Já trocou de leite e não deu certo ?

Seu bebê nasce e, antes mesmo de deixar a maternidade, vai passar por uma série de exames com o objetivo de diagnosticar possíveis problemas que possam comprometer a saúde dele. Nos primeiros dias de vida, o recém-nascido vai receber as vacinas e muitas outras picadas virão até ele chegar à adolescência, fase em que o sistema imunológico se iguala ao de um adulto.

Há também outra medida mais simples e natural de fortalecer a imunidade do seu filho : a amamentação.Os benefícios são inúmeros, a começar pelo conteúdo nutricional, já que o leite materno, você sabe, é o alimento mais completo e equilibrado para o bebê.

Mas e para aqueles casos aonde será necessário a complementação de fórmulas ?

Criada em 1865 por um químico alemão , as fórmulas lácteas mudaram muito desde então . Com base no leite de vaca , foram acrescentados óleos essenciais ao desenvolvimento neurológico e muitas vitaminas . Tudo para torná-lo o mais próximo do leite materno .

Qual leite escolher ? Nem sempre será uma tarefa fácil ( e até já escrevi posts sobre o assunto ) e tem muita mãe fazendo a “farra do leite” por aí . Mas vamos ver o porquê você não deve fazer isso .

Não troque as marcas de leite , por favor !

Atendo muitas dúvidas pela minha página do Facebook . São mães que , desesperadas , já trocaram as fórmulas dos seus bebês 3 até 4 vezes . Iniciam a marca orientada na maternidade e vão realizando trocas até encontrarem a “fórmula ideal”.

O motivo principal de tanta troca ? Cólicas e constipação são as principais causas , seguido do fator financeiro .

Constipação , será mesmo ?

Veja , claro que existem diferenças entre as principais marcas do mercado : Aptamil , Nan , Enfamil . Mas , na maioria esmagadora dos casos , o bebê nem é “ressecado”.

Bebês ao sair da maternidade evacuam a cada mamada , mas após o primeiro mês de vida , as fezes podem vir somente a cada 3 ou 5 dias e tudo isso ser normal ! Sim, desde que a consistência seja pastosa , está tudo bem com o seu bebê e a fórmula não deve ser trocada .

Cólicas , será mesmo ?

É tanto remédio para cólica que tem muita gente botando a culpa no leite . Será ? Sabemos que muitos recém nascidos terão cólicas e apresentarão melhora com uso de remédios . Mas e quando o bebê ainda sofre ?

Se você já trocou duas vezes o tipo de fórmula , está na hora de parar . Provavelmente a causa da dor não é o leite . Esta criança deve ser examinada e ser avaliada outras possibilidades diagnósticas , como refluxo gastroesofágico ou alergia a proteína do leite de vaca .

Por que não devo trocar de leite ?

Os primeiro anos de vida do bebê são fundamentais para o seu desenvolvimento. Fazer trocas constantes de fórmulas lácteas pode levar à perda de peso , falta de ingestão de nutrientes , uso excessivo de remédios e acabar caindo na tentação de oferecer leite de vaca mesmo , o famoso ” Ninho”.

Lembre-se de que o leite de vaca não é o alimento ideal no primeiro ano de vida .

Fica a dica .

Leite materno protege bebês contra Covid

O leite materno pode transmitir o coronavírus, assim como ocorre com outras infecções? Essa foi uma das principais questões entre os pediatras para recomendar ou não , a amamentação em tempos de coronavírus.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC estudaram cerca de 200 mães e comprovaram que o aleitamento é seguro e protege o bebê contra o novo coronavírus. Viu que notícia boa ?

O estudo foi publicado recentemente em uma das mais importantes revistas internacionais do mundo que tratam sobre amamentação, a Journal of Human Lactation.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde do Brasil e Sociedade Brasileira de Pediatria é manter o aleitamento materno desde a sala de parto, no alojamento conjunto, Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN), enfim, em todos os setores da maternidade.

PEGUEI COVID , DEVO AMAMENTAR ?

A amamentação deve ser mantida. A mãe suspeita ou com diagnóstico de COVID- 19 pode amamentar se estiver em bom estado geral, se quiser amamentar, tomando alguns cuidados higiênicos e seguindo algumas recomendações, como a seguir:

• Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;

É possível afirmar que a Covid-19 não é transmitida por meio da amamentação  nem durante a gestação

• A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;

• Lavar com frequência as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora). Se não for possível, higienize as mãos com álcool em gel 70%; 

ESTOU TOMANDO MEDICAÇÃO, POSSO AMAMENTAR ?

