – qualquer novo pai pode dizer-lhe quão debilitante é. Isso afeta a sua vida : tira sua capacidade de pensar claramente , lembrar de coisas , enfraquece seu sistema imunológico e seus reflexos, diminui o desejo sexual . Também pode causar depressão e ansiedade. Tudo é mais difícil quando você não está dormindo.

Essa fase vai passar !

Meu filho NÃO dorme !

A dificuldade para dormir é um problema que afeta entre 5% e 10% da população geral e pode atrapalhar, além do sono, a vida das pessoas, inclusive a das crianças, que também podem sofrer com esse mal.
Costuma ocorrer nos primeiros anos de vida e está relacionada principalmente a problemas comportamentais. Da mesma forma que a criança precisa aprender a comer com a colher ou usar o banheiro, ela precisa também aprender a dormir. E quanto mais cedo se ensina o bebê a adormecer por conta própria, menores serão as chances de surgirem problemas de sono.

A insônia pode ser o sinal de que algo está perturbando a criança. Por isso , antes de iniciar qualquer tratamento , devemos investigar as causas mais frequentes .

Principais causas de insônia infantil

No caso das crianças, a dificuldade para dormir pode estar relacionada com problemas físicos, como refluxo , cólicas ou hipertrofia de adenóides ; problemas que afetam o psicológico ou sociais, como a falta de rotina, a entrada da criança na escola, a chegada de um irmão ou ainda a separação dos pais .

Outras causas :

• Maus hábitos de sono – televisão ou tablet na hora de dormir , sem rotina ou ritual de sono , luzes acesas no quarto ;

• Cafeína – refrigerantes , chocolate ou chás ( são estimulantes ) e dificultam o sono ;

• Apneia obstrutiva do sono : relacionado com a hipertrofia de adenoide , favorece os ” despertares noturnos ” diminuindo a qualidade do sono ;

• Efeitos colaterais de medicamentos, incluindo estimulantes usados para tratar o TDAH, antidepressivos, corticoides e anticonvulsivantes

• Asma (tosse)

• Ansiedade

• Síndrome das pernas inquietas

• Distúrbios do desenvolvimento neurológico, tais como autismo, retardo mental e síndrome de Asperger.

Tratamentos para insônia

A insônia infantil pode ser classificada como inicial, quando a criança apresenta dificuldade para adormecer, ou intermediária, quando o sono da criança é interrompido e ela não consegue voltar a dormir.

Inicialmente devemos buscar excluir todas as possíveis causas orgânicas e psicólogicas . Medos e ansiedade podem estar relacionado com a insônia inicial . Já a hipertrofia de adenoide e tosse , com a forma intermediária . Cada caso deverá ser tratado individualmente , após análise rigorosa do comportamento de cada criança .

Primeiros passos :

• Reduza o tempo de televisão e tablets no período noturno ;

• Mantenha uma rotina de quando seu filho vai para a cama e acorda, incluindo nos finais de semana e feriados;

• Evite atividades estimulantes 30 a 60 minutos antes de dormir, como jogar jogos de vídeo, assistir TV, mensagens de texto ou falar ao telefone

• Realizar uma atividade física aeróbica , como natação ou futebol pelo menos 2 vezes na semana .

Medicações

O uso de florais de Bach não possui contraindicação e pode ser uma boa opção. Antialérgicos sedativos são as medicações mais utilizadas, mas o seu tempo de ação é curto . Já o uso da melatonina só está aprovado para crianças autistas .

Lisador é contraindicado no pós parto

Durante a gravidez, tomamos todo o cuidado para não prejudicar o bebê e consultamos o obstetra sobre qual remédio tomar cada vez que nos sentimos mal. Não se esqueça de que , após o nascimento, a recomendação é a mesma. Você continua passando para a criança, por meio da amamentação, algumas substâncias que ingere.

O perigo do lisador na amamentação

Um dos analgésicos mais vendidos no Brasil contém dipirona, prometazina e adifenina. Prescrito com frequências para o pós- parto no controle da dor , este tipo de medicação pode reduzir a produção de leite e propiciar sérios efeitos colaterais ao recém nascido .

Prometazina

Excretado pelo leite materno , pode causar sonolência na mãe e principalmente no recém-nascido, o que pode impactar no desenvolvimento da criança. A prometazina é um anti-histamínico ( antialérgico ) com efeito sedativo – o bebê sonolento mama menos e pode evoluir com problemas de ganho de peso .

Além disso , a prometazina tem efeito anticolinérgico que inibe a secreção do leite.

