Chupeta reduz o risco de morte em bebês

Quem nunca foi várias vezes à noite ao quarto do filho para ver se ele estava apenas… respirando? Isso acontece em especial pelo pânico dos pais com a síndrome da morte súbita.A morte súbita é uma fatalidade que pode ocorrer em crianças menores de 1 ano , sem aviso prévio , estudada há muitos anos , sem causa definida.Ocorre durante o sono e possui alguns fatores que aumentam o risco ,como dormir de bruços ,por exemplo.

Após revisar uma série de estudos sobre o assunto, a Academia Americana de Pediatria concluiu que oferecer chupeta para o bebê na hora de dormir reduz o risco de morte súbita de 50 a 90%. Isso ocorre devido o uso da chupeta contribuir para manter as vias aéreas abertas durante o sono.

A outra vantagem da chupeta é a calma que ela traz para a criança e, automaticamente, para os pais. Ao invés de usar a mãe, o bebê usa a chupeta para relaxar, já que muitos deles querem ficar no seio, não por fome, apenas pelo conforto que o ato de sugar traz. Assim os pais medicam menos , para cólica ou dor , pois o bebê dorme melhor e mais calmo.

Quais são os tamanhos, formatos de bico e materiais mais indicados?

Para cada faixa etária, há um tamanho de bico recomendado. Ler as especificações na embalagem antes de comprar garante que a mamãe leve o modelo adequado à idade do seu bebê.

Quanto ao formato do bico, a preferência deve ser sempre pelos ortodônticos, menos prejudiciais aos dentes. E sobre seu material, vale a pena pagar um pouco mais pela chupeta feita de silicone, já que o látex favorece um maior acúmulo de bactérias.

Importante também escolher chupetas cuja parte que fica fora da boca seja anatômica e com algumas características especiais. A parte externa da chupeta deve ser ampla, o que diminui o risco da criança colocar tudo na boca , e com furos , para prevenir uma eventual asfixia e reduzir as dermatites , causadas pela saliva retida entre a chupeta e a pele.

Chupeta prejudica a fala?

Nem toda criança que usa chupeta obrigatoriamente terá problemas para articular as palavras. Porém, nessa fase em que a criança está aumentando sua comunicação verbal, é bom deixar o caminho livre para ela se expressar : não dá para falar corretamente com um objeto na boca .

O que é melhor: chupar chupeta ou o dedo?

Sobre qual dos dois temos maior controle? A chupeta, certo? Pois não há como limitar o acesso ao dedo. Portanto, entre o acessório e o dedinho, melhor ficar com o primeiro.

A chupeta dá problema dentário ?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, os danos causados pelo item dependem de três fatores principais: intensidade, duração e frequência. Problemas de mordida cruzada , alterações dentárias ocorrem com o uso prolongado , quando a criança usa chupeta após os 3 anos de idade.

O que fazer para ajudar a criança a largar a chupeta?

A retirada deve ocorrer de uma forma gradativa : primeiramente, os pais devem procurar não deixar o acessório tão disponível quanto antes e ir avisando à criança que está chegando o dia de deixar de chupar chupeta. Deve-se usar e abusar da fantasia.

Quem sabe a fadinha da chupeta não vem buscá-la à noite? A criança pode deixar o objeto sob o travesseiro e encontrar uma moeda como pagamento pela manhã.

Outra dica é substituir a chupeta gradualmente por outra peça ou atividade que supra o conforto e a segurança que ela oferece ao seu filho. Por exemplo: em vez de dar o objeto para acalmá-lo, tente conversar, cantar uma música, contar uma história, dar colo ou oferecer um paninho. Se ele tem o hábito de dormir com ela na boca, tire assim que pegar no sono, para evitar a sucção durante a noite inteira.

E aqui no Brasil ?

De acordo com o Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP, diversas evidências científicas disponíveis não deixam dúvidas de que o uso da chupeta é um risco à manutenção da amamentação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também desencoraja o uso de chupetas em crianças amamentadas. Por outro lado, a Academia Americana de Pediatria recomenda às mulheres que desejam amamentar que a chupeta seja introduzida após o hábito do aleitamento estar estabelecida, quando a criança tiver em torno de três ou quatro semanas como forma de prevenir a Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

O post tem como objetivo informar . Não incentivo o desmame precoce . A opção final é sempre dos pais .

Fica a dica.

