Já ouviu falar sobre o Tummy time ?

A rotina do bebê, entre amamentação, sonecas e brincadeiras já é por si só estimulante, mas algumas estratégias simples podem ajudar no desenvolvimento da criança e são fortemente recomendadas pelos pediatras. Uma delas – que inclusive muitas famílias já praticam com o filho mesmo sem conhecer o nome – é o chamado tummy time.

Tummy Time (hora da barriga, em inglês) é um termo norte-americano usado para incentivar os pais a colocarem seus bebês de bruços por um tempo, acordados , sempre com a supervisão de um adulto.

Inicie após o segundo mês , começando na troca de fraldas, porque os bebês ainda são muito dorminhocos nos primeiros meses de vida e neste horário estarão mais despertos. Todos os esforços são válidos para manter o baixinho entretido de bruços : estimule ficando na frente dele com um chocalho, um livrinho, um espelho ou outro objeto.

Fique perto bebê. Assim, a criança fixa o olhar no seu rosto ou no brinquedo e já começa a exercitar o movimento de levantar o pescoço e fortalecê-lo.

Os especialistas recomendam que o bebê fique de bruços por 30 minutos diariamente. Comece com curtos períodos de tempo (2-3 minutos), tendo em mente que é um esforço real para bebês nas primeiras duas semanas. à medida em que o bebê fica mais forte, permita períodos mais longos de tummy time, entretendo o bebê com canções, conversas e brinquedos atraentes.

Com o passar do tempo o bebe certamente irá gostando de ficar na posição de bruços. E não à toa!Já que deitado de barriga para baixo o pequeno ganha uma perspectiva de visão diferente da habitual e passa a enxergar vários elementos que aguçam os seus sentidos – muito mais do que consegue ver quando deita virado para cima, por exemplo.

Além do aspecto sensorial, o corpinho do bebê também tem muito a ganhar. A postura proporciona o aumento do tônus cervical, o fortalecimento do pescoço, dos membros superiores e também dos inferiores. Com as mãos no chão, o baixinho ainda ganha mais estabilidade e equilíbrio para que comece a ensaiar as etapas seguintes do seu desenvolvimento motor, como rolar e sentar.

Conforme vai ficando mais tempo na posição, a criança passa a controlar o pescoço, aumenta a amplitude e faz exercício para a musculatura das costas. Controlando o dorso e fortalecendo os membros superiores e inferiores, o bebê começa a tentar rolar e, depois disso, com força suficiente para se equilibrar, ele consegue sentar.

Mas o meu bebê só chora quando o coloco de bruços

Pode parecer um detalhe insignificante, mas a própria superfície onde o pequeno é colocado de bruços pode ser responsável pela rejeição. Lugares ‘moles’ e menos resistentes, como a cama ou o sofá, exigem mais equilíbrio e força, dando um grau maior de dificuldade à criança. Por isso, ela pode acabar chorando.

Por isso, a medida que a criança for ficando maiorzinhas , deixe de fazer o tummy time no trocador e passem para uma superfície firme, podendo forrar o chão com edredom, com EVA, com tapetes emborrachados ou de algum outro jeito que fique confortável para o filho.

Quando evitar o tummy time

O momento do dia deve ser levado em conta pelos pais. Horários logo após as mamadas, por exemplo, podem não agradar o bebê e devem ser evitados. Isso porque além de o bebê ficar geralmente mais indisposto, a postura de barriga para baixo pode gerar regurgitação – o retorno do alimento de forma involuntária – e vômitos.

Outras contraindicações são nos casos de o bebê estar dormindo, sonolento ou chorando. Se ele começou a chorar ou ficar com sono, pare e conforte . O deitar de bruços não é uma imposição, mas sim algo que deve ser prazeroso, para que ele realmente curta ficar nesta posição.

Um lembrete : dormir somente de barriga para cima ! O tummy só durante o dia e com observação dos pais .

Por que eles assistem o mesmo filme várias vezes?

Há alguns anos atrás, toda mãe sabia de cor e salteado a música do filme Frozen . Em um ano, acho que fui a umas 8 festas com esse mesmo tema . E se não bastasse , o filme era repassado, várias e várias vezes, incansavelmente pela minha filha .

E nem pense que dava para mudar . Se você tem filhos , deve saber bem que o filme preferido , sempre será a ÚNICA opção para o seu pequeno.

AFINAL , PORQUE ELES PRECISAM ASSISTIR AO MESMO FILME ?

