Atraso escolar e a deficiência intelectual

A criança com Deficiência Intelectual tem dificuldades para aprender, entender e realizar atividades que são comuns e rotineiras para a maioria das pessoas. Seus sinais podem não ser claros aos pais , mas diante de uma suspeita do pediatra , devem acatar as orientações para uma elucidação diagnóstica precoce .

Fique atento aos sintomas abaixo para que você tenha condições de ajudar algum familiar que possa ter Deficiência Intelectual a tempo de receber um tratamento adequado. Aliás, quanto antes o transtorno for diagnosticado, maiores são as chances de a criança (e o adulto) ter mais qualidade de vida.

1. Atraso no desenvolvimento

A criança que demora para sentar, engatinhar ou falar deve ser investigada. Para isso o pediatra deve estar atento e realizar um acompanhamento rigoroso.

2.Falta de curiosidade

A curiosidade é um traço comum na infância. Crianças que não se envolvem com nada e ficam alheias ao ambiente precisam de uma avaliação.

A criança “boazinha” que fica quietinha no berço ou carrinho nem sempre tem o desenvolvimento adequado.

3.Atraso escolar

A criança apresenta limitações de aprendizado, como para a alfabetização e para a matemática. Os sintomas mais comuns são:

– Confusão no uso de palavras que indicam direção (dentro, fora, em cima/embaixo, direita/esquerda)

– Dificuldade de coordenação motora grossa (tropeça, colide com objetos, cai muito)

– Dificuldade de coordenação motora fina (não pega corretamente o lápis, não sabe usar a tesoura)

– Dificuldade para reconhecer cores, números e letras

– Dificuldade de associar letras a sons

– Dificuldade com sequências (1,2,3…)

– Dificuldade para contar

– Dificuldade para memorizar fatos numéricos (quantos anos tem)

– Dificuldade para aprender cantigas infantis com rimas

– Frases ditas de maneira confusa, com erro de pronúncia das palavras

4. Medo excessivo

Toda criança tem medo. Isso ocorre por estar em um processo de descoberta do mundo. Por isso, o medo nessa fase é normal. Mas, se o medo começa a ser uma constante e interfere no aprendizado, diversão ou em outras atividades é importante investigar.

5. Irritabilidade

É parte do crescimento aprender a controlar as emoções e os impulsos. Quando a irritabilidade machuca outros, causa problemas escolares e familiares é necessário buscar ajuda, antes que o problema se agrave.

TIPOS DE DEFICIÊNCIA

A deficiência intelectual costuma ser classificada em leve, moderada e profunda. Pessoas com uma deficiência intelectual leve podem chegar a realizar tarefas mais complexas e desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação que lhes permite adaptarem-se ao mundo em que vivem.

Sua aprendizagem escolar é mais lenta e, embora possam frequentar classes comuns, precisam de um acompanhamento especial.

As crianças com quadro moderado são capazes de alguma autonomia pessoal e social, mas não chegam a dominar as técnicas de leitura, escrita e cálculo.

Já nos casos mais severos , as crianças têm grandes problemas de comunicação com o meio e são dependentes dos outros em quase todas as atividades.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente é feito uma solicitação da escola , principalmente nos casos leves , por atraso no processo de aprendizagem.

A criança passa a realizar acompanhamento psicológico e neurológico . Aonde é avaliado o Quociente de Inteligência (QI), obtido por testes psicológicos padronizados. Nos casos de deficiência intelectual o QI está situado em 75 pontos ou menos.

EXISTE TRATAMENTO ?

A deficiência intelectual é uma condição irreversível. No entanto, a pessoa comprometida deve receber acompanhamento médico e estimulação de suas capacidades. As limitações existentes podem ser minimizadas por meio da estimulação sistemática de atividades escolares, profissionais e sociais.

Não tenha medo ou vergonha e procure ajuda . Questione , estude , acompanhe e explore o máximo do potencial do seu filho.Fica a dica.

A criança que morde : o que fazer?

Sim, eu sei , também já passei por isso. Meu primeiro filho vivia sendo mordido por um coleguinha da escola e isso é muito chato. Na verdade dá muita raiva .

