Será que meu leite está sustentando ?

Será que o meu bebê está engordando e crescendo como deveria? Essa é uma das principais dúvidas dos pais ,especialmente nos primeiros meses de vida do bebê .

Acho que meu leite é fraco …

Não existe leite fraco. O leite materno é o melhor alimento para os bebês devido tanto às suas propriedades nutricionais em quantidade e qualidade ideais, como também a suas propriedades imunológicas, protegendo contra infecções respiratórias, diarreias, promovendo saúde e permitindo um crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Mas meu bebê chora o tempo todo …

Além disso, vale destacar que nem todo choro do bebê é fome. Ele pode chorar por diversos outros motivos: frio ou calor, fralda suja, necessidade de carinho e atenção, dentre outros motivos.

Mas ele não sai do peito …

Recomenda-se mamadas frequentes, sem horário e duração pré-determinados (livre demanda), ou seja, o bebê deve mamar sempre que demonstrar sinais de fome. É importante estar atento para a troca de fralda frequente do bebê, pois este é um bom sinal de que ele está mamando bem .

A digestão do leite materno é mais rápida que a do leite de vaca – aqueles, de fórmula infantil. Por isso a alta frequência de mamadas.

Ganho de peso no primeiro ano de vida

A estimativa do peso serve para qualquer tipo de alimentação , seja aleitamento materno ou fórmulas lácteas . O peso se refere ao mínimo adequado mês a mês até 1 ano de idade .

É importante frisar que no início da vida o bebê vai emagrecer. Isso ocorre por causa da perda de líquidos nos primeiros 10 dias de vida . Normalmente, a criança reduz em torno de 10% do peso corporal, depois esse número volta a subir.

Tabela de ganho de peso no primeiro ano de vida

Mês de vida Ganho de peso

0-3 meses 700 g / mês

3-6 meses 600 g/mês

6-9 meses 500g /mês

9-12 meses 400g/ mês

Numa regra prática , o peso do seu filho dobra até o quinto mês de vida e triplica até o primeiro ano de vida .

Cada criança tem uma curva individual, que avalia mês a mês o que ela engordou em relação aos dados da população brasileira. E existe, sim, uma variação e há desvios esperados – tanto para cima quanto para baixo. Não basta pesar, tem que medir e interpretar.

Existe diferença entre os sexos ?

Sim! O número da balança está relacionado com o sexo do bebê . Os especialistas dizem que, mesmo sutil, percebem uma diferença: os garotos tendem a nascer pesando mais do que as garotas. No acompanhamento ao longo do primeiro ano de vida existem gráficos e curvas para cada sexo , devido às diferenças de peso e estatura .

Quando a perda de peso deve se tornar uma preocupação?

Nos primeiros dois meses, o bebê ganha mais peso do que nunca. Conforme vai crescendo, o ritmo diminui.É nessa hora que muitas mães ficam preocupadas. Algumas, de forma equivocada, param de amamentar o filho com leite materno, pois acreditam que não está sendo suficiente.

Ganhar pouco peso em um mês não significa nada isoladamente .É essencial manter a calma e ter um diálogo aberto com o pediatra, que avaliará todos os sinais clínicos e também fará uma análise dentro da curva de crescimento.

Fica a dica .

7 Mitos e verdades sobre recém -nascidos

São tantas opiniões que tem muita mãe que acaba ficando perdida . É meia no pé, agasalhar muito , colocar ou não para arrotar que no final ninguém se entende , não é mesmo ?

Vamos ver os principais mitos e verdades sobre o recém-nascido :

1. Bebês sentem mais frio que adultos, por isso precisam ser superagasalhados.

MITO . Muitos pais agasalham em excesso o bebê, mas essa prática deve ser evitada. O recém-nascido sente um pouquinho mais de frio do que o adulto , mas não é uma diferença tão grande assim. Alguns sinais podem te ajudar a identificar se o bebê está com frio : as temperaturas das mãos, pés e nariz – se estiverem gelados, significa que a criança está com frio .

2. Bebê tem que ficar com meia no pé para não ficar doente .

MITO. Não sei de onde veio essa , mas não tem fundamento algum . No calor você pode sim deixá-lo mais a vontade , inclusive , sem meias .