A razão pela qual as crianças assistem ao mesmo filme várias vezes se baseia em dois motivos. O primeiro tem a ver com o processo de aprendizagem, enquanto o segundo está relacionado com a celebração do que foi aprendido.

Reencenar as ajuda a entender como os personagens se sentem, o que as ajuda a desenvolver empatia

A aprendizagem na infância se produz através de processos repetitivos; por meio de jogos, as crianças vão assimilando conceitos. O mesmo acontece quando elas assistem ao mesmo filme várias vezes.

À medida que se repetem, o conhecimento e a compreensão se fixam em sua cabeça. É por isso que instintivamente procuram repetir a ação ou a atividade: porque cada vez descobrem algo novo.

Embora a repetição seja mais visível ao redor da faixa etária de dois a quatro anos, a vontade de ver/ouvir o mesmo filme, desenho ou história continua ao longo da infância e da adolescência, em graus diferentes. Isso porque a repetição, além de reforçar o aprendizado, traz uma sensação de conforto e segurança.

Elas precisam de diversas reproduções para realmente aprender e entender a história do filme

Por esta razão, o filme ou a história contada muitas vezes jamais perderá o interesse. Lembrar frases, diálogos ou reações lhes é uma experiência muito divertida, quase mágica, porque são capazes de predizer “o futuro ou destino” do protagonista.

E esse comportamento é comum e normal entre as crianças. Infelizmente …😅

Meu filho é muito inteligente! Será super dotado ?

Você sabia que nascem três superdotados em cada cem pessoas, independentemente de raça, sexo ou classe social ?

Isso significa que, dos cerca de 4 milhões de brasileiros que devem nascer este ano, 120 mil merecem estar nessa categoria .Em geral, eles desenvolvem espontaneamente o seu talento – daí fenômenos como os de crianças que até aprendem a ler sozinhas.

Mas atenção : a criança que aprende a ler , andar ou falar mais rápido não necessariamente é superdotada .

É algo muito mais comum do que as pessoas imaginam : as estimativas mais conservadoras giram entre 2% a 5%. Isso quer dizer que praticamente toda sala de aula tem alguém com esse perfil.

Vale ressaltar que a superdotação não está relacionada a grupos raciais específicos ou ao nível socioeconômico. No entanto, o estímulo ambiental adequado faz toda diferença para que esse potencial, herdado geneticamente, se desenvolva plenamente.

Os superdotados têm raciocínio e aprendizagem rápidos, são curiosos, pesquisadores natos. Na infância, tendem a querer conviver mais com os adultos e podem ter problemas de interação social. Muitos apresentam baixo desempenho escolar por acharem as aulas desestimulantes e sem nenhum desafio.

A maioria dos pais percebe as altas habilidades antes que a criança complete cinco anos. O ideal é procurar um psicólogo experiente no assunto, que poderá fazer testes psicométricos e uma avaliação neuropsicológica para identificar se as potencialidades estão realmente acima da média de outras crianças.

COMO DIAGNOSTICAR ?

Então, como saber se existe mesmo algo diferente e que merece um acompanhamento? Especialistas concordam que as crianças com superdotação podem demonstrar maior facilidade nas áreas da linguagem, na socialização ou no desempenho escolar. Veja alguns outros sinais:

  1. Vocabulário superior ao esperado para a idade.
  2. Nível de leitura acima da média do grupo.
  3. Observação acurada.
  4. Raciocínio incomum.
  5. Disposição de liderança.
  6. Relacionamento aberto e receptivo.
  7. Sensibilidade aos sentimentos dos outros.
  8. Atenção prolongada e centrada nos assuntos de seu interesse.
  9. Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos.
  10. Tendência a começar sozinha as atividades e a dar prosseguimento nos interesses individuais.
  11. Originalidade de expressão oral e escrita, com constantes respostas diferentes, individuais e não estereotipadas.
  12. Talento incomum para expressão em artes, como teatro, música, desenho, dança.
  13. Habilidade para apresentar alternativas, respostas e soluções para problemas difíceis ou complexos.
  14. Facilidade de decisão.
  15. Habilidade de encontrar relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados.
  16. Aborrecimento fácil com a rotina.
  17. Desinteresse por regulamentos e normas.
  18. Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas.

O diagnóstico de altas habilidades é complexo e feito por uma equipe multidisciplinar — educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos. É importante salientar que escalas e testes não diagnosticam, mas podem ser ferramentas importantes na identificação de crianças superdotadas. Essa identificação normalmente ocorre nos primeiros anos escolares.