Para minha surpresa , minha segunda filha virou uma ” mordedora” e eu vi que isso é realmente muito , muito pior . Eu não sabia muito como agir e me sentia muito envergonhada .É desagradável saber pela professora que seu filho atacou mais um colega ou constatar marcas de dentinhos no braço do primo, não é mesmo?

Mas porque isso acontece ?

Até por volta dos três anos de idade as mordidas são normais entre as crianças. Devido a dificuldade em expressar seus desejos através da palavra, as agressões físicas como os empurrões, puxões de cabelo e as famosas mordidas são o recurso mais rápido para responder a um desejo contrariado.

Nesta fase a criança é egocêntrica e acredita que o mundo funciona e existe em função dela. A intenção da criança ao morder é obter o mais rápido possível aquele objeto de desejo, já que não consegue verbalizar .

O objetivo da criança é ter seu desejo atendido, não de fazer o outro sofrer. Não há maldade , mas um dificuldade de comunicação e baixa tolerância à frustração.

Dá para fazer alguma coisa ?

A relação social é um aprendizado. As crianças não nascem sabendo a boa convivência com o outro, muito menos o efeito que suas ações tem. Por isso, quando usa a mordida para conquistar o brinquedo ou a atenção é preciso de forma bastante firme, mostrar-lhe as conseqüências de sua ação, mostrando que não é certo morder, pois machuca o outro.

Aos poucos, a medida que a linguagem for sendo desenvolvida e as construções sociais adquiridas, as mordidas vão sendo substituídas . Desta forma, o melhor é conversar com a criança e não excluí-la do grupo , ensinando a canalizar a raiva de outra forma .

A situação só é preocupante quando acontece com muita frequência, várias vezes ao dia. Este comportamento demonstra agressividade e indica que pode estar acontecendo alguma coisa na família ou no desenvolvimento da criança. Nesses casos, o caminho é consultar um psicólogo.

Super dicas

• Quando você presenciar seu filho mordendo, afaste-o da situação e demonstre que aquilo não é aceitável. É preciso chamar a atenção para que não se torne um hábito.

• Nunca ria ou demonstre que achou graça da mordida.

• Explique o motivo de não poder morder e não morda de volta.O adulto deve mostrar à criança que a linguagem é a forma certa de se obter as coisas.

• Antes de tudo, relaxe e compreenda que hoje seu filho foi mordido, mas talvez amanhã   ele venha a morder alguém. As crianças pequenas são imprevisíveis e isso faz parte da idade.

• Seu filho provavelmente seguirá os instintos para se defender na convivência em grupo na escolinha. Mas, caso isso não aconteça e você note que ele sempre é alvo das mordidas, ensine-o a se defender e se impor. Não de forma violenta, incentivando que ele também morda ou bata no colega, mas sim orientando que ele conte à professora, ou que fique longe da criança que sempre o morde.

• Pais que mordem ensinam seus filhos a ter o mesmo comportamento . Não é uma regra , ou seja , nem todo mordedor já foi mordido.

Mesmo com esses cuidados, casos de mordidas sistemáticas podem se dar e demandam uma atenção redobrada dos educadores. Em vez de recriminar os pequenos, a professora deve passar a sentar mais próxima e ficar de olho para evitar novos episódios. Evitar colocar a criança de castigo e se manter por perto.

Assim , quem antes ia morder para obter o brinquedo percebe a presença do adulto observando e intervindo. Com isso, reduz-se a probabilidade de um novo incidente.

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Meu filho é muito inteligente! Será super dotado ?

Você sabia que nascem três superdotados em cada cem pessoas, independentemente de raça, sexo ou classe social ?

Isso significa que, dos cerca de 4 milhões de brasileiros que devem nascer este ano, 120 mil merecem estar nessa categoria .Em geral, eles desenvolvem espontaneamente o seu talento – daí fenômenos como os de crianças que até aprendem a ler sozinhas.

Mas atenção : a criança que aprende a ler , andar ou falar mais rápido não necessariamente é superdotada .