3. O bebê precisa arrotar cada vez que mamar.

MITO. Se o bebê não arrotar depois de mamar, não se desespere. O arroto só ocorre quando a criança engole ar enquanto suga o leite materno — o que nem sempre acontece. No entanto, se o bebê toma mamadeira ou tem refluxo, é importante que ele seja segurado por alguns minutos na posição vertical (em pé), antes de ser colocado no berço. Os famosos “tapinhas nas costas” não são necessários para estimular a reação.

4. O bebê deve dormir de lado para não sufocar.

MITO. Segundo as especialistas, a posição correta para o bebê dormir é de barriga para cima e só com a cabecinha na lateral. Elas recomendam o travesseiro antirrefluxo — que tem furos. Ele evita o sufocamento caso o bebê vire o rosto durante a noite. Uma outra medida é evitar bichos de pelúcia e cobertores e protetores no berço do bebê .

5.O seu leite é fraco e não sustenta o bebê . Por isso ele não larga o peito .

MITO. Não existe “leite fraco”. A maior parte das mulheres é capaz de produzir o leite em quantidade e qualidade suficientes. No entanto, durante a amamentação, é importante posicionar corretamente o bebê de modo que ele consiga abocanhar totalmente o bico do peito, para estimular a produção constante do alimento.

6. Precisa limpar a boquinha do bebê depois de mamar.

MITO. Usar gaze com bicarbonato ou mel rosado não são indicados para limpeza da boca . Aliás , a manipulação da boca do bebê pode levar ao sapinho decorrente do uso de objetos contaminados .

7. O bebê vai acordar durante a noite para mamar.

VERDADE. Nos três primeiros meses de vida, isso acontece frequentemente — no mínimo três vezes por noite. Isso porque o estômago da criança é proporcional ao seu tamanho, o que fará com que ela sinta fome com mais frequência. Às vezes, o bebê pode querer se alimentar até mesmo de hora em hora, ou a cada duas horas. A medida que ele for crescendo, as mamadas acontecem com intervalo de três horas. Lembre-se : a mamada é de livre demanda , ou seja , quando o bebê quiser .

Preciso dar complemento até a descida do leite ?

A introdução do famoso complemento na maternidade, logo após o nascimento do bebê, é uma prática corriqueira e a sua indicação se dá por alguns motivos : permitir que a mãe durma à noite, ausência ou reduzida produção de colostro, risco de hipoglicemia, entre outros .

Mas não devemos dar o complemento até o leite descer e vou te explicar o porquê.

Durante a gravidez, especificamente após a 20ª semana de gestação, a mama já está pronta para produzir leite, que chamamos de pré-colostro, mas o faz em pequena quantidade, porque a placenta inibe a ação do hormônio responsável pela produção do leite (a prolactina). Com o parto e a saída da placenta, ocorre um aumento na concentração da prolactina no sangue, induzindo o início da produção do leite (colostro).

O colostro é um líquido amarelo, espesso e denso, capaz de nutrir e satisfazer o bebê. Ao nascer, o estômago é bem pequeno e o colostro é o alimento ideal para que ele se adapte a nova vida fora do útero.

E então, entre 24 a 48 horas após o parto, as mamas aumentam de tamanho, ficam mais quentes, sensíveis e dolorosas, o que chamamos de Apojadura , a descida do leite .

Mas se não houver o estímulo nas primeiras 48 horas após o parto , a produção de leite pode ficar prejudicada . A sucção do bebê na mama é o principal estímulo para a descida do leite , por isso a Sociedade Brasileira de Pediatria indica o início do aleitamento , a primeira “pega” já na primeira hora de vida do recém-nascido.

O problema da “pega

Muitas vezes a frustração de um mal “encaixe” transforma a hora de amamentar o filho em um momento de estresse para a mãe. O problema é que quanto mais estresse, mais difícil é amamentar. Diante desta situação muitas vezes a mãe acaba decidindo combinar a amamentação natural com o leite artificial, até chegar a abandonar o aleitamento materno completamente.

É recomendável que você tire todas dúvidas sobre amamentação com o seu médico. Muitas vezes esses problemas podem ser resolvidos facilmente.