Temos que frisar que alunos com altas habilidades ou superdotação também são amparados pela legislação brasileira para que tenham o professor de apoio na escola regular.

Além disso, também é interessante destacar que a inclusão de crianças com deficiência, distúrbios de aprendizagem e altas habilidades/superdotação exige um currículo diferenciado, adaptado às suas necessidades.

Para lidar com uma criança superdotada em casa, os pais devem ajudar no desenvolvimento psicológico saudável e proporcionar um ambiente que estimule continuamente as capacidades intelectuais da criança. Aos pais cabe, também, aceitar falhas e ajudar a criança a enfrentar dificuldades de qualquer ordem.

Isso significa evitar a supervalorização e as expectativas quanto ao desempenho da criança. É primordial que o aluno com altas habilidades/superdotação se desenvolva em seu próprio ritmo, aproveitando ao máximo suas potencialidades e competências; que seja estimulado a construir novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que conviva com parceiros da mesma faixa etária. Propor conteúdos que desafiem a aprendizagem a fim de mantê-lo motivado.

Pandemia e as alterações psicológicas nas crianças

A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe uma série de mudanças na vida cotidiana das crianças. Apesar dos indícios de que a taxa de mortalidade nessa faixa etária é relativamente menor em comparação a outros grupos , é preciso lembrar de que todas as crianças estão suscetíveis às repercussões psicossociais da pandemia.

Assim como nós, as crianças tiveram a rotina bastante alterada : de repente, sem entender bem o porquê, suas escolas , parquinhos e até mesmo a relação com os avós passou a ser virtual.

Como será que o seu filho está sendo afetado pela pandemia? 

O isolamento pode causar reações emocionais e alterações comportamentais como: dificuldades de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação. Crises de birra ou de raiva sem motivo aparente podem ser indícios de que algo não vai bem na cabecinha dele.

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São reações esperadas diante das dificuldades do cenário atual, porém lidar com as alterações emocionais e comportamentais das crianças não é fácil para os pais , que também estão vivenciando níveis mais elevados de estresse e ansiedade neste período.

Preocupados com o impacto emocional nos pequenos , os pesquisadores da Fiocruz lançaram uma série de cartilhas de recomendações sobre a saúde mental nas crianças .

O objetivo da cartilha é apresentar aspectos referentes à saúde mental e à atenção psicossocial de crianças no contexto da pandemia, destacando fatores relacionados à sobrecarga de trabalho dos pais e o estresse da família com as normas de isolamento social , por exemplo.

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O material incentiva que os pais dialoguem com as crianças sobre a situação atual. “Não é preciso ter medo de conversar sobre o que está acontecendo com as crianças. Elas já ouviram falar sobre o vírus e é possível explicar de uma forma compreensível e honesta sobre a doença, orientar com relação às medidas de cuidado e prevenção, esclarecer dúvidas e permitir que se expressem a respeito”, recomenda.

O que fazer ?

• O isolamento não pode se configurar como experiência de abandono. Manter contato com familiares , mesmo que por meio de eletrônicos , traz a criança uma sensação de conforto , permitindo que reforcem o vínculo afetivo , fundamental para o desenvolvimento infantil.

• Mantenha a rotina familiar : planejar o dia e mantê-lo o mais próximo possível da rotina habitual reduz o surgimento a ansiedade e estresse. Ter um horário para acordar, fazer as refeições e dormir, assim como para realizar as diversas atividades, devem ser seguidos por toda a família .

Tarefas domésticas podem ser divididas inclusive com as crianças, respeitando o que conseguem fazer com segurança. Mas ter um tempinho dedicado ao descanso também é fundamental, assim como o lazer não pode ser deixado de lado.

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• As crianças precisam se movimentar, então, atividades que envolvam o corpo são necessárias, mas pode- se diversificar engajando-as em outras brincadeiras como jogos, desenhos, contação de histórias.

• O aumento do tempo de permanência e de contato da família dentro do lar, pode favorecer as tensões e os conflitos . Associados ao estresse das mães com a sobrecarga de serviços domésticos e com as aulas on-line e ao o terror financeiro provocados pelo isolamento , não é difícil surgirem discussões .