É algo muito mais comum do que as pessoas imaginam : as estimativas mais conservadoras giram entre 2% a 5%. Isso quer dizer que praticamente toda sala de aula tem alguém com esse perfil.

Vale ressaltar que a superdotação não está relacionada a grupos raciais específicos ou ao nível socioeconômico. No entanto, o estímulo ambiental adequado faz toda diferença para que esse potencial, herdado geneticamente, se desenvolva plenamente.

Os superdotados têm raciocínio e aprendizagem rápidos, são curiosos, pesquisadores natos. Na infância, tendem a querer conviver mais com os adultos e podem ter problemas de interação social. Muitos apresentam baixo desempenho escolar por acharem as aulas desestimulantes e sem nenhum desafio.

A maioria dos pais percebe as altas habilidades antes que a criança complete cinco anos. O ideal é procurar um psicólogo experiente no assunto, que poderá fazer testes psicométricos e uma avaliação neuropsicológica para identificar se as potencialidades estão realmente acima da média de outras crianças.

COMO DIAGNOSTICAR ?

Então, como saber se existe mesmo algo diferente e que merece um acompanhamento? Especialistas concordam que as crianças com superdotação podem demonstrar maior facilidade nas áreas da linguagem, na socialização ou no desempenho escolar. Veja alguns outros sinais:

  1. Vocabulário superior ao esperado para a idade.
  2. Nível de leitura acima da média do grupo.
  3. Observação acurada.
  4. Raciocínio incomum.
  5. Disposição de liderança.
  6. Relacionamento aberto e receptivo.
  7. Sensibilidade aos sentimentos dos outros.
  8. Atenção prolongada e centrada nos assuntos de seu interesse.
  9. Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos.
  10. Tendência a começar sozinha as atividades e a dar prosseguimento nos interesses individuais.
  11. Originalidade de expressão oral e escrita, com constantes respostas diferentes, individuais e não estereotipadas.
  12. Talento incomum para expressão em artes, como teatro, música, desenho, dança.
  13. Habilidade para apresentar alternativas, respostas e soluções para problemas difíceis ou complexos.
  14. Facilidade de decisão.
  15. Habilidade de encontrar relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados.
  16. Aborrecimento fácil com a rotina.
  17. Desinteresse por regulamentos e normas.
  18. Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas.

O diagnóstico de altas habilidades é complexo e feito por uma equipe multidisciplinar — educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos. É importante salientar que escalas e testes não diagnosticam, mas podem ser ferramentas importantes na identificação de crianças superdotadas. Essa identificação normalmente ocorre nos primeiros anos escolares.

Temos que frisar que alunos com altas habilidades ou superdotação também são amparados pela legislação brasileira para que tenham o professor de apoio na escola regular.

Além disso, também é interessante destacar que a inclusão de crianças com deficiência, distúrbios de aprendizagem e altas habilidades/superdotação exige um currículo diferenciado, adaptado às suas necessidades.

Para lidar com uma criança superdotada em casa, os pais devem ajudar no desenvolvimento psicológico saudável e proporcionar um ambiente que estimule continuamente as capacidades intelectuais da criança. Aos pais cabe, também, aceitar falhas e ajudar a criança a enfrentar dificuldades de qualquer ordem.

Isso significa evitar a supervalorização e as expectativas quanto ao desempenho da criança. É primordial que o aluno com altas habilidades/superdotação se desenvolva em seu próprio ritmo, aproveitando ao máximo suas potencialidades e competências; que seja estimulado a construir novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que conviva com parceiros da mesma faixa etária. Propor conteúdos que desafiem a aprendizagem a fim de mantê-lo motivado.

Como tornar seu filho mais inteligente?

Para melhorar ao máximo o potencial de seus filho muitas famílias acabam investindo, desde o nascimento do bebê, nas mais variadas atividades para que possam fazer da criança um pequeno gênio.

A inteligência é um potencial inato, todos nós nascemos inteligentes. Mas são necessários estímulos para que ela se desenvolva da melhor maneira possível, e isso vai ser determinante para definir o grau de capacidade que a criança irá alcançar.

