Nem toda dor de garganta necessita de antibiótico…

A dor de garganta geralmente é provocada por infecções virais ou bacterianas, que acometem as estruturas da garganta, como as amígdalas. Formações de tecido em cada lado da garganta, no fundo da boca, protegem a porta de entrada do corpo dos micro-organismos e por isso ela gerlamnete está envolvida nas primeiras infecções dos pequeninos .

Primeiro, porque o sistema imunológico ainda está amadurecendo e em segundo lugar, o contato próximo com outras crianças , compartilhando objetos na escolinha, favorecem a contaminação. Se o seu filho ainda não passou por essa experiência por conta da pandemia , prepare-se. Mesmo uma criança supersaudável geralmente tem pelo menos três episódios desses nos primeiros cinco anos de vida.

Nem toda dor é sinônimo de infecção .

A dor pode vir decorrente de infecções virais ou bacterianas , mas é super comum nesta época do ano devido a baixa umidade do ar ou trauma – ocasionando lesões na faringe , como a deglutição de alimentos perfurantes , duros ou mal mastigado.

Geralmente, os vírus são os principais responsáveis pela dor. Já as bactérias fazem parte dos 30% dos quadros de faringite, podendo levar a um incômodo severo e até mesmo à febre. No caso de uma contaminação por bactérias , placas de pus nas amígdalas podem aparecer e o uso de antibióticos ou anti-inflamatórios pode ser necessário.

DÁ PARA EVITAR?

Sim . Existem algumas dicas de ouro que podem ajudar o seu filho. É sempre importante frisar que uma alimentação saudável faz diferença , além de incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre, lavar as mãos corretamente e manter o ambiente dentro de casa bem arejado. Isso contribui para uma melhor resposta do sistema imunológico!

Muito além de deixar de beber bebidas geladas ou tomar sorvete , existem várias medicações que podem evitar as temidas infecções de garganta , MAS devo lembrá-las de que tudo isso só funciona com indicação médica . Como pediatra eu nunca indico aqui no eu site o método “trate-se sozinho” porque isso não funciona e pode causar males a saúde do seu filho .

Não se auto medique !

Seguem as dicas :

  • uso de suplementos a base de betaglucana , como Imunoglucan DS ;
  • vacinas orais , como Broncho-vaxom ;
  • uso de polivitamínicos a base de vitamina D ou zinco , principalmente na sua deficiência ;
  • própolis sem álcool nas crianças acima de 1 ano ;
  • entrada tardia na escola , acima dos 2 aninhos de idade ;
  • animais de estimação em casa reduzem quadros alérgicos e turbinam a imunidade;
  • brincadeiras em contato com a natureza , na grama ou na areia .

O que fazer para aliviar a dor?

Uso de anti-inflamatório é uma opção que deve ser avaliada com cuidado pelos pais . A nimesulida ou AAS não podem ser adminstrados nos menores de 2 anos e no caso da aspirina , há contraindicação do seu uso da infância.

Atenção aos gargarejos: em excesso podem provocar aftas .

Spray com anestésico também é contraindicado em crianças e o seu efeito se restringe a orofaringe , sendo uma opaco para estomatite ou afta , mas pouco eficaz para dor de garganta.

Seu bebê é high need?

O seu bebê não fica calmo por muito tempo, permanece acordado até altas horas da madrugada e dá até medo dos vizinhos chamarem a polícia do tanto que ele chora? Além disso, quer colo a maior parte do tempo, parece estar sempre irritado e quer mamar o tempo todo? Essas são algumas características clássicas de um bebê high need.

Especialmente nos primeiros meses, esses bebês agitados podem virar a rotina da casa e ser um desafio para os pais e pediatras .

O termo high need pode ser traduzido como “grandes necessidades” ou “alta demanda”. Isso significa que um bebê high need é aquele que parece exigir muito mais energia e atenção dos pais e cuidadores do que costuma acontecer. 

SERÁ QUE O MEU BEBÊ É UM HIGH NEED?

As características em comuns nessas crianças são: choro frequente e é muito difícil consolá-lo ( sem causa aparente), reações intensas de alegria e descontentamento, dorme pouco e acorda muitas vezes à noite , irritadiço mesmo quando no colo da mãe.

Se o seu bebê tem esses sintomas , mas não tem nenhum problema de saúde aparente nem está passando por momentos que podem causar estresse, como mudanças de rotina e saltos de desenvolvimento, pode ser que ele seja um high need. E aí, o que fazer?

Bem, de acordo com os especialistas, um bebê de alta demanda não tem nenhum problema mais grave, apenas é mais sensível ao ambiente, o que pode deixá-lo superestimulado com frequência. Além disso, ele tem uma personalidade mais intensa e imprevisível, assim como algumas crianças são muito tranquilas.

O QUE FAZER ?