Como tirar a mamadeira e a chupeta em apenas alguns passos

Essas pequenas transições soam doloridas aos pais , pois trazem uma sensação de perda : o bebê cresceu e agora está em uma nova fase . Aceitar o crescimento da criança é a primeira batalha dos pais a se vencer.

Tirar esse hábito não deve ser encarado como perda, mas um avanço no desenvolvimento da criança. Assim como trocamos a fralda pela cueca , trocar a mamadeira pelo copinho também é sinal de maturidade.

Quando tirar?

Não há um consenso entre os pediatras sobre a idade de retirada da mamadeira. Em geral, a recomendações é que a transição para o copo aconteça entre o primeiro e o terceiro ano de vida.

Como tirar?

No caso da chupeta, o ideal é que, de início, seu uso se limite aos horários de dormir (inclusive as sonecas, sempre tentando retirar da boca da criança assim que o sono estiver mais pesado) ou quando a criança estiver diante de um grande estresse. Ou seja, sem essa de chupeta pendurada na roupa, na hora de brincar ou na cadeirinha do carro. Depois, é limitar para o sono da noite, até que venha o combinado de jogá-la fora.

Vale contar uma boa história e convencê-lo a “doar” a chupeta para outros bebês que precisam. Dar o objeto ao Papai Noel, ao coelho da Páscoa ou é uma saída muito utilizada pelas mães e com bons resultados.

Com a mamadeira, a primeira atitude é acabar com a mamada da tarde. Explique ao seu filho que ele está crescendo e que, por isso, precisa começar a usar copo ou caneca, como os adultos e as crianças maiores fazem. Isso costuma dar certo.

A ideia é introduzir o copo de transição para água e suco. Depois, usá-lo para dar o leite do lanche da tarde, se ele existir. A mamadeira da tarde sai primeiro e depois a da manhã , introduzindo a criança ao hábito completo do café da manhã (se for com os pais, melhor ainda!). Por último, a da noite.

Para incentivá-lo a largar a mamadeira , deixe a criança escolher um copo bem bonito, do personagem preferido. Os que têm aquela tampa com bico duro e furinhos facilitam o processo para crianças mais novas. As asas laterais no copo também ajudam na coordenação.

E se a criança usa os dois ?

Retire primeiro a mamadeira e depois a chupeta , seguindo os mesmos passos discutidos anteriormente .

Quanto tempo vai demorar até seu filho esquecer os bicos?

Difícil prever, mas não passar de um mês seria um ótimo limite.

É importante não “sequestrá-los”, tirá-los quando a criança não estiver olhando, pois ela deve participar do processo.

Os pais têm de dizer que estão indo guardar a chupeta ou deixar a criança guardá-la , em um local que ela tenha acesso. Para dar certo , a mudança deve ter uma meta na reta final, algo que motive seu filho a se esforçar. Pode até ser um combinado relacionado a alguma data importante ou acontecimento, como adiantar um presente que a criança esteja esperando.

Seu filho pode realmente aceitar o fim da era das chupetas e mamadeiras com extrema boa vontade, demonstrar que compreendeu a passagem e parecer feliz. Mas, na hora do aperto , ele pode regredir e pedir. E aí que os pais têm que se manter firme. Não ceda!

9 dicas sobre chupetas

Santa chupeta ! Quem nunca tentou fazer seu filho pegar uma atire a primeira pedra . A chupeta acalma e o bebê pára de chorar , uma verdadeira mágica !O ato de sugá-la é um mecanismo associado à necessidade de satisfação afetiva e de segurança, que desperta um sentimento no bebê semelhante ao que ocorre quando ele mama no peito da mãe. Oferece conforto , prazer.

O uso de chupetas, também chamado hábito de sucção não nutritiva, é normal e aceitável em bebês .

A criança de zero a 2 anos tem uma necessidade inata de sugar. Por isso, a chupeta acalma e transmite prazer – é o que chamamos de fase oral, época em que a criança se apropria do mundo pela boca.

1. Qual a idade de retirar ?

A Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO) e o Ministério da Saúde recomendam que a idade de 3 anos seja a época limite para a eliminação do uso de chupeta. Entretanto, reconhecem que o ideal seria remover gradualmente esse hábito até os 2 anos.Quanto mais cedo a chupeta for banida, maiores as chances de auto-correção de possíveis desarmonias nas arcadas dentárias devido ao uso do acessório.

Espera-se que a partir de 2 e meio, 3 anos, a criança, que já está envolvida em atividades diversas, comece a se desligar do hábito de chupar chupeta, porque tem outros interesses.