Cerca de 20% da nossa inteligência vem da hereditariedade, e isso não há como mudar. Mas os outros 80% estão relacionados a outros fatores como a personalidade e o contexto econômico, social e cultural em que a criança está inserida. Ou seja, depende das chances que você dá.

Isso significa que, por mais que cada um tenha alguns limites estabelecidos geneticamente, os estímulos certos dados na hora certa farão toda a diferença.

OS PRIMEIROS MIL DIAS DE VIDA

O período que vai da gestação até o final do segundo ano de vida da criança, chamado de “os primeiros mil dias” de vida da criança é uma janela de oportunidades. Neste período todos os fatores vão influenciar o desenvolvimento cognitivo e neurológico da criança.

Nesta fase há uma intensa formação de sinapses do cérebro : quando nascemos, fazemos cerca de 2,5 mil sinapses (área em que um neurônio se comunica com o outro para transmitir impulsos nervosos). Aos três anos de vida, esse número está em aproximadamente 1 quatrilhão!

Isso não significa que após os três anos nada mais pode ser feito para desenvolver a inteligência. O cérebro está em constante evolução e as pessoas são capazes de adquirir novos conhecimentos e habilidades ao longo de toda a vida.

E COMO DEUXAR MEU FILHO MAIS INTELIGENTE ?

Além de uma boa alimentação a base de alimentos que contenham ômega 3 e horas de sono adequadas , temos as atividades extracurriculares . Mas atenção: deixe horários de lazer e de ócio. Nada de sobrecarregar a agenda dos pequenos e deixá-los estressados .

Toda criança pode ser estimulada através de :

• música: estudos demonstram que pode aumentar em até 30% o desenvolvimento cognitivo ;

• atividade física: além do ganho para a saúde, os esportes auxiliam o desenvolvimento motor e a percepção corporal, a concentração e as relações interpessoais, além de estimular o trabalho em equipe e contribuir para a construção da autoestima;

• mais momentos em família e menos telas : os pais correm atrás de técnicas e milhares e estímulos para tornar a criança um sucesso acadêmico ou profissional, mas nada é mais importante do que o amor.

Laços familiares , segurança , carinho são os estímulos necessários para desenvolver o cérebro, mas a gente quer mais do que um cérebro. Queremos crianças e adultos felizes antes de tudo.

Pais , não mandem seus filhos doentes na escola

Quando a criança não deve ir à escola? Essa é uma pergunta que confunde muitos pais que estão lidando com filhos doentes.

Na verdade, decidir se uma criança doente deve ir à escola seria muito fácil -se ficou doente, não vai. Simples assim? Não! Se a cada coriza ou tosse, a criança for ficar em casa, com certeza ela permanecerá mais afastada do que deveria.

Manter a criança em casa implica em pais faltando ao trabalho,mobilização de pessoas para cuidar dessa criança e perda do conteúdo escolar e atividades que podem ser importantes no aprendizado. Então, em que situações seria melhor manter a criança afastada da escola,quando ela está doente?

Logicamente, se a criança está prostrada, com vômitos , fica fácil decidir. Porém, como numa boa parte das infecções por vírus, a criança não parece tão mal e fica difícil decidir .

Quando a criança deve ficar em casa ?

Para saber se a criança com mal-estar deve ou não ir à escola, é importante avaliar o quadro clínico e analisar se os sintomas realmente necessitam de repouso.

Vômitos e diarréia

Parece lógico que uma criança com vômitos ou diarreia não deva ir à escola. Mas, muitos pais mandam a criança que está nessa situação para a escola mesmo assim, principalmente se só há diarréia.

As viroses intestinais são extremamente contagiosas, principalmente nas primeiras 24 horas de doença. Portanto, nesse caso, também valeria a regra de aguardar pelo menos um dia para mandar a criança de volta para a escola.

Os vírus são espalhados pelo ar e gotículas de saliva .Imagine sua criança causando uma epidemia de diarreia dentro da escola? Tenho certeza de que você não gostaria de ser responsável por uma situação dessas.