Paciência e muita paciência. Cada criança é única e o seu filho tem grande necessidade de atenção e com certeza tudo isso vai melhorar em alguns meses . Mas eu separei algumas dicas para você:

● Evite mudanças bruscas na rotina, tente estabelecer um ritual de sono, deixando o quartinho o mais tranquilo possível. Porém, o mais importante é tentar entender o que dá certo com o seu filho especificamente, já que bebês de alta demanda são imprevisíveis e o que dá certo para um pode não funcionar para outro.

● Para suprir a necessidade de atenção do seu pequeno, talvez seja uma boa acostumá-lo com um objeto de transição que pode ser desde uma “naninha” a um ursinho de pelúcia. Assim, mesmo que ele acorde e você não esteja por perto, pode se sentir mais seguro ao notar que aquele objeto tão familiar ainda está ali.

● Para as mamães que podem contar com alguém ao seu lado, é essencial tentar dividir as tarefas sempre que possível para que não haja uma sobrecarga emocional e prática. Além disso, vale a pena contar com uma rede de apoio. Família, amigos, profissionais: se tiver com quem contar, não se sinta constrangida em pedir ajuda.

● Se for possível, os pais podem combinar de se revezar para garantir uma “folga” semanal ao outro. Por exemplo, um na terça e outro na quinta à noite. Nesses momentos, aproveite para dedicar um tempo somente a você para recarregar as energias.

● No dia a dia, por maior que seja o cansaço físico e emocional, procure manter a calma e a tranquilidade. Não se esqueça de que as crianças são verdadeiras esponjas emocionais : pais nervosos , bebê nervoso .

Enquanto estamos vivendo uma fase exigente, é normal pensarmos que as coisas nunca voltarão à tranquilidade de antes, mas a realidade é bem diferente. Lembre-se de que a primeira infância passa em um piscar de olhos. Ter em mente que esse momento desgastante é passageiro é essencial para manter a calma e a paciência.

10 formas de acabar com a cólica do bebê

Vou listar algumas das técnicas e medicações mais eficazes no combate a cólica do bebê .

Técnica da vovó

1. Funchicória : medicação homeopática a a base de flores de erva doce ,folhas de chicória e raiz de nabo. Não atua na origem da cólica , mas acalma o bebê com o seu sabor adocicado.

2.Cueiro : Ao envolver o corpo do bebê como se fosse um pacotinho, o cueiro proporciona uma sensação de aconchego e segurança e diminui a irritabilidade e a agitação da criança. Confesso que fiz muito pacotinho nos meus filhos e funciona mesmo : o bebê fica muito mais calmo.

3. Colo: Pegue o bebê no colo e tente o contato direto da barriga do bebê com a barriga da mãe ou do pai. Flexionar as coxas do bebê sobre a barriga torna a posiçãomais confortável.

4. Massagem : massagem em movimentos circulares e o movimento de “pedalar” ( pega as pernas do bebê e flexiona sobre o abdome) ajudam o funcionamento do intestino , liberando os gases e reduzindo a cólica .

5. Banho morno : Banho morno ou compressas na barriga podem auxiliar na redução da cólica/choro. Relaxa e acalma . O babytub ( ofurô ou banho no balde ) alia posição e temperatura e sendo a melhor opção.

REMÉDIOS POR FAVOR !

6. Simeticona : conhecido como Luftal ou Flagass, agem no intestino, rompendo as bolhas que retêm os gases facilitando a sua libertação e por isso diminui a dor. São seguros e podem ser administrados no recém nascido.

A simeticona não é absorvida pelo organismo, por isso não ha risco de reações adversas e efeitos colaterais. É mais eficaz quando utilizado em conjunto com outra medicação.

7. Antiespasmódico: o Buscopan age na motilidade intestinal , proporcionando alívio na dor . Em bula , consta que crianças até 3 meses podem usar uma dose de 1,5 mg por quilograma de peso corpóreo , repetidas 3 vezes ao dia.

8.Lactobacilos : medicação conhecida como Colidis , composto pelo Lactobacillus reuteri é um próbiótico e atua na prevenção da cólica , não na dor. Seguro e sem efeitos colaterais, ainda ajuda nos casos de constipação.

9.Enzimas : medicação conhecida como Precol, facilita a digestão do leite através de enzimas que desagradam parte do leite. Não possui contra indicação.

10. Colic calm : Esse remédio é um fitoterápico que contém nove ingredientes naturais com propriedades que aliviam as cólicas do bebê. É aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) e tem recomendação da AAP (Academia Americana de Pediatria) como . É considerado seguro e livre de corantes e sem efeitos colaterais.

Epidemia de pedra nos rins em crianças

Pesquisadores de uma faculdade americana observaram que enquanto na população em geral houve um aumento de 1% na incidência de pedra nos rins , na faixa etária infantil o aumento foi de 26%! Vivemos uma verdadeira epidemia de pedra nos rins nas crianças . Por quê?