Não há protocolo definido pelo Ministério da Saúde quanto ao tratamento para pacientes com Covid . então , selecionei algumas das medicações mais usadas ( mas não são necessariamente as mais indicadas ):

• cloroquina ou hidroxicloroquina: possuiem baixa passagem no leite e estudos não demonstraram efeitos adversos nos lactentes.

• azitromicina : pode levar a alguns efeitos gastrointestinais como diarreia e candidíase, mas é considerada segura durante amamentação.

• ivermectina não possui muitos estudos sobre seu uso durante amamentação, mas também é pouco excretada no leite sendo considerada provavelmente segura .

• favipiravir : medicação antiviral ,não tem informação suficiente para avaliar sua segurança, mas sabe-se que pode levar a aumento de enzimas hepáticas e de ácido úrico, então quando utilizado devemos dosar esses exames nos lactentes.

• oseltamivir, utilizado para tratamento de Influenza A e B, é considerado seguro e seu uso é aprovado .

• lopinavir não apresentou nos estudos efeitos adversos nas crianças após uso materno, assim como o remdesevir, mas para esta última os estudos são escassos.

• ribavirina, que é utilizada por lactentes infectados por vírus sincicial respiratório possui seu uso compatível com a amamentação desde que utilizada por curto período.

• dexametasona na amamentação, sabe-se que pode levar a redução da prolactina e consequentemente diminuição da produção de leite, mas seu uso por curto período não demonstra nos bebês efeitos adversos. E a metilprednisolona, já bem estudada, possui baixa concentração no leite materno e sem evidência de riscos às crianças.

• tocolizumabe (anticorpo monoclonal) e os interferon-alfa e beta (citocinas antivirais e com ação imunomoduladora) são considerados seguros.

Peguei Covid e agora , o que fazer com os meus filhos ?

Recebo diariamente inúmeras mensagens de mães , aflitas, que contraíram Covid e que não sabem como devem proceder com relação às crianças.

O primeiro procedimento ser feito é o isolamento. No nosso caso , nem sempre é uma tarefa fácil , principalmente no caso dos menores de 2 anos . Então, mesmo em caso de suspeita , use máscara em casa o tempo todo e não se esqueça da lavagem de mãos.

E por favor , não deixe seu filho na casa da avó ou da tia . Porque , até que se prove o contrário, o seu filho também pode estar com a doença e transmiti-la para outros familiares . Todos do domicílio devem seguir um isolamento de 10 dias .

FAÇO O EXAME NOS MEUS FILHOS ?

Se você tem suspeita da doença, iremos coletar o exame dos seus filhos apenas se eles apresentarem sintomas . E quando isso ocorrer, será o mesmo exame de diagnóstico dos adultos, aquele do cotonete.

Esse exame pode ser o RT-PCR , teste de antigeno ou teste rápido da farmácia. Todos são feitos através do cotonete no nariz . Somente assim , saberemos se ele tem ou não o novo coronavirus.

QUAL MEDICAÇÃO EU USO ?

Infelizmente não há tratamento específico para Covid . O que usamos são medicações, como xaropes expectorante e antitérmicos , comus nos quadros gripais . Por isso não tinha medo quando seu pediatra prescrever algum tratamento e siga as orientações.

O início do tratamento só deve ocorrer na presença de sintomas ! Não adianta fazer exame ou dar xarope se a criança não apresenta nenhum sinal da doença.

Ivermectina não é tratamento para Covid !

DEVO PARAR DE AMAMENTAR ?

Alimento poderoso, o leite materno além de nutrir e hidratar tem o poder de evitar inúmeras doenças, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês por meio dos anticorpos da mãe, que são liberados para o filho naturalmente do início ao fim da mamada. 

Não há, até o momento presente, evidências científicas de transmissão do novo coronavírus por meio do leite materno de mãe contaminada. Os estudos iniciais também apontam para um baixo risco de infecção por COVID-19 entre bebês.

Considerando esses pontos, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) consideram que os benefícios do aleitamento materno superam o risco de contaminar o bebê.

Estudos demonstraram a presença de anticorpos capazes de neutralizar o vírus no leite de mulheres que tiveram a doença

Veja os 7 erros mais comuns no aleitamento materno

A amamentação nem sempre é um processo fácil e instintivo. Ele exige uma dedicação da família para que o desmame precoce não aconteça. E, o que muitas pessoas ainda não sabem, é que é possível evitar erros que atrapalham amamentação de forma simples e ainda nas primeiras semanas de vida do bebê.