Febre

Um dos sinais que merecem atenção é a febre, que funciona como um alerta de que o corpo não vai bem e necessita de atenção.

Se existe febre, existe uma infecção. E uma criança com infecção não deve ir à escola porque, mesmo sendo medicada e baixando a febre, ela está transmitindo a sua doença para as outras crianças. Além disto, durante o período em que ela estará na escola, poderá haver piora dos sintomas e será necessário observá-la por um tempo.

O correto se sua criança tem febre é só mandá-la para a escola quando ela estiver 24 horas sem febre.

A febre pode ser o primeiro sintoma de muitas doenças contagiosas , como catapora , caxumba e rubéola . Os sinais característicos destas doenças só surgem por conta do terceiro dia de febre , mas a contaminação ocorre antes . Por isso é fundamental que a criança fique em casa, principalmente quando está em investigação do foco da doença .

Olho vermelho

Ao sinal de qualquer irritação ocular , até que se prove o contrário, é uma conjuntivite infecciosa e a criança pode transmiti-la aos coleguinhas . Após o tratamento com antibiótico por 3 dias o risco de contaminação é mínimo , e se autorizado pelo pediatra , o seu filho poderá novamente frequentar as atividades em grupo.

Tosse e coriza

Ao menor sinal de gripe ou resfriado a criança deve ser mantida em casa . O risco de ser uma infecção provocada pelo coronavirus é grande e ela só deve voltar a escola quando não há risco para os colegas e professores .

É só ir na escola que meu filho fica doente !

Seu filho começou a frequentar a escola e já está doente? Parece que nunca sara e toda hora está com o nariz escorrendo?

Saiba que você não está sozinha . TODAS as crianças matriculadas antes dos 2 anos de idade convivem com as “viroses” durante todo o período letivo. Mas por que isso acontece?

As crianças que frequentam creches têm de seis a oito episódios de infecções por ano. É quase um episódio por mês. Mas, isso não significa que a criança esteja com a imunidade baixa.

Durante os primeiros anos de vida, o sistema imunológico está em fase de amadurecimento, o que torna a criança mais vulnerável a infecções. O contágio da maior parte dos vírus acontece pelo contato e, nessas idades, as crianças estão muito próximas, trocam brinquedos que geralmente levam à boca todo o tempo, por mais que as creches tentem individualizá-los.

Além disso, grande parte das doenças são causadas por vírus, que se transmitem de uma criança para a outra com muita facilidade através das gotículas de saliva, ou seja, só de chegar perto e falar já pode transmitir.

Cada vez que a criança tiver contato com um vírus novo, ela terá uma infecção, porque ainda não tem os anticorpos necessários para evitar isso.  Por isso o primeiro ano é o mais difícil para os bebês e para as mães que ficam desesperadas de ver que toda semana o filho está resfriado, ou tossindo, ou com diarreia, ou com infecção de garganta, etc.

Algumas vezes parece até que é a mesma doença que não curou, aquele resfriado interminável.

Como evitar isso?

Não fique preocupada por ser uma péssima mãe ao colocar seu filho na escola tão cedo. Existem algumas maneiras de melhorar a frequência das infecções.

alimentação : frutas e verduras coloridas possuem vitaminas variadas. Se o seu filho não aceita muito bem , bata um suco e evite dar aquele ” sopão” com todos os legumes da geladeira. A sopa tem muito líquido e os vegetais muitas fibras , o que provoca a saciedade antes da criança consumir uma quantidade ideal de nutrientes.

vitaminas : zinco é a vitamina chave . O efeito da suplementação de zinco sobre o sistema imunológico apresenta bons resultados em crianças, aumentando o controle de diarréias e infecções respiratórias.

check up : verificar com o seu pediatra a presença de doenças que possam propiciar mais infecções , como as alergias e anemia.

repouso em casa : evitar levar a criança doente para a escola, para que ela possa se recuperar . A criança doente tem pouco apetite , que pode piorar quando ela toma muita medicação . Em casa , a supervisão da alimentação é melhor e podemos oferecer uma boa variedade de alimentos em caso de recusa .

use lactobacilos : isso mesmo : leite fermentado , iogurte e kefir são ótimos aliados para melhorar a imunidade. Contem lactobacilos que atuam sobre a flora intestinal e melhoram a imunidade das crianças .

