Você sabia que infecção de garganta mal curada leva a problema cardíaco ?

Você sabia que uma amigdalite ou faringite tratadas de forma errada podem levar a uma doença mais grave?

A febre reumática é uma complicação decorrente de infecções de provocadas por uma bactéria , Streptococcus beta hemolítico do grupo A . O mesmo microorganismo responsável por amigdalites , faringites e escarlatina.

A doença pode atingir cérebro , coração , rins e articulações. É considerada uma doença autoimune, em que o sistema imunológico, por razões desconhecidas, passa a identificar células e tecidos saudáveis do corpo como invasores, atacando-os e causando diversos problemas à saúde.

Cerca de 3% das pessoas com amigdalites irão desenvolver a doença . Quanto maior o número de amigdalites que uma criança tem , maior o risco de desenvolver a doença.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas da febre reumática podem incluir:

• Febre prolongada

• Sensibilidade e dor nas articulações (na maioria das vezes nos tornozelos, joelhos, cotovelos e pulsos, e menos frequentemente nos ombros, quadris, mãos e pés).

A dor articular é o primeiro sintoma e o mais frequente , pois atinge 60-80% dos pacientes. Atinge grandes articulações , como joelho e cotovelo . Apresenta um caráter migratório – a dor articular não compromete somente uma articulação .

•Surgimento de pequenos nódulos indolores sob a pele

• Dor no peito

• Cansaço

• Prostração e falta de apetite

• Falta de ar

• Surgimento de manchas avermelhadas na pele (eritema marginado)

Ao exame físico , pode surgir o sopro cardíaco denotando um comprometimento do coração.É a complicação mais temida porque pode deixar seqüelas, sendo uma das principais causas de cirurgia cardíaca no Brasil.

A lesão pode ser leve ou grave, com insuficiência cardíaca. Além de ouvir o sopro, o médico completará a avaliação com exames como o ecocardiograma e o eletrocardiograma. Ocorre mais ou menos 1 semana a 3 meses após a infecção de garganta.

Quando a doença afeta o coração , o tratamento deverá ser realizado por toda a vida.

Ao atingir cérebro , a doença provoca movimentos involuntários, desordenados, mais evidentes em extremidades (braços e pernas) e no rosto. Esses movimentos, geralmente aumentam com as tensões emocionais e cessam com o repouso. Pode alterar o comportamento (fica mais sensível emocionalmente), a fala e a escrita. É uma complicação mais tardia , que ocorre depois de um a seis meses após a infecção estreptocócica.

Diagnóstico

Feito pelo cardiologista Infantil , através de dados da história do paciente e alguns exames laboratoriais e de imagem ( raio x e ecocardiograma) .

Tratamento

O tratamento é feito pelo uso da penicilina benzatina , a Benzetacil , a cada 21 dias por pelo menos 5 anos. Isso mesmo , uma injeção por mês !

E se houver problema cardíaco, o tratamento será por toda a vida …

Por isso é fundamental a conscientização dos pais em sempre usar de forma correta e consciente os antibióticos . Não usar a dose menor prescrita pelo médico e nunca suspender a medicação antes do previsto.

Sem o tratamento adequado , a febre reumática apresenta altas taxas de mortalidade.Cuidado com as amigdalites!

Fica a dica.

É só ir na escola que meu filho fica doente !

Seu filho começou a frequentar a escola e já está doente? Parece que nunca sara e toda hora está com o nariz escorrendo?

Saiba que você não está sozinha . TODAS as crianças matriculadas antes dos 2 anos de idade convivem com as “viroses” durante todo o período letivo. Mas por que isso acontece?

As crianças que frequentam creches têm de seis a oito episódios de infecções por ano. É quase um episódio por mês. Mas, isso não significa que a criança esteja com a imunidade baixa.

Durante os primeiros anos de vida, o sistema imunológico está em fase de amadurecimento, o que torna a criança mais vulnerável a infecções. O contágio da maior parte dos vírus acontece pelo contato e, nessas idades, as crianças estão muito próximas, trocam brinquedos que geralmente levam à boca todo o tempo, por mais que as creches tentem individualizá-los.

Além disso, grande parte das doenças são causadas por vírus, que se transmitem de uma criança para a outra com muita facilidade através das gotículas de saliva, ou seja, só de chegar perto e falar já pode transmitir.

Cada vez que a criança tiver contato com um vírus novo, ela terá uma infecção, porque ainda não tem os anticorpos necessários para evitar isso.  Por isso o primeiro ano é o mais difícil para os bebês e para as mães que ficam desesperadas de ver que toda semana o filho está resfriado, ou tossindo, ou com diarreia, ou com infecção de garganta, etc.