1 ) Estabelecer horários fixos para oferecer o peito

O bebê não é um reloginho. Ele funciona na hora que quer. Portanto, nada de se prender em conselhos de amigas e avós sobre a duração de cada mamada. “Não é de três em três horas ou de ‘tantos’ minutos em cada peito.

Amamente em livre demanda : oferecer o peito sempre que o bebê solicitar. Eles mamam aos pouquinhos e precisam se alimentar com frequência para estarem satisfeitos.


2 ) Tentar eliminar as mamadas noturnas

Algumas famílias optam por oferecer mamadeira durante a madrugada, acreditando na crença de que o pequeno vai “dormir melhor”. Mas é preciso entender que durante à noite é que ocorre o pico de produção da prolactina, hormônio responsável pelo aumento da produção de leite.


3 ) Acreditar que sentir dor, ter os seios rachados e/ou sangrado é normal

Lembre-se que os bebês amamentados no seio tendem a ter fome mais rápido do que os alimentados por fórmulas por causa da rápida digestão do leite materno.

Sentir dor na amamentação é sinal de que a pega está errada. Esse é um dos principais motivos que levam ao desmame precoce. A pega deve ser corrigida, para que o bebê consiga mamar e que os seios não sejam mais machucados.


4 ) Oferecer chá ou água

Bebês amamentados em livre demanda não precisa ingerir água, pois o leite materno tem tudo o que ele precisa para se manter hidratado. Oferecendo água, os pais acabam “substituindo” um espaço no estômago da criança que poderia ser do leite, fazendo com o que o pequeno mame menos. O mesmo vale para chás.

5 ) Fazer dieta para perder peso após o parto

Para conseguir dar conta da produção de leite, a mãe deve se alimentar de forma equilibrada, priorizando carboidratos integrais, proteínas magras, verduras legumes e frutas. Também é importante beber cerca de três litros de água por dia.

6 ) Dar de mamar com o bebê sonolento

O processo de amamentação flui melhor quando o bebê está desperto, porque ele consegue abrir a boca para fazer a pega correta (abocanhar o mamilo e a maior parte da aréola). Quando está sonolento, geralmente atinge só a pontinha do mamilo. Resultado: não mama direito e em pouco tempo precisará se “abastecer” de novo.

Para deixar o bebê mais desperto, a mãe pode manter o ambiente mais iluminado e deixar o bebê com menos roupa, para que se aconchegue e equilibre a temperatura no colo da mãe.

7 ) Ficar alternando os seios a cada mamada

É melhor esvaziar completamente o primeiro seio para só então passar para o segundo. Muitas vezes, o esvaziamento total da mama exige duas ou três mamadas no mesmo peito. Mamar sem o esvaziamento completo da mama faz com que o bebê não consiga chegar ao ‘leite do fim’. Este leite final tem uma alta carga de gordura, dá a sensação de saciedade e prazer e engorda.

Amamentar é persistência e ter em mente que este é o melhor alimento para o seu bebê . Nenhuma fórmula substitui de forma completa o leite materno .

Leite de vaca ou fórmula ?

Sem dúvida, o leite materno preenche todas as necessidades nutricionais do bebê . Ele não é apenas uma fonte de nutrientes , mas uma fonte grande complexidade biológica ( lactobacilos benéficos ) , ativamente protetora de infecções e alergias.

Mas e quando não há leite materno, bebês podem tomar leite de vaca ou apenas fórmulas infantis?

No Brasil, o leite de vaca é a principal alternativa para as mães que não podem amamentar seus filhos, devido ao baixo custo do produto em relação às fórmulas infantis.

Pesquisas realizadas mostram que 60% dos bebês brasileiros com menos de seis meses já tomam leite de vaca. Isso se deve, sobretudo ao alto preço das fórmulas infantis.

E qual o problema? Todo mundo da minha família tomou leite de vaca e está saudável !

Pelo menos 1 vez ao dia eu ouço essa frase . Então vamos saber um pouquinho mais ?

Bebê em uso de leite de vaca ( caixinha , pó ou saquinho ) tem anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro) com muito mais frequência. Isso acontece porque além do leite ter pouco ferro , a disponibilidade dele não é ideal .

Como os pequeninos possuem um intestino ainda não totalmente desenvolvido, o consumo de leite de vaca tem sido relacionado ao aparecimento da alergia a proteína do leite de vaca, uma condição que afeta de 5% das crianças até 2 anos de idade. A absorção da proteína íntegra pelo intestino pode levar o sistema imunológico a reconhecê-la como “inimiga” e desencadear um processo inflamatório a cada vez que encontrá-la . Essa reação promove quadros de vômitos , diarréia ou sangramento nas fezes e perda de ganho de peso.