Alguns pais e avós dizem que as crianças de hoje são mais “fraquinhas ” e não saram , porque sempre estão com tosse ou coriza . Na verdade , cada vez mais cedo elas entram na escola e isso tem sido prejudicial à saúde delas . Se o seu filho não melhora ou teve que utilizar antibióticos com muita frequência , talvez seja a hora de repensar na necessidade dele frequentar o ambiente escolar.

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Volta às aulas ?

Recebo tantas perguntas sobre a volta às aulas ! E você , também não está super preocupada com tudo isso ? Afinal , as crianças são o nosso bem mais precioso e pensar em arriscar a vidinha delas com essa doença dá arrepios .

Se você fizer uma pesquisa rápida na internet , verá que existe pouca notícia sobre o assunto . Muito alarde sobre novos surtos e tal , mas pouca notícia sobre o que realmente interessa para nós , mães : é seguro enviar meu filho para escola ?

Afinal , não dá para comparar uma escola brasileira com a do Japão ou da Alemanha . Aliás , nem dá para comparar uma escola nos diferentes estados brasileiros ou públicas e particulares .

Então , o que fazer ?

A primeira pergunta na cabeça dos pais é: meu filho pode pegar covid-19 na escola?

Uma das mais recentes pesquisas sobre o tema foi publicada esta semana na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health. E ela sugere que escolas podem reabrir onde houver outras formas de se controlar a pandemia, como distanciamento social.

No estudo verificou-se que as escolas não foram grande foco de infecção de coronavírus e o risco de infecção entre as crianças foi considerado pequeno.

Os autores do estudo foram explícitos nas suas conclusões: “nossas descobertas fornecem evidências de que a transmissão de Sars-CoV-2 em ambientes educacionais pode ser mantida em baixo nível no contexto de uma resposta eficaz à epidemia”. Ou seja , locais com medidas rigorosas de higienização e de controle de novos casos , as escola podem reabrir .

E no Brasil ?

Veja o documento em maio deste ano emitido pela nossa Sociedade de Pediatria sobre o assunto :

…”Se por um lado existe a preocupação em relação ao adoecimento dos filhos e, como consequência, de outros membros da família, por outro lado, há o prejuízo da aprendizagem e sociabilização. Crianças, mesmo assintomáticas, podem ser transmissoras da doença. Tossem, espirram, compartilham brinquedos e alimentos sem maiores cuidados”…


…” Sabemos que a doença é transmitida por meio de contato direto com gotículas respiratórias de uma pessoa infectada (fala, tosse e espirros) e ao se tocar na face (olhos, nariz e boca) após contato com superfícies contaminadas”…

… “é nosso entendimento que a volta às aulas deva ser gradual, de forma cautelosa, incluindo todas as precauções possíveis para minimizar a disseminação da infecção pelo SARS-CoV-2 nas escolas”…

Segue o link do documento completo : https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22516b-NA_-_COVID-19_e_a_Volta_as_Aulas.pdf

Mas e aí ? Mando ou não meu filho para escola ?

A resposta é depende . Porque existe uma grande gama de fatores , como por exemplo , se a sua cidade está com os índices de novos casos estabilizado ou não. Depende do tamanho da sua escola e se ela possui ou não recursos para controle e higienização e da idade do seu filho.

Uma regra é clara : crianças com cardiopatias congênitas ou imunodepressão não devem voltar a escola este ano . Já os asmáticos e diabéticos devem questionar ao seu pediatra a decisão , pois irá variar caso a caso .

Quais os cuidados de segurança que devo observar na escola ?