Algumas vezes parece até que é a mesma doença que não curou, aquele resfriado interminável.

Como evitar isso?

Não fique preocupada por ser uma péssima mãe ao colocar seu filho na escola tão cedo. Existem algumas maneiras de melhorar a frequência das infecções.

alimentação : frutas e verduras coloridas possuem vitaminas variadas. Se o seu filho não aceita muito bem , bata um suco e evite dar aquele ” sopão” com todos os legumes da geladeira. A sopa tem muito líquido e os vegetais muitas fibras , o que provoca a saciedade antes da criança consumir uma quantidade ideal de nutrientes.

vitaminas : zinco é a vitamina chave . O efeito da suplementação de zinco sobre o sistema imunológico apresenta bons resultados em crianças, aumentando o controle de diarréias e infecções respiratórias.

check up : verificar com o seu pediatra a presença de doenças que possam propiciar mais infecções , como as alergias e anemia.

repouso em casa : evitar levar a criança doente para a escola, para que ela possa se recuperar . A criança doente tem pouco apetite , que pode piorar quando ela toma muita medicação . Em casa , a supervisão da alimentação é melhor e podemos oferecer uma boa variedade de alimentos em caso de recusa .

use lactobacilos : isso mesmo : leite fermentado , iogurte e kefir são ótimos aliados para melhorar a imunidade. Contem lactobacilos que atuam sobre a flora intestinal e melhoram a imunidade das crianças .

Alguns pais e avós dizem que as crianças de hoje são mais “fraquinhas ” e não saram , porque sempre estão com tosse ou coriza . Na verdade , cada vez mais cedo elas entram na escola e isso tem sido prejudicial à saúde delas . Se o seu filho não melhora ou teve que utilizar antibióticos com muita frequência , talvez seja a hora de repensar na necessidade dele frequentar o ambiente escolar.

Agendamento http://bit.ly/agendardrafernanda

Por que não devemos retirar as amígdalas?

As amígdalas destacam-se por serem produtoras de linfócitos, ou seja, de células de defesa do organismo. Assim, elas estão relacionadas com a proteção do organismo contra antígenos que entram em nosso corpo pelo ar ou por meio da nossa alimentação.

Sua principal função é desenvolver anticorpos para combater bactérias específicas, para que o corpo consiga se defender rapidamente e crie imunidade caso seja atacado pela mesma bactéria numa próxima vez. Quando estão trabalhando no combate à uma infecção , elas aumentam de tamanho e tornam-se doloridas , inflamadas , quadro característico da temida amigdalite .

O tratamento da amigdalite vai depender do agente causador e do tipo de amigdalite que o paciente apresenta. No caso das virais, por exemplo, será feito apenas um tratamento dos sintomas, com o uso de analgésicos, antitérmicos e gargarejos com antissépticos. Já quanto às amigdalites bacterianas, geralmente são usados antibióticos.

Até o final da década de 70, quando ainda se desconhecia a utilidade das amígdalas, era comum a cirurgia para retirá-las. O objetivo era livrar-se das amigdalites: inflamações frequentes, causadas pelas próprias bactérias com que as amígdalas entravam em contato para defender o organismo.

Devemos retirar as amígdalas ?

Devido aos riscos da cirugia ( anestesia geral , risco de sangramento no procedimento e no pós operatório , período de recuperação doloroso com dificuldade de aceitação alimentar ) e também pela melhora da eficácia dos antibióticos ,os médicos são cada vez mais criteriosos na indicação da retirada das amígdalas .

De acordo com estudo da Universidade de Birmigham, sete a cada oito cirurgias para extração das amígdalas feitas em crianças não trazem benefícios para os pacientes.

Como fazem parte do sistema imunológico , retirá-las pode elevar a incidência de outras infecções : otites , sinusites e faringites são 3 vezes mais frequentes em paciente operados. Além disso, alguns estudos sugerem que a retirada das amígdalas na infância pode ter conquências no longo prazo, como aumento do risco de ataque cardíaco precoce e de doenças respiratórias, como asma, pneumonia e gripe na vida adulta.

Indicações de cirugia

Entretanto, ainda existem muitas situações em que as amígdalas e adenoides se tornam um sério problema e merecem ser removidas. São elas:

• Abcessos da amígdala

• Aumento (hipertrofia) das amígdalas e adenoides

• Apneia do sono

• Respiração bucal causando alterações no crescimento facial e na oclusão dentária

• Suspeita de tumor maligno da amígdala

• Roncos noturnos causados por aumento das amígdalas

• Dificuldade de se alimentar ou deglutir causada por aumento da amígdala

• Halitose causada pelas amígdalas

• Alteração da voz por aumento das amígdalas e/ou adenoide.

Fica a dica .