Atenção ! Isso também pode ocorrer em bebês que são amamentados ou que usam fórmulas , mas a concentração da proteína do leite de vaca no leite materno é bem menor .

Outro risco associado a ingestão de leite de vaca é o de desenvolver problemas nos rins , devido a sobrecarga , para filtrar e eliminar o excesso de sódio e proteínas . Há ainda o risco de deficiência de cobre, zinco, vitamina A, C, E e ácido fólico e gorduras essenciais (ômega 3 e ômega 6) principalmente quando se utiliza o leite muito diluído, prática muito comum.

Por todas estas evidências, não é recomendada a utilização do leite de vaca integral na alimentação da criança durante o primeiro na de vida para Sociedade Brasileira de Pediatria .

E o Ninho fases pode ?

Como uma opção mais barata as fórmulas infantil , muitas mães acabam fazendo o uso inadvertido de compostos lácteos. Esses produtos estão dispostos nas prateleiras de farmácias e supermercados ao lado de fórmulas infantis , com embalagens são muito parecidas e com preço bem menor. Como se fosse uma fórmula, mas mais barata.

São semelhantes mas NÃO são fórmulas

Compostos lácteos não podem ser chamados de leite, pois contém em sua formulação, ingredientes vegetais como milho, soja e canola. Não são uma opção para bebês menores de 1 ano.

Os compostos levam em sua composição 51% de leite e trazem a inscrição “enriquecidos com alguns vitaminas” , mas estão longe de ser um alimento adequado para bebês e crianças. Possuem flavorizantes doces, o que os torna muito saborosos, mas que podem criar um hábito de consumo de alimentos adocicados nas crianças. Exemplos de compostos lácteos: Ninho Fases (+1, +3, etc), Enfagrow, Milnutri Pronutra.

Por que a fórmula é a melhor opção ?

As fórmulas são produtos indicados para bebês até 1 ano de idade. O objetivo desses produtos é complementar o aleitamento materno ou substitui-lo, quando a mãe não tem leite suficiente para alimentar o seu bebê ou não deseja amamentar.

As fórmulas estão associadas com o melhor desenvolvimento do cérebro, do intestino e do sistema imune, quando comparados ao uso do leite de vaca integral (não modificado). Destaque-se que o objetivo não é mimetizar o leite materno, mas fazer com que a alimentação se aproxime dos efeitos e benefícios funcionais que o leite materno.

A escolha do tipo de fórmula e a quantidade que deve ser consumida, deve ser recomendada por médico , devendo levar em consideração o estado nutricional da criança e suas necessidades nutricionais. Por isso a fórmula hipoalergênica não é a primeira opção !

Brasileiros criam leite materno em pó

Pesquisadores brasileiros da Universidade de Maringá criaram leite humano em pó , isso mesmo , leite materno em pó! Ele possui a mesma qualidade, sabor e valor nutricional. Não é incrível ?

O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os seis meses de vida, protegendo-o contra doenças. Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a rede de Bancos de Leite Humano como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil .

A Rede Brasileira é considerada a maior do mundo pela Organização Mundial da Saúde, porém o volume armazenado não é suficiente para atender à demanda, que é suprida por fórmulas infantil feitas a base de leite de vaca ( Aptamil , Enfamil , Novamil ou Nan).

O leite humano é superior a qualquer tipo de fórmula. Para cada litro de leite oferecido para as crianças prematuras é possível diminuir dois dias de permanência na UTI neo-natal e a alta hospitalar é mais precoce, pois as crianças ganham peso mais rápido e ficam mais resistentes.

Para os pesquisadores, o produto em pó tem grandes condições de atender à esta demanda reprimida dos bancos de leite. Isso permitiria aumentar o número de bebês de até seis meses de idade que se alimentariam com leite materno e não através de fórmulas infantis.

Atualmente, os bancos de leite materno trabalham com o produto pasteurizado e congelado. O processo, mesmo que muito elogiado pelos pesquisadores da área, torna curta a validade do leite, sem contar a infraestrutura complexa de armazenamento.

Benefícios

Considerando que o leite humano in natura é altamente perecível, a utilização do mesmo em sua forma em pó pode trazer vários benefícios.

Um deles seria a melhoria sobre o armazenamento e transporte, uma vez que o leite em humano em pó é muito mais resistente à contaminação microbiana e tem seu período de conservação altamente prolongado quando comparado à sua forma in natura.