Tudo isso pode agravar o quadro de ansiedade nas crianças , que podem evoluir com um comportamento diferente do habitual , com acessos de raiva ou de choro. Nessa hora , gritar e ameaçar podem não surtir efeito : se os castigos aumentaram na sua casa , talvez seja a hora de reavaliar o seu comportamento .

JÁ OUVIU FALAR DE SALTO DO DESENVOLVIMENTO?

Sabe aquele momentos em que o bebê, praticamente do nada, fica super irritado, como se estive com um incômodo constante ?

Ele chora, reclama, quer colo o tempo inteiro. Você não consegue ir no banheiro, de tanto que ele demanda a sua atenção. Não é cólica, não é fome, fralda limpinha, mas nada faz ele ficar tranquilo.E o sono, então, esse nem se fala. Aquela rotina de sonecas diurnas que estava indo tão bem volta quase à estaca zero. E mesmo o sono noturno, tem vários despertares, um desespero.

Isso pode ser um período de salto do desenvolvimento.

Fique tranquila , o seu bebê deve estar passando por um salto de desenvolvimento.

O QUE É SALTO DO DESENVOLVIMENTO?

Os saltos de desenvolvimento são os dias que antecedem a aquisição de uma nova habilidade pelo bebê, seja motora, visual, cognitiva, gustativa, dentre tantas outras. As mudanças são intensas no primeiro ano de vida : aprender a sustentar o pescoço, sentar , comer e mastigar , ufa! O cérebro está no mais puro stress .

O seu bebê, que ainda não fala, encontra esse meio para expressar como está se sentindo ao desbravar e lidar com esse mundo inteiramente novo e as suas novas habilidades. E a boa notícia é que assim que ele domina a nova habilidade ele volta ao normal, mais esperto do que nunca.

E aqui vai uma listinha dos principais saltos e a época aproximada que eles ocorrem. Porém, não se trata de um roteiro perfeito que vai acontecer exatamente da mesma forma com todos os bebês.

Alguns podem passar por esses períodos de forma mais tranquila e outros sentirem mais o impacto das mudanças. Da mesma forma que cada diferentes saltos são sentidos de forma diferente pela mesma criança, sendo uns mais intensos e outros mais suaves.

5 semana de vida: é o salto de desenvolvimento da visão, que fica mais aguçada. É nesse momento que o mundo se abre para o bebê e o seu cérebro está a mil por hora para conseguir absorver tanta informação e novidade.

2 meses : É um salto de desenvolvimento motor e de interação com as coisas e as pessoas. Nasce o sorriso mais lindo do mundo para você.

3 meses : é quando acaba a exterogestação, que é quando o bebê percebe que não está mais dentro do útero da mãe e ele descobre que é um corpo único.

E também é nessa época que o seu pescocinho vai ganhando mais firmeza. Se até então o bebê só via o teto, na maior parte do tempo, agora ele enxerga o mundo da altura do colo da mamãe.

4 meses e meio: é um salto de desenvolvimento bem marcante. Nessa época os bebês começam a rolar e ficar na posição de quatro apoios. Ele fica inquieto porque está ansioso em aprender logo e dominar esses novos movimentos. Ao mesmo tempo, essa ansiedade pode trazer frustração e irritação enquanto ele ainda não domina tais movimentos.

Acontece muito dos bebês acordarem chorando no meio da noite, assustados porque rolaram enquanto dormiam.

6 meses : o bebê passa a sentar, além de uma melhora na visão, que alcança pessoas e objetos que estão mais distantes dele.E exatamente por isso começa a querer estar cada vez mais perto da mãe e a sentir falta quando ela não está presente. Nessa época ele já conhece as pessoas do convívio e às vezes pode estranhar pessoas de fora do convívio.

7 meses : costuma ser um período em que o bebê se mostra mais inseguro. Ele começa a ficar angustiado quando não consegue mais ver a mãe em seu campo de visão. Isso acontece porque ele ainda não aprendeu que a mãe sai de perto dele, mas depois volta.

8 meses e meio: é um salto de desenvolvimento mental muito forte. O bebê está aprendendo a categorizar os objetos, as pessoas, enfim, tudo que está ao seu redor, tanto a partir das semelhanças, quanto das diferenças. Essa espécie de organização do mundo afeta toda a sua percepção de mundo através dos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.

E ainda se mistura com o período do nascimento dos dentinhos , então, tenha muita paciência.

Tire o sapatinho do seu bebê !

Todo cuidado é pouco com os bebês e uma pergunta sempre fica no ar – faz bem deixar o bebê dicar sem meia ou sapato? E a resposta é sim!