Mas doutora , ele mama o tempo todo . Acho que meu leite é fraco e não sustenta

Nos primeiros dias o bebê precisa ser amamentado frequentemente, isto significa de 10 a 12 vezes por dia, pois o seu estômago é bem pequeno e o leite materno é de fácil digestão.

Lembre-se de que todo bebê chora ! O choro é a única maneira que o bebê tem de se comunicar e não só de fome o bebê chora. Pode chorar de dor, calor, frio, fralda suja, necessidade de ficar perto da mãe entre tantas outras coisas.

É importante que a mãe acredite na sua capacidade em amamentar, que tem sim leite suficiente para nutrir o seu bebê. Quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

Quando usamos complemento ?

Existem vários motivos , a maioria relacionada a prematuridade ou a doenças congênitas . Bebês que foram internados logo após o nascimento , por infecções ou doenças , podem necessitar do complemento para atingir um ganho de peso satisfatório .

O complemento, nestes casos , é temporário . O objetivo é evoluir para o aleitamento materno exclusivo . Ele pode ser feito através do uso de sondas ou do copinho.

Mas a opção sempre deve ser da mãe e do pediatra ! Palpites de terceiros só trazem angústia a um momento tão delicado . Seja a opção por aleitamento exclusivo ou não , cada binômio mãe e bebê é único – não pode ser comparado ou questionado .

Com qual frequência devo dar o complemento para o bebê?

Assim como com o aleitamento materno, os especialistas recomendam que não deve haver um cronograma rígido para oferecer a mamadeira nas primeiras semanas do bebê.

Geralmente, os médicos recomendam começar com uma dose de 30 ml e ir, progressivamente, aumentando com outros 30 ml, à medida que a criança tomar tudo.

Fica a dica .

Vacina de sarampo é permitida para alérgico ao leite de vaca ou ovo ?

Devido ao surto de sarampo que está acontecendo no estado de São Paulo, a recomendação oficial é atualizar a carteira de vacinação para prevenir a doença. Essa orientação serve não só para as crianças, como também adolescentes e adultos.

A vacina do sarampo é tríplice , ou seja , previne contra 3 doenças : sarampo, caxumba e rubéola. Segundo a recomendação oficial, por ser de alto contágio, é preciso que pelo menos 95% das pessoas tenham sido vacinadas no Brasil para que o sarampo não se espalhe. Caso contrário, basta ter uma única pessoa não vacinada em uma cidade para que o vírus trazido por um infectado consiga chegar a ela. 

A primeira dose da vacina tríplice viral deve ser ministrada aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, uma dose da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), que corresponde à segunda dose da vacina tríplice e uma dose da varicela. Caso haja atraso na vacinação, crianças até quatro anos de idade ainda poderão receber a vacina com o componente varicela.

Casos suspeitos de sarampo, gestantes, crianças menores de 6 meses de idade e imunocomprometidos não devem receber a vacina. A gestante deve esperar para ser vacinada após o parto. Quem está planejando engravidar, deve primeiramente colocar a vacinação em dia e aguardar pelo menos um mês após a última dose.

E os alérgicos ao leite e ao ovo ?

O Ministério da Saúde orientou há cerca de 4 anos atrás às secretarias estaduais e municipais de saúde para evitar vacinar com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) crianças com histórico de alergia a leite de vaca, devido à presença de traços de lactoalbumina encontrados no lote produzido pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd.

No ano seguinte , em 2015 , o laboratório da fundação Osvaldo Cruz passou a produzi-las e as crianças alérgicas a proteína do leite de vaca voltaram a ser imunizadas . Portanto , não há nenhuma restrição da vacina tríplice aos alérgicos a proteína do leite de vaca .

E quanto ao ovo ?

Segundo a ASBAI ( Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ) , a vacina tríplice viral apresenta quantidades desprezíveis de proteína de ovo. Em muitos estudos, pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com hipersensibilidade grave, tiveram risco insignificante de reações anafiláticas. Portanto, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice ou tetra viral em pacientes com história de alergia grave ao ovo. Testes cutâneos com a vacina não estão recomendados.

Alguns profissionais de saúde orientam a ingesta do ovo antes da aplicação da vacina , mas isso não é necessário . Ao contrário da vacina da febre amarela , que apresenta grande concentração de ovo , a do sarampo não tem .

Lembre-se : o sarampo pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia e até à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

Vacine-se.