Dipirona

Recentemente saiu uma nova classificação sobre a dipirona e o seu uso durante a lactação, no site e-lactancia.org, reconhecido pela Academia Americana de Amamentação .O risco passou de provável baixo risco, para ALTO RISCO na amamentação.

Por quê?

Estudos verificaram aumento do risco de leucemia linfocítica aguda em crianças cujas mães tomaram dipirona durante a gravidez e amamentação.

Por isso , até que existam mais dados recomenda-se um uso pontual e limitado, sendo preferíveis alternativas mais seguras (como o paracetamol ou ibuprofeno ) , especialmente durante o período neonatal e em caso de prematuridade.

A Organização Mundial da Saúde considera este medicamento compatível com a amamentação se dado em doses únicas, alertando para evitar as prescrições de horário, além de monitoramento do bebê quanto à ocorrência de sonolência excessiva e outros efeitos adversos.

Quais remédios são seguros ?

O mais importante para tomar a decisão de tomar um medicamento enquanto você estiver amamentando, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é ter bom senso e o aval do médico.

Antibióticos podem ser usados , como a cefalexina , mas somente após prescrição médica. Analgésicos , xaropes para tosse , anti-inflamatório, tudo deve ser analisado antes , inclusive os fitoterápicos. Nem todos os compostos chamados de “naturais” são seguros para os bebês, por isso, antes de aceitar a dica daquela vizinha ou o conselho de uma tia que tomou um remédio à base de ervas incrível, consulte um médico .

A Sociedade Brasileira de Pediatria elaborou um manual sobre o assunto , que contém todas as medicações e substâncias que podem ou não ser utilizadas na amamentação , que você pode ler no link : http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_2ed.pdf

No manual a dipirona ainda consta como compatível com o aleitamento , pois o estudo descrito no começo deste post foi publicado neste mês , em abril de 2019 e com certeza terá uma nova recomendação .

Vamos conversar sobre a moleira do bebê ?

A moleira do bebê, também chamada de fontanela, é uma membrana fibrosa que ocupa os espaços entre os ossos do crânio. Esta membrana fica na frente e atrás da cabeça, para facilitar a passagem do bebê pelo canal vaginal na hora do parto.

Ela é mole e flexível, e extremamente necessária, pois o cérebro do bebê está em crescente desenvolvimento e está aumentando de tamanho desde o momento do nascimento até por volta dos 2 anos de idade, que é onde o volume do cérebro aumenta consideravelmente, geralmente em torno de 10 cm só no primeiro ano de vida.

Exatamente por isso que as medidas da cabeça ( perímetro cefálico ) são tão necessárias durante a consulta com o pediatra !

Se não fosse esse espaçamento o bebê poderia ter uma má formação neurológica : o cérebro do bebê estaria crescendo e não teria espaço para expandir.

Quando o bebê está deitado, as moleiras são normalmente planas, ou então levemente deprimidas quando ele está em posição vertical. Tais áreas podem pulsar com movimentos sutis de elevação, o que não deve causar preocupação, pois são resultado da pressão arterial do cérebro.

Quando ela fecha?

A moleira posterior se fecha no segundo mês de vida, e a anterior se fecha por volta dos 18 meses. Se esta fechar antes de um ano ou este processo demorar muito, é importante consultar um pediatra.

Se não fechar …

… acompanhado de aumento do perímetro cefálico fora do padrão , pode indicar hidrocefalia . A Hidrocefalia é uma doença no qual ocorre o aumento da quantidade de líquido cefalorraquidiano no cérebro, que em excesso aumenta a pressão dentro do crânio.O bebê que nasce com Hidrocefalia tem uma moleira que demora muito mais do que normal de tempo para fechar, e leva ao crescimento acelerado da cabeça e dificuldades no desenvolvimento neurocognitivo.

E se fechar antes …

… ocorre a cranioestenose . A cranioestenose é o fechamento precoce das moleiras . Essa condição impede o crescimento normal do cérebro, podendo causar deformidades na cabeça do bebê e até mesmo lesões neurológicas gravíssimas.

Ocorre um caso para cada 2.000 crianças nascidas, ela é mais comum em meninos. O tratamento para essa condição é cirúrgico, aonde criam-se espaços nos ossos do crânio para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Portanto quanto mais cedo a descoberta, melhores resultados terão as intervenções que serão realizadas, para minimizar as complicações da doença.

E se ficar funda …

… não significam nada se a criança estiver ativa, porém, se ela estiver abatida , pode significar que o bebê está desidratado. É um dos sinais , mas não o único . Um bebê ativo com boa diurese e evacuações normais , apesar da moleira funda , não é uma criança desidratada .