A pedra no rim , ou nefrolitíase , ocorre por vários fatores : genéticos , ambientais e nutricionais . O nosso estilo de hora mudou muito nas últimas décadas , com o aumento do consumo de alimentos industrializados e do sedentarismo.

O que antes era uma doença de adultos, agora está ocorrendo muito mais cedo na vida, de modo semelhante ao que vimos acontecer com a obesidade e o diabetes. Mas a diferença entre a nefrolitíase e estes outros problemas comuns da infância é que a incidência do problema tem aumentado em uma velocidade muito maior do que a dessas outras doenças. E isto ocorre devido a razões que ainda não conhecemos inteiramente.

O que provoca pedra no rim?

O consumo de alimento industrializado , refrigerantes e sucos artificiais reflete no aumento de sódio . O excesso de sódio altera o metabolismo renal , pois para eliminar o sódio , o corpo passa a eliminar mais cálcio , aumentando a concentração de oxalato de cálcio nas vias urinárias .

O oxalato de cálcio elevado e a pouca ingesta de água são fatores favoráveis à formação da pedra renal , entupindo as vias urinárias , os canais por onde a urina passa antes de ser eliminada . O fluxo fica parcial ou totalmente interrompido e leva a infecções urinárias de repetição , sangramentos e dor.

A dor da cólica renal é intensa e frequentemente necessita de tratamento hospitalar , com medicação por via endovenosa para alívio da dor.

Onde dói a cólica renal?

Embora a dor lombar seja o principal sintoma das pedras nos rins, não é só essa parte do corpo que sofre com as cólicas renais. Há toda uma região que começa nas costas, segue pela lateral do abdome, barriga e desce até a altura da bexiga que pode doer – e muito! – normalmente de um lado só. No caso das crianças maiores, fica mais fácil imaginar o que está acontecendo porque elas já conseguem localizar a dor. Mas com as menores é preciso observar outros sintomas.

Qual o tratamento ?

O que é feito em seguida depende da gravidade da situação e da posição do cálculo. Se houver uma obstrução séria ou alguma infecção associada, aí o caso é urgente e precisa ser resolvido de forma rápida e cirúrgica. Se não houver essa necessidade, os pais devem esperar que a pedra seja expelida através de muita hidratação , ou seja , que a criança beba bastante água para expelir a pedra.

O tratamento deve ser individualizado e depende da idade do paciente, do tamanho e da localização do cálculo, e da presença ou não de infecção urinária. A intervenção cirúrgica pode ser aberta ou endoscópica.

A litopripsia ( técnica que visa degradar a pedra para reduzi-la de tamanho, possibilitando a eliminação pelas vias naturais ) também pode ser indicada em crianças , a critério médico.

Fica a dica.

Uso de celular provoca problemas de coluna em crianças

As crianças vêm sofrendo cada vez mais de dores nas costas . E a principal causa vem em decorrência da má postura durante a utilização dos aparelhos celulares.

Especialistas informam que a busca por atendimentos ligados a problemas na coluna cervical aumentou em até 40%, sendo que a maioria dos casos envolve pacientes jovens. Ao usar o celular a maioria das pessoas inclina a cabeça e projeta os ombros para frente, ficando uma posição curvada.

E quanto mais baixamos a cabeça para ler e digitar mensagens, pior. De acordo com um estudo do instituto americano, se o ângulo de curvatura do pescoço ficar em 15 graus, por exemplo, a carga sobre a coluna cervical será de 12,2 quilos. Aos 60 graus, o peso chega a 27,2 quilos.

Muitos adolescentes ainda não associam as dores à postura torta que adotam para usar o celular. E, mesmo quando informados sobre os danos ao corpo, boa parte não procura fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura do pescoço e dos ombros.

É preciso policiar a postura do corpo e diminuir o tempo dedicado a smartphones e tablets.

Sintomas

Especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de “text neck” ( “pescoço de texto” ) : caracterizados por dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular.

Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital.É uma condição neurológica em que os nervos occipitais , que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo , ficam inflamados. Ela pode ser confundida com enxaqueca.

A dor pode ser intensa, como se o pescoço estivesse “queimando”, e começa na base da cabeça, se estendendo por toda a parte superior.Você pode sentir a dor em um dos lados da cabeça ou nos dois, e até atrás dos olhos quando movimenta o pescoço.

Dores nos ombros , braços e pulsos também são frequentes devido à má postura.

Como tratar?

Especialistas explicam que atividades para compensar a fadiga muscular, como alongamento, fisioterapia, ioga e pilates, podem amenizar os efeitos indesejados.

Um modo fácil de fazer com seu filho em casa é o relaxamento da musculatura cervical : Faça o movimento do “sim” com a cabeça. Tente encaixar o queixo no tórax. E, também, o do “não”. Leve o queixo até os ombros. Repita os movimentos pelo menos dez vezes seguidas.

Fica a dica .