Outro benefício é que possibilitaria o aumento da distribuição do material, uma vez que, em razão de sua maior durabilidade, o leite humano em pó pode ser distribuído para unidades bem distantes.

Doe a um banco de leite materno

São cerca de 160 mil litros de leite humano distribuídos todos os anos a recém-nascidos de baixo peso. E você pode fazer parte disso! Doar leite materno humano é um gesto que salva vidas. Estimativas do Ministério da Saúde apontam que um frasco de 200 mililitros de leite materno pode alimentar até 10 recém-nascidos.

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação.

Quem quiser doar, pode procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, pelo número de telefone 136.

Por que meu bebê não quer mais mamar?

A greve de amamentação, também conhecida como greve de peito, que acontece quando o bebê recusa o seio materno de forma repentina, muitas vezes sem motivo aparente .Muitas mães acreditam que seu bebê não quer mais o peito ou rejeita seu leite, o que pode levar a estresse, culpa e à percepção de que seu leite é fraco e insuficiente ou que está sendo rejeitada como mãe.

É muito comum que o bebê, a partir do terceiro mês, recuse o seio materno por alguns dias. Apesar de ser mais usual após os 3 meses, a greve de amamentação pode ocorrer em qualquer fase da vida do bebê.

Não deve ser confundida com desmame natural, já que é raro um bebê desmamar por si só antes do primeiro ano de vida.É importante ressaltar que o problema pode ser superado se os pais conhecerem as causas e souberem lidar com o bebê. Dessa forma, o retorno à amamentação pode ocorrer e se prolongar, seguindo seu curso normal.

Algumas possibilidades da greve de amamentação são:

• Evento traumático repentino – o mais comum é mãe gritar com o bebê quando ele morde o peito (o que é algo comum e compreensível de acontecer);  

• Estresse em casa e/ou muitas visitas em casa;

• uso da mamadeira e trocas frequentes das fórmulas lácteas ;

• Doença da criança ou erupção dentária;

• Separação da mãe como na volta ao trabalho e/ou início da adaptação à creche, por exemplo;

• redução do volume do leite (especialmente quando a mãe retorna ao trabalho e não consegue manter a produção com ordenha de leite no horário de trabalho);

• Mudanças grandes no ambiente ou na rotina (viagens e férias, por exemplo);

• Limitação das mamadas (quando a mãe não amamenta em livre demanda).

• Alteração do sabor do leite .

A mãe precisará ordenhar seu leite durante este período e oferecer em copo ou colher, pois suas mamas poderão tornar-se engurgitadas e doloridas.

Leite materno pode ter o sabor alterado?

Pesquisas recentes apontam que a alimentação da mulher durante o período de amamentação pode influenciar na qualidade do leite materno, principalmente no teor de vitaminas. Especialistas alertam que uma dieta balanceada desde a gestação também é fundamental para garantir que as reservas de ferro e vitaminas da mãe.

O leite materno varia muito de sabor. Alguns alimentos mais conhecidos , como o alho , que altera inclusive odor do leite . A quantidade de lactose , principalmente nos primeiros dias deixa o leite levemente adocicado e com o passar do tempo , com a sua redução e o aumento da proporção de gorduras , o leite torna-se mais “salgado” ( menos adocicado).

Apesar destas variações , é muito raro o bebê recusar o leite por alterações do sabor devido a dieta da mãe.

E os remédios podem alterar o gosto do leite?

Uma situação que raramente determina o desmame, mas que pode dificultar a amamentação, é o uso de medicamentos que podem alterar o gosto do leite materno. Alguns remédios pode dar um sabor desagradável ao leite materno e provocar “greve de amamentação” .

Nesses casos, as mães devem ser orientadas a evitar a amamentação no pico de concentração do medicamento no leite que, frequentemente. Outra medida relevante é, quando possível, usar o medicamento pelo menor tempo possível.

Fonte : Sociedade Brasileira de Pediatria

Como resolver a greve?

Aqui algumas dicas para encorajar o bebê a mamar novamente:

• Tentar oferecer o peito à noite, quando bebê estiver mais sonolento;

• Ficar o maior tempo possível em contato pele com pele, sem especificamente tentar oferecer o peito. Manter o bebê no sling é uma alternativa;

• Experimentar variar posições de amamentar.

Com paciência e insistência é quase sempre possível convencer o bebê a voltar à amamentação e, desta forma, ambos podem continuar a desfrutar de seus benefícios. Nunca esquecer de oferecer a mama em ambiente calmo, sem distrações, com tranquilidade e sintonia com o bebê.