Tudo sobre natação para bebês

A natação para bebês é uma modalidade que vem sendo cada vez mais procurada por pais que querem estimular e acelerar o desenvolvimento de seus filhos. Estudos já mostraram que a atividade treina a coordenação motora, estimula o sistema cardiovascular, aumenta a capacidade pulmonar e reforça o sistema imunológico.

Normalmente, os pais interessados em colocar seus bebês na natação tem algumas dúvidas que os impedem de dar o primeiro passo. Pensando nisso, separei algumas dúvidas mais comuns sobre o assunto :

1.O contato precoce com a água fará com que ela não desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

Não . O receio de entrar na água é adquirido depois de um trauma ou por causa dos pais, que repassam seus próprios medos à criança.

2. Bebês que frequentam a piscina têm mais chance de desenvolver problemas no ouvido?

Sim. A dor de ouvido acontece devido a umidade no canal auditivo. Uma atitude que ajuda a evitar o problema é enxugar bem o ouvido da criança e não usar cotonete. Isso porque a cera protege o ouvido contra as bactérias , fornecendo-nos barreira natural a água e reduzindo a umidade.

3. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam com a natação ?

Sim. A natação fortalece a musculatura torácica e reduz os problemas respiratórios crônicos , como a asma . Mas a piscina não deve ser tratada com cloro.

4. Piscina com cloro ou ozônio?

Depende . Para as crianças com problemas respiratórios ou quadros alérgicos ( rinite , dermatite ) a piscina com cloro está contra indicada . Para as demais crianças , o uso do cloro está liberado.

5. A partir de qual idade o bebê pode fazer natação ?

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é a partir dos 6 meses de vida, pois nessa idade o pequeno já terá tomado boa parte das vacinas (estando bem imunizado) e o duto do ouvido estará bem desenvolvido, o que diminui o risco de infecções.

6. Quanto mais cedo , mais rápido ele irá aprender a nadar?

Não. O objetivo é apenas estimular a coordenação e desenvolvimento de várias áreas como os sentidos, tato, a audição, o olfato, e a visão. A coordenação motora e o aprendizado só vem após os 4 anos de idade.

7. Tudo bem a criança usar boia?

Não . A utilização da boia durante as aulas de natação não é indicada porque pode limitar a aprendizagem do pequeno.

Perninha torta? Saiba quando você deve se preocupar

Qual a mãe que não fica preocupada quando o seu filho parece um patinho andando ? Aquelas perninhas gorduchinhas e parecendo um alicate?

Até que ponto uma perna torta é normal ou apenas uma herança genética? Criança com a perna torta cai mais? Atrapalha na educação física?

Vamos lá tirar algumas dúvidas

Fases dos desenvolvimento das pernas

Recém nascido até 2 anos

Assim que os bebês conseguem ficar em pé surge a primeira dúvida das mães : a perninha parece um alicate. Realmente as pernas dos bebês são arqueadas , e naturalmente , quando se inicia o desenvolvimento da deambulação (andar) as perninhas vão voltando para o lugar , adquirindo uma posição mais neutra.

Dos 2 a 4 anos

Nesta fase temos a situação inversa : a perna em tesoura . O joelho fica para dentro e os pés mais distantes . Essa fase é temporária e sem a necessidade do uso de palmilhas ou notas ortopédicas.

A partir dos 5 anos

As pernas devem estar alinhadas , sem desvios . Se não for o caso , deve-se seguir uma avaliação com um ortopedista.

Principais deformidades das pernas

Raquitismo

O raquitismo é uma doença que afeta o desenvolvimento dos ossos das crianças, deixando-os amolecidos, frágeis ou com deformações, que causa sintomas como problemas nos dentes, dificuldade para andar e atraso no desenvolvimento e no crescimento da criança.

Esta doença pode ter diversas causas, porém as mais comuns envolvem a carência de vitamina D ou de cálcio, e o seu tratamento é feito através da tomada de suplementos multivitamínicos orientados pelo médico.  As crianças entre 3 a 24 meses são as mais propensas a sofre a deficiência de vitamina D , por isso é fundamental o uso desde o nascimento até 1 a 2 anos de idade , para prevenir a doença.

As pernas ficam arqueadas , sem melhora com a idade , sendo uma deformação permanente e irreversível.

Joelho hiperestendido

Neste caso o joelho fica com um arqueamento para trás , devido uma uma hiperextensão da musculatura e ligamentos . Proporciona curvas bonitas as bailarinas , mas deve ser tratado com fisioterapia para evitar lesões.

Isso acontece devido a uma fraqueza dos músculos da parte de trás , sendo realizado um fortalecimento da panturrilha e alongamento da musculatura da parte da frente da perna .