Para o desenvolvimento motor adequado – como o estímulo da marcha .Os pés do bebê são uma das ferramentas mais importantes para que ele possa conhecer o mundo, pois têm uma maior sensibilidade tátil, muito mais fina do que as mãos, o que ajuda a obter informações do mundo exterior. Seus pés permitem que ele receba estímulos importantes que influenciam seu desenvolvimento sensorial.

Na maturidade muitos adultos podem ter problemas nos pés, às vezes derivadas de alterações na primeira infância e é por isso que devemos cuidar dos pés das crianças.

Estudos como o publicado pela Universidade de Madrid, recomendam deixar bebês descalços, já que o movimento e o estímulo sensorial através dos pés descalços é um fator de estimulação maturacional, do desenvolvimento proprioceptivo e do desenvolvimento intelectual da criança. 

Deixar o bebê descalço por algum tempo por dia permite o reconhecimento de sensações relacionadas a temperaturas e texturas, que favorecem sua aprendizagem.

Durante os primeiros 8 ou 9 meses de vida o bebê utiliza os pés para se informar sobre o mundo exterior: toca com eles tudo o que está ao seu alcance, os manipula e os leva à boca. Antes de começar a caminhar, o bebê necessita da informação que recebeu das plantas dos pés e das estruturas profundas (as articulações) para poder coordenar os movimentos e conseguir o equilíbrio.

Por isso, não devemos diminuir a sensibilidade dos pés calçando-os.Nessa etapa talvez não haja necessidade de usar calçado : se quisermos evitar o frio nos pés utilize sapatinho de tricô ou meia para permitir a mobilidade dos pés. 

Superfícies como areia, água, grama ou tapetes esponjosos são perfeitos para estimular seus sentidos e ajudá-lo a explorar o mundo.

O fato de o seu pequeno andar com toda a sola do pé ajuda a ter uma maior consciência de cada etapa. Dessa forma, ele tem mais informações para organizar seus padrões de movimento e permanecer em equilíbrio.

Fica a dica .

Problemas de visão em crianças : como notar ?

A visão é um sentido importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Gestos e condutas são apreendidos quando ela observa as pessoas ao seu redor.  Pensando nisso, os pais devem ficar atentos ao comportamento de seus filhos, pois um prejuízo no desenvolvimento visual pode ter consequências negativas para o resto da vida.

Bebê enxerga?

Sim! Ao nascimento, os bebês têm toda a estrutura da visão formada, mas ainda precisarão de tempo para aprender a usar os olhos. Eles nascem com pouca acuidade visual e só conseguem enxergar pessoas e objetos que estejam entre 20 e 30 centímetros de distância.

Manter o foco também é um problema, já que eles ainda não controlam a movimentação dos olhos, o que faz com que fiquem vesguinhos com frequência.

Mas o desenvolvimento da visão é rápido e gradual e em oito meses os olhos dos bebês já são capazes de ver quase tão bem quanto um adulto .

O que faz suspeitar que a criança pode não enxergar?

Preste atenção se o pequeno apresenta desinteresse por leitura ou é muito disperso, se ele se aproxima muito dos livros, da lousa ou da televisão para enxergar melhor e se costuma apertar os olhos para ver com nitidez.

Dificuldades de aprendizado na escola podem ter uma causa visual , por isso ela deve ser avaliada e afastada.

O erro refrativo, que compromete a capacidade visual, está presente em 8% das crianças menores de 4 anos e em 22% das crianças com até 9 anos. Quando os problemas de visão de alto grau não são corrigidos, o mundo da criança é limitado, seu rendimento escolar prejudicado e, muitas vezes, surgem queixas de dor de cabeça e dispersão.

Cabe observar também se os olhos da criança estão constantemente vermelhos ou se ela reclama de dor de cabeça com frequência . Isso pode sugerir a existência de um grupo de doenças como conjuntivite, uveíte e neurite óptica, o que exige tratamento imediato.

Quando levar ao oftalmologista?

Não existe um consenso de quando a criança deve ser avaliada preventivamente quanto à saúde ocular. Por isso converse com o seu pediatra . Isso ajuda a detectar precocemente erros refrativos, estrabismo e doenças oculares capazes de prejudicar o desenvolvimento visual da criança.

O exame no consultório é objetivo e as crianças não precisam necessariamente falar para serem avaliadas. Para cada idade, existem tabelas apropriadas.