– Orientar a higienização das mãos frequentemente, especialmente antes e após as refeições e a ida ao banheiro;
– Levar álcool em gel e ensinar seu filho a usá-lo corretamente;

Orientar para o uso de lenços descartáveis ou do antebraço (cotovelo dobrado) ao tossir ou espirra;

– Levar a sua própria garrafa de água, utilizando os bebedouros comuns apenas para enche-las ;
– Usar máscaras e trocá-las a cada duas a quatro horas, ou antes, se estiverem sujas, úmidas ou rasgadas.

E o mais importante é que cada escola adote políticas de educação para prevenção de infecções que envolvam alunos, pais, professores e funcionários. Os pais devem ser orientados a não levarem seus filhos à escola ao menor indício de quadro infeccioso, seja febre, manifestações respiratórias, diarreia, entre outras. Cada família deve entender a ter respeito ao próximo e deixar a criança em casa , mesmo sem diagnóstico estabelecido .

E é exatamente aí que eu gostaria de deixar a minha opinião pessoal . Não tenho medo da escola ou da higienização. Tenho medo dos pais dos outros alunos . Como pediatra , vejo tanto desrespeito aos demais, tantas situações extremamente bizarras , que eu gostaria de te contar .

Como no caso do pai que leva a filha ao meu consultório , com suspeita de Covid ( a mãe testou positiva e a criança possuía sintomas ) e se recusou a usar a máscara durante o atendimento , mesmo após solicitado .

Ou a enfermeira atendida na UBS com contato familiar positivo para a doença que se recusou a se afastar do serviço , porque “ não apresentava sintomas” e sabia dos riscos de transmissão a que submeteu todos os pacientes que atendia .

E tantos outros casos de crianças tossindo e espirrando , ou até mesmo com febre na porta da escola … por isso , a minha pergunta é: será que nós , pais e mães , estamos preparados a respeitar o próximo ?

Problemas de visão em crianças : como notar ?

A visão é um sentido importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Gestos e condutas são apreendidos quando ela observa as pessoas ao seu redor.  Pensando nisso, os pais devem ficar atentos ao comportamento de seus filhos, pois um prejuízo no desenvolvimento visual pode ter consequências negativas para o resto da vida.

Bebê enxerga?

Sim! Ao nascimento, os bebês têm toda a estrutura da visão formada, mas ainda precisarão de tempo para aprender a usar os olhos. Eles nascem com pouca acuidade visual e só conseguem enxergar pessoas e objetos que estejam entre 20 e 30 centímetros de distância.

Manter o foco também é um problema, já que eles ainda não controlam a movimentação dos olhos, o que faz com que fiquem vesguinhos com frequência.

Mas o desenvolvimento da visão é rápido e gradual e em oito meses os olhos dos bebês já são capazes de ver quase tão bem quanto um adulto .

O que faz suspeitar que a criança pode não enxergar?

Preste atenção se o pequeno apresenta desinteresse por leitura ou é muito disperso, se ele se aproxima muito dos livros, da lousa ou da televisão para enxergar melhor e se costuma apertar os olhos para ver com nitidez.

Dificuldades de aprendizado na escola podem ter uma causa visual , por isso ela deve ser avaliada e afastada.

O erro refrativo, que compromete a capacidade visual, está presente em 8% das crianças menores de 4 anos e em 22% das crianças com até 9 anos. Quando os problemas de visão de alto grau não são corrigidos, o mundo da criança é limitado, seu rendimento escolar prejudicado e, muitas vezes, surgem queixas de dor de cabeça e dispersão.

Cabe observar também se os olhos da criança estão constantemente vermelhos ou se ela reclama de dor de cabeça com frequência . Isso pode sugerir a existência de um grupo de doenças como conjuntivite, uveíte e neurite óptica, o que exige tratamento imediato.

Quando levar ao oftalmologista?

Não existe um consenso de quando a criança deve ser avaliada preventivamente quanto à saúde ocular. Por isso converse com o seu pediatra . Isso ajuda a detectar precocemente erros refrativos, estrabismo e doenças oculares capazes de prejudicar o desenvolvimento visual da criança.

O exame no consultório é objetivo e as crianças não precisam necessariamente falar para serem avaliadas. Para cada idade, existem tabelas apropriadas.