2. Que tipos de problema a chupeta pode causar para a criança?

Pode provocar mudança na posição dos dentes e das arcadas dentárias. Além do problema estético, ocorrem dificuldades como alterações de mordida , prejuízos na mastigação, na deglutição e até mesmo na fala.

O uso da chupeta afeta, ainda, a função respiratória, ocasionando, por vezes, respiração bucal com roncos e fadiga, que causam distúrbios de atenção e dificuldades no aprendizado. Pesquisas científicas mostram também que a chupeta facilita a migração de bactérias das secreções nasais para o ouvido médio, levando ao risco de otite média aguda.

3. Chupeta prejudica a fala?

Nem toda criança que usa chupeta obrigatoriamente terá problemas para articular as palavras. E nem todos que desenvolvem esse tipo de distúrbio podem culpar a chupeta. Porém, quando esse recurso se torna freqüente, ele pode alterar a mordida – aí, sim, existe a possibilidade de a fala ser prejudicada. Além disso, nessa fase em que a criança está aumentando sua comunicação verbal, é bom deixar o caminho livre para ela se expressar.

A chupeta, quando usada o tempo todo, vira uma rolha, impedindo-a de falar.

4. Posso usar prendedor ?

É certo que o cordãozinho preso à roupa do bebê é uma mão na roda para evitar que a chupeta caia toda hora no chão. Mas, apesar de muito prático, o prendedor não é recomendável : o principal motivo é que ele próprio acaba se tornando um foco de fungos e bactérias. Além disso, a chupeta pendurada esbarra o tempo todo em tudo, ficando mais e mais contaminada. E há ainda uma razão mais séria para desistir do prendedor: ele pode eventualmente se enrolar no pescocinho do bebê e causar asfixia. Assim, é melhor ter uma boa reserva de chupetas para trocar quando a que está sendo usada cair no chão.

5. Qual a melhor chupeta?

Para cada faixa etária, há um tamanho de bico recomendado. Ler as especificações na embalagem antes de comprar garante que a mamãe leve o modelo adequado à idade do seu bebê. Quanto ao formato do bico, a preferência deve ser sempre pelos ortodônticos, menos prejudiciais aos dentes. E sobre seu material, vale a pena pagar um pouco mais pela chupeta feita de silicone, já que o látex favorece um maior acúmulo de bactérias. Importante também escolher chupetas cuja parte que fica fora da boca seja anatômica e com algumas características especiais.

 6. Melhor chupeta do que o dedo?

Sobre qual dos dois temos maior controle? A chupeta, certo? Não há como limitar o acesso ao dedo, o que acaba aumentando o hábito de sucção. A chupeta, por outro lado, pode e deve ser limitada desde cedo.Portanto, entre o acessório e o dedinho, melhor ficar com o primeiro.

 7. Quanto tempo dura uma chupeta?

Sempre que o material estiver danificado de alguma maneira, seja gasto, rachado ou rasgado. Para tanto, é importante examinar com freqüência e atenção a chupeta. Na dúvida sobre o bom estado do acessório, opte pela troca: é mais seguro.

 8. Como limpar ?

Ela deve ser higienizada diariamente, de acordo com as orientações do fabricante. Isso porque o acessório pode se tornar um foco de microorganismos que transmitem estomatites e outras doenças. Geralmente, a fervura é o método mais recomendado. Lembre-se : se a chupeta cair no chão, não adianta apenas passar uma água. Para evitar a proliferação de micróbios, os cuidados com a higiene devem ser rígidos. A substituição da chupeta deve ser freqüente, e ela deve ser fervida todos os dias.

 9. Sem modismo!

Virou moda colocar brilhos e pérolas para enfeitar as chupetas dos bebês. O problema é que isso pode não ser seguro. Na maioria das vezes, as chupetas customizadas não passam por testes de segurança nem têm o selo do Inmetro, por serem produtos artesanais. E aí o que era para chamar atenção pela beleza pode se transformar em risco para as crianças.

O Inmetro, o instituto que fiscaliza o padrão e as medidas dos produtos brasileiros, está fazendo um alerta: a moda de personalizar chupetas com pequenos enfeites pode pôr em risco a vida do seu bebê.Além de a decoração se soltar, outro risco que o acessório oferece é em função da cola utilizada para fixar as pedras. A substância é tóxica e pode acabar sendo ingerida ou inalada.