Triste realidade: 56% das crianças confiscariam os celulares de seus pais se pudessem

Será que o excesso de tempo que os pais passam interagindo com seus celulares ou tablets pode ter algum impacto negativo no comportamento das crianças?

Estudos provam que sim!

Ao interromper momentos em família para checar mensagens ou navegar em redes sociais, os pais podem estar contribuindo para um maior risco de problemas de comportamento nas crianças, como birras, manhas e hiperatividade.Por pura falta de atenção … as crianças pedem e necessitam de atenção integral dos pais em momentos família.

Segundo pesquisa global realizada pela AVG Technologies, no ano passado, os filhos se sentem trocados por smartphones dentro de casa. O estudo mostrou que, em comparação com outros países, os pais brasileiros são os que mais usam dispositivos móveis em excesso. A pesquisa apontou que 87% dos filhos ficam descontentes, com essa situação.

Entre as crianças entrevistadas, 56% afirmaram que confiscariam os dispositivos móveis dos pais se pudessem.

Os filhos afirmaram que frequentemente os pais se distraem usando o aparelho enquanto conversam com eles. No levantamento, 32% dos menores entrevistados afirmaram que se sentiam desprezados quando isso acontece.

De quem é a culpa?

Um fato curioso é que 77% dos pais acham que seus filhos adolescentes se deixam distrair pelos aparelhos e não prestam atenção quando pais e filhos estão juntos. Esse envolvimento pouco sadio com os aparelhos funciona nos dois sentidos: os filhos se sentem ignorados pelos pais, que dão preferência aos aparelhos, e vice-versa.

Não é de hoje que especialistas vêm discutindo o quanto a interação com o mundo virtual pode estar prejudicando a convivência familiar. Já existem campanhas para conscientizar os pais sobre o perigo de se distrair com o celular diante de filhos pequenos, e cinco segundinhos podem fazer muita diferença mesmo .

É a chamada “Era WhatsApp” : sua amiga lembrou de um detalhe “importante” que poderia ter ficado para amanhã, mas mesmo assim ela te mandou um WhatsApp às dez da noite. E quando você vê, já está lá respondendo a mensagem que poderia ter ficado pra depois. Quem sabe isso não agiliza o dia amanhã, não é mesmo? Pura ilusão.

Os cinco minutos que você acha que abriu serão revertidos em pendências que nunca terão fim. Então aqueles cinco minutinhos que você parou pra responder para a amiga e dispersou da brincadeira com a sua filha, serão cruciais no desenvolvimento da relação entre vocês.

E aí : já parou pra pensar quanto tempo do seu dia o seu status está realmente online só para você, ou para sua família?

Podemos falar um monte sobre o uso apropriado do celular, mas se falamos ao celular quando estamos dirigindo ou durante o jantar ou as horas passadas em família, pode ter certeza que as crianças vão captar isso mais rapidamente que qualquer coisa que você lhes diga para fazer.

Dê o exemplo!

Antes de apontar o dedo para o celular do seu filho e brigar , veja se você está dando um bom exemplo e desligando o aparelho ao fechar a porta de casa.

Um terço de pais e de filhos adolescentes concordam que os aparelhos pessoais causam conflitos diários na família.

Dicas

use aplicativos que monitorem o tempo que vocês passam no celular : o recurso permite gerenciar melhor o tempo que você passa conectado no smartphone. A ferramenta fornece informações completas, mostrando todos os apps que você usou ao longo do dia e o tempo individual ou total em cada um deles .

• Planeje momentos em família “desconectados”: pode ser a hora do jantar, a hora de dormir ou quando os pais encontram os filhos após o trabalho. Determine períodos em que os celulares ficarão desligados ou longe do alcance.

• Entenda em quais momentos o uso do celular é mais estressante: se ler as notícias ou checar os e-mails do trabalho são atividades estressantes para você, a melhor opção é fazer isso longe das crianças ou em um momento em que os pequenos estão ocupados.

• Ouça seus filhos. Chame-os para chegar a um consenso junto com eles de que a vida não se limita ao que pode ser visto na tela, e consiga a adesão deles para a definição de limites para eles e toda a família. Deixe que seus filhos o ajudem a definir o que constitui o modo “correto” de usar tecnologia em casa.

Seria uma excelente oportunidade de ouvir o que eles sentem quando você os ignora para ficar trocando e-mails de trabalho ou escrevendo no Twitter tarde da noite.

Fica a dica.