Atenção!

Em crianças com qualquer deformidade somente em uma perna , ou seja , apenas uma perna está desviada , a criança deve ser levada a um ortopedista. No caso da perna arqueada e do joelho em tesoura comentados anteriormente , sempre a alteração ocorre nas duas pernas .

Luxação congênita de quadril

Nesta doença a cabeça da perna não está adequadamente encaixada no quadril , geralmente somente umas das pernas fica afetada , apresentando um desvio : a perna fica rodada para fora .

Diagnosticada no recém nascido , o tratamento se inicia o mais rápido possível

Se não diagnosticado , pode evoluir com o desvio da perna e encurtamento , com uma perna menor em comparação com a não afetada. Neste caso , o tratamento será cirúrgico e muito mais complexo.

Fica a dica!

Origami : uma brincadeira que você deve ensinar ao seu filho

Quem nunca fez um barquinho de papel ? O origami é uma arte milenar japonesa amplamente difundida pelo mundo.

A arte consiste em obter representações de seres e objetos por meio das dobraduras de papel. Essa arte vem sendo praticada a séculos e ganhou o mundo devido à sua inventividade e beleza. Também é notável sua grande função terapêutica para quem a pratica, pois exige concentração e ordenação, promovendo, assim, a persistência, disciplina e calma.

Veja 10 vantagens do origami para o desenvolvimento infantil:

1. Desenvolvimento da escrita

Para a execução da dobradura no papel , a criança necessita da coordenação motora fina , ou seja , do domínio motor finos dos dedos , principalmente do polegar e indicador , os mesmos músculos utilizados na escrita .

2. Estímulo a concentração

Concentração é necessária para um origami . Se você não dobrou de forma certa , ou esqueceu algum passo , o seu trabalho será em vão. Existem alguns trabalhos indicando o origami para crianças hiperativas e com problemas de aprendizado , com bons resultados . O trabalho é lúdico e estimulante , perfeito para as crianças nas primeiras séries do ensino fundamental.

Crianças com TDAH, hiperatividade e dislexia têm uma ajuda muito grande no processo de alfabetização quando, por exemplo, produzem, por meio de dobraduras, as letras do alfabeto, gravando melhor a imagem da letrinha em sua mente, uma vez que ele não simplesmente a copiou no caderno, mas a confeccionou.

3. Desenvolvimento da paciência

Sim , falta muito hoje em dia ! Nossa vida agitada priva as crianças de atividades de menor intensidade , como desenhar e dobrar umas folhinhas de papel …

Mesmo seguindo os passos das dobras, a criança, vez ou outra, vai se confundir e a figura não sairá como esperado. Isso é natural e exigirá persistência e perseverança para começar de novo.

4. Possui efeito calmante

… de acalmar , relaxar a mente . Adultos e idosos praticam a técnica como forma de relaxamento . Afinal quem não gosta de ver um trabalho bem feito no papel ?

5. Ensino da matemática

O origami frequentemente envolve instruções como para cima, para baixo, direita, esquerda, meio, para frente, para trás, além de “forme um triângulo”, “forme um retângulo”, “divida o papel em duas partes”.Com as dobraduras ensinamos muitas figuras geométricas , proporção , números , uma grande aplicação da matemática . As figuras passam a ter movimento , um quadrado se transforma em um triângulo só com uma dobra !

6. Criatividade

Não há estímulo somente pela formação da figura desejada , mas também podem ser utilizadas em um contexto maior , como nas histórias formadas pelos personagens de papel . São infinitas aplicações .💗

7. Valor do trabalho

O ato de fabricar, produzir, criar e confeccionar suas próprias coisas faz com que a criança entenda o objetivo e função do trabalho. No caso, ela se manterá empenhada em uma atividade, começará de novo caso erre alguma instrução e insistirá até obter a dobradura que escolheu fazer. Depois, desfrutará de seu esforço, ou seja, brincará com uma figura que ela própria confeccionou.

8. Satisfação pessoal

Obter um animalzinho, uma florzinha ou um objeto de papel por suas próprias mãos fará com que a criança sinta uma satisfação pessoal muito grande e se sinta capaz de exercer outras atividades mais complexas.Melhora a auto estima de qualquer um.

9. Ativação da memória

Ao seguir as instruções todas as vezes em que for realizar determinada dobradura, a criança acabará por decorar as instruções, o que colocará sua memória à prova.

10. Diminui o uso de eletrônicos

Tem muita coisa divertida além do vídeo game e do tablet! Passar um tempo junto do seu filho também pode ser uma atividade prazerosa e estimulante !